quinta, 04 de junho, 2026
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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul confirmou mais três casos de Covid-19 – doença causada pelo novo coronavírus –, chegando a marca de 100 pacientes contaminados. Os dados constam no boletim epidemiológico divulgado neste sábado (11).
Com a forma de contágio sendo investigada, uma idosa de 75 anos está internada em Paranaíba. Em Campo Grande, um mulher de 48 anos que esteve no Rio de Janeiro e já entrou em isolamento domiciliar e um homem de 32 anos que entrou em contato com um paciente são os outros dois confirmados. Duas mortes já foram notificadas em Batayporã.
Desses 100 casos, 14 estão internados, 37 cumprem isolamento domiciliar e 37 deixaram a quarentena após não apresentarem mais sintomas, estando “curados”. Outros dez receberam alta hospitalar.
São 51 pacientes em Campo Grande, dez em Nova Andradina, nove em Três Lagoas, sete em Dourados, Batayporã e Sonora tem seis casos cada e cinco em Chapadão do Sul. Alcinópolis, Corumbá, Paranaíba, Ponta Porã, Rio Verde de Mato Grosso e Sidrolândia têm um caso cada.
O número de casos suspeitos aumentou 46,87% nas últimas 24 horas, passando de 32 para 47. Campo Grande está com 12 casos suspeitos, Chapadão do Sul e Três Lagoas têm seis casos cada, Dourados tem cinco casos, Naviraí está com quatro e Ponta Porã tem três.
As cidades de Corumbá, Paranaíba e São Gabriel do Oeste têm dois casos cada. Já Aparecida do Taboado, Aquidauana, Mundo Novo, Nova Andradina e Sonora têm um caso cada.
Mais 14 casos foram descartados - totalizando 723 - e se mantém em 12 o número de casos excluídos. No total, foram notificados 882 casos.
TRANSMISSÃO
Durante vídeo transmitido ao vivo na rede social Facebook, a secretária-adjunta da SES, Christine Maymone afirmou que a curva está ascendente, em relação a velocidade de contágios do vírus. "O isolamento é fundamental para aumentar os casos ainda e não esgotar o sistema de saúde", disse a secretária.
Christine alegou também que a secretaria está acompanhando uma tendência nacional no Estado. "É a interiorização dos casos, indo além das grandes cidades. Todos os municípios, incluindo os que não têm casos, devem seguir as recomendações das autoridades da saúde", alertou.
O secretário Geraldo Resende complementou declarando que seis mil testes rápidos vieram do Ministério da Saúde. "Falavam em 7.047, mas vamos cobrar o restante", declarou, por esse motivo, cada cidade do Estado receberá menos uma caixa.
Sobre o sistema de drive-thru que está instalado no Quartel Central dos Bombeiros, na Rua 14 de Julho com a 7 de Setembro, e que começará a atender na próxima segunda-feira (13), o secretário explicou que pacientes que apresentarem síndrome gripal como febre, tosse, dor de garganta, coriza ou falta de ar, poderão marcar atendimento por meio do telefone 3311-6262. Após agendar data e hora, o paciente deverá ir sozinho ou com apenas um acompanhante de carro até o Drive-Thru Covid-19.
Após chegar no local, o motorista deverá apresentar o documento com foto, mas com as janelas do veículo fechadas. Abrindo apenas para realizar a coleta da secreção nasal. O resultado do exame chegará para o paciente por meio de mensagem de celular e, caso for positivo para o vírus, uma equipe de saúde irá acompanhar o paciente.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.