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Só dorme com luz acesa?

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7 de fevereiro de 2025

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(uol)

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Pode ser criança ou adulto, nem todos se sentem confortáveis em dormir num quarto completamente escuro. Se esse é seu caso e você prefere deixar algum tipo de luz acesa, saiba que existem algumas táticas para minimizar os impactos desse hábito na qualidade do seu sono.
Apesar disso, os médicos sugerem que o ideal é dormir num ambiente onde o "breu" predomina. Ao escurecer, nosso cérebro produz melatonina, o hormônio do sono, que nos ajuda a começar a dormir, explica Laís Berro, pesquisadora e professora do Instituto do Sono/AFIP (SP). Além disso, o escuro contribui para o relaxamento, reduzindo estresse e ansiedade.
"A melatonina também é importante para outros processos fisiológico  
especialmente cardiovasculares, e estudos sugerem que além de afetar o sono, a exposição a luzes durante a noite pode aumentar o risco de diversas doenças, incluindo hipertensão, diabetes e obesidade", continua a pesquisadora.
 

Preciso de claridade, e agora?
Segundo José Brasileiro, psiquiatra e professor do Unipê (Centro Universitário de João Pessoa), na Paraíba, quem se sente mais confortável em dormir com algum tipo de luz acesa pode investir em lâmpadas com intensidade baixa ou que permitam ser controladas.
"Dê preferência a luzes de cor mais quente, que não estimulem muito o sistema nervoso central. No quarto, tenha também um dispositivo elétrico para regular a luminosidade e a intensidade dessa luz", informa o médico, referindo-se ao dimerizadores, ou dimmers.
"Existe um tipo de luz que não influencia a produção de melatonina pelo cérebro, a luz vermelha, que pode ser utilizada em luminárias. complementa Laís Berro.
Outra tecnologia que pode ser útil, principalmente para quem gosta de pegar no sono com tudo aceso ou tem o hábito de ver TV até mais tarde, é o temporizador, que permite desligar a luz depois de um tempo, num momento programado. Quanto a quem usa abajur, deve acendê-lo apenas em cantos, preferivelmente atrás de uma divisória, ou anteparo que impeça a luz de iluminar o cômodo inteiro.
 

Luzes para se evitar no escuro
As de tonalidades frias, como azul e branco, de grande amplitude, típicas de telas de celular, computador e tablet, e que servem para manter o foco e atenção, são fortemente desaconselhadas para quem prefere dormir no claro. Elas alteram o relógio biológico, biológico, inibem a produção de melatonina e estão associadas à insônia.
"Estudos têm demonstrado que o uso de óculos que bloqueiam a luz azul previne a diminuição da produção de melatonina induzida por esse tipo de iluminação. Então, pessoas que não conseguem ficar sem usar o celular ou o computador antes de dormir (o que também é prejudicial) podem investir neles", sugere Laís Berro. Porém, ela acrescenta que qualquer luz artificial pode prejudicar o sono.
Nem luzes pequeninas, de aparelhos em modo stand-by, de espera, escapam. "Com os olhos fechados, as pálpebras bloqueiam boa parte da luz, mas ainda assim é possível perceber se está acesa. Essas de eletrônicos podem incomodar bastante e até gerar impacto psicológico, por isso sugiro cobri-las à sugiro cobri-las à noite com fita isolante", comenta o oftalmologista Leonardo Marculino, do Hospital Cema (SP).
Quando não se consegue dormir no escuro de jeito nenhum, a ponto de ter pesadelos, despertares em pânico ou sensações de mal-estar, atrapalhando inclusive o sono de outras pessoas que estejam no quarto, é recomendável buscar orientação médica e considerar fazer psicoterapia, para lidar com esse problema.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.