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Escorpião em MS

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Silêncio no Berço: Criança de 5 Anos Luta Pela Vida Após Picada de Escorpião em MS

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6 de agosto de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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Tragédia silenciosa acende alerta sobre infestação crescente e invisível nas cidades do estado. Um passeio inocente, uma picada quase invisível e uma corrida contra o tempo. Um menino de apenas 5 anos está internado em estado gravíssimo após ser atacado por um escorpião no município de Naviraí, enquanto visitava familiares. A família, que reside em Itaquiraí, vive agora dias de angústia e orações.

O acidente ocorreu na semana passada e exigiu a transferência urgente da criança para o Hospital de Dourados, onde médicos lutam pela sua recuperação. O veneno, potente e devastador para organismos pequenos como o de uma criança, comprometeu rapidamente o estado de saúde do garoto. Ele segue sob cuidados intensivos, monitorado 24 horas por dia.

Este é o segundo caso envolvendo crianças e escorpiões somente neste início de agosto em Mato Grosso do Sul. Há poucos dias, a pequena Valentina Macedo, de 8 anos, morreu após ser picada no quintal de casa, em Chapadão do Sul. Ela brincava com a irmã quando foi atacada pelo animal peçonhento. Mesmo após uma semana internada em Campo Grande, Valentina não resistiu.

A sequência de casos trágicos levanta um alerta urgente: o escorpião está cada vez mais presente, mais próximo e mais perigoso.

Um levantamento da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul revela que o estado teve o maior aumento proporcional de acidentes com escorpiões em todo o Brasil entre 2007 e 2023: uma escalada de mais de 3.500% por 100 mil habitantes.

Especialistas atribuem essa explosão à urbanização desordenada, ao acúmulo de lixo, à falta de saneamento adequado e à oferta abundante de alimentos para o escorpião, como baratas, tudo isso criando o cenário perfeito para sua proliferação.

Eles se escondem em ralos, rodapés soltos, entulhos, bueiros, caixas de gordura, e até dentro de sapatos e roupas. Não fazem barulho, não avisam, e atacam em segundos. O veneno pode provocar dor intensa, vômitos, suor excessivo, tremores e até parada cardíaca.

Quais os cuidados devemos tomar:

 

                        Manter quintais limpos e sem entulho

                        Vedar ralos, frestas e rachaduras nas paredes

                        Afastar camas das paredes e evitar que lençóis toquem o chão

                        Checar roupas e calçados antes de usar

                        Controlar baratas, principal fonte de alimento dos escorpiões

 

Em caso de picada, não tente “chupar” o veneno nem aplicar produtos caseiros. Lave com água e sabão e procure imediatamente uma unidade de saúde. O tempo pode ser a diferença entre a vida e a morte. Quantas vidas mais vamos perder antes de tratarmos esse problema como prioridade? Escorpiões não escolhem vítimas. Mas o descaso urbano e a falta de informação continuam escolhendo quem paga o preço.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.