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Saúde Mental

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Setembro Amarelo: tratamento, autocuidado e a luta pela vida

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12 de setembro de 2025

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Gessica Oliveira

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Psicólogo Clínico | CRP 14/07127-2 | @renanmaia.psi

Todos os anos, quando chega o mês de setembro, o amarelo ganha destaque em fachadas, campanhas e conversas. Não é apenas uma cor: é um símbolo de luta pela vida. O Setembro Amarelo nos convida a quebrar o silêncio em torno de um tema que ainda carrega muito tabu: o suicídio. Falar sobre ele não significa incentivar, mas sim abrir espaço para acolher, compreender e prevenir. É um chamado à empatia e à responsabilidade coletiva.

O suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial. Não existe uma causa única, mas um conjunto de fatores que se entrelaçam: sofrimento psíquico intenso, dificuldades sociais, crises existenciais, solidão, violências, perdas... Em muitos casos, os transtornos mentais como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e dependência química estão presentes, tornando o sofrimento ainda mais difícil de ser enfrentado.

É nesse ponto que precisamos refletir: o tratamento dos transtornos mentais é uma das formas mais eficazes de prevenir o suicídio. Buscar ajuda profissional pode significar acessar um espaço seguro de escuta, receber um diagnóstico adequado e iniciar um processo de cuidado que diminui os sintomas, amplia a compreensão de si e resgata a esperança. Psicoterapia, medicação, acompanhamento multiprofissional e acesso a serviços de urgência e emergência em caso de crise, são recursos que salvam vidas.

Mas há também um outro aspecto fundamental: o autocuidado. Ele não substitui o tratamento, mas fortalece os fatores de proteção. Autocuidar é cultivar hábitos que mantêm a mente e o corpo mais saudáveis, criando pilares de sustentação para os dias difíceis. Dormir bem, alimentar-se de forma equilibrada, praticar atividades físicas, investir em hobbies e vínculos afetivos, aprender a respeitar seus próprios limites e pedir ajuda quando necessário, são atitudes que constroem resiliência. Ao contrário do que geralmente se acredita, tirar tempo para si, expor seus limites e pedir ajuda são sinais de força mental e não de fraqueza.

Quando unimos tratamento e autocuidado, criamos um círculo de proteção. O tratamento atua diretamente na raiz do sofrimento psíquico, enquanto o autocuidado fortalece a capacidade de enfrentar adversidades, ao mesmo tempo que ajuda a ressignificar à vida cotidiana. Juntos eles são capazes de sustentar enquanto amplia a visão para os outros caminhos possíveis. Mais do que uma luz no fim do túnel, é conseguir perceber que a vida é sempre um campo aberto, cheio de possibilidades.

É preciso, também, ressaltar que a prevenção ao suicídio não é responsabilidade apenas de quem sofre. Todos nós podemos e devemos ser parte dessa rede de cuidado. Estar disponível para ouvir, oferecer apoio sem julgamentos, perceber sinais de sofrimento em pessoas próximas e incentivar a busca por ajuda são gestos que podem parecer pequenos, mas para quem está em risco, podem ser decisivos.

O Setembro Amarelo nos lembra de algo fundamental: a vida importa. E cuidar da saúde mental é cuidar da vida. O suicídio não é, na maioria das vezes, sobre querer morrer, mas sobre não encontrar alternativas para lidar com a dor/problema/sofrimento. Ao oferecer tratamento, ao praticar autocuidado e ao fortalecer os laços humanos, ajudamos a devolver esperança onde ela parecia ter se perdido.

Se você está atravessando um momento de sofrimento intenso ou conhece alguém que esteja, lembre-se: não precisa enfrentar isso sozinho. Procure apoio profissional, o Sistema Único de Saúde em seus múltiplos dispositivos (UBSF, CAPS, hospitais...), um amigo ou familiar... Enfim, compartilhe com pessoas de confiança e em situações de crise ligue para o CVV no 188 ou SAMU no 192, serviços gratuitos e disponíveis 24 horas por dia.

Porque sempre há saídas, mesmo quando a dor insiste em dizer o contrário e cada vida preservada é uma vitória coletiva.

5 Dicas para apoiar quem está em risco

1. Escute sem julgar
A primeira atitude é oferecer escuta acolhedora. Evite frases como “isso é frescura” ou “você tem que ser forte”. Ao invés disso, permita que a pessoa fale, chore, desabafe. Muitas vezes, o simples fato de ser ouvida já alivia parte da dor.

2. Leve os sentimentos a sério
Nunca minimize o sofrimento ou invalide a dor do outro. Se alguém fala em sumir, desistir de tudo ou mesmo explicitamente de tirar a própria vida, trate o assunto com seriedade e cuidado, mesmo que você não compreenda totalmente o que a pessoa está passando você pode ajuda-la a chegar até alguém que possa.

3. Incentive a busca por ajuda profissional
Mostre que procurar um psicólogo, psiquiatra ou médico não é fraqueza, mas um passo de coragem. Ofereça-se para acompanhar em consultas ou ajudar a encontrar um serviço de saúde. Muitas vezes, a pessoa tem vergonha ou não tem forças para dar esse primeiro passo sozinha, ter alguém em quem confia junto torna a tarefa mais fácil.

4. Esteja presente nos momentos críticos
O isolamento aumenta o risco. Se notar sinais de crise, fique próximo: faça ligações, mande mensagens, faça companhia. Não precisa ter todas as respostas, só sua presença já é um fator de proteção importante.

5. Conheça e compartilhe recursos de apoio
Tenha em mãos contatos úteis, como o CVV – 188 (atendimento gratuito, 24 horas, sigiloso), CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e serviços de saúde da sua cidade. Muitas vezes, a pessoa não sabe onde procurar ajuda e essa informação podem salvar uma vida.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.