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SES promove qualificação estadual sobre diagnóstico precoce da hanseníase no Janeiro Roxo

Capacitação on-line ocorre em 21 de janeiro e é voltada a profissionais de saúde de todos os municípios de MS.

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8 de janeiro de 2026

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Idest

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Em alusão ao Janeiro Roxo, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) promove, no dia 21 de janeiro, uma qualificação estadual para profissionais de saúde, com foco no fortalecimento do diagnóstico precoce da hanseníase. A ação integra a campanha nacional “Janeiro a Janeiro: Vencer a hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro”.

Capacitação e parceiros

A qualificação aborda o reconhecimento dos sinais e sintomas da doença e a aplicação do teste rápido em contatos de casos novos. A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A ação será realizada para todo o Estado por meio da plataforma Telessaúde, com apoio técnico do Hospital de Referência São Julião, e contará com a participação de consultores técnicos do Ministério da Saúde.

Webinar e público-alvo

O webinar “Qualificação em Hanseníase” ocorre no dia 21 de janeiro de 2026, das 8h30 às 10h30 (horário de Mato Grosso do Sul). A atividade é voltada a profissionais de saúde e coordenadores municipais dos 79 municípios.

A capacitação será conduzida pelo coordenador do Programa de Hanseníase do Ambulatório do Hospital São Julião, Augusto Brasil Filho, e pelos consultores Marcela Campos e Alexandre de Macedo, da Coordenação-Geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças em Eliminação, vinculada ao Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde.

Importância do diagnóstico precoce

De acordo com a consultora em hanseníase da Gerência Estadual de Tuberculose, Hanseníase e Micoses Endêmicas da SES, Fabiana Pisano, a qualificação é fundamental para interromper a transmissão da doença. Segundo ela, o diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação de contatos são as principais formas de prevenção.

Sinais de alerta

Os principais sinais de alerta incluem manchas na pele com alteração da sensibilidade térmica, dolorosa ou tátil, além de formigamentos ou sensação de choques, principalmente em braços e pernas. Também podem ocorrer inchaço de mãos e pés, ressecamento da pele, queda de pelos — especialmente das sobrancelhas —, presença de nódulos e, em alguns casos, sangramentos nasais. Ao identificar qualquer desses sinais, a orientação é procurar uma unidade de saúde.

Cenário em Mato Grosso do Sul

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação indicam 1.950 casos notificados entre 2021 e 2025, com aumento nos registros em 2024 e 2025, reforçando a necessidade de ações contínuas de vigilância e capacitação profissional.

A hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito pelo SUS e o risco de transmissão é eliminado logo nas primeiras doses da medicação. A identificação precoce contribui para melhores resultados e evita complicações ao longo do tempo.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.