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Secretaria de Saúde realiza Dia D de Prevenção ao Câncer de Boca

A Semana de Prevenção ao Câncer Bucal é realizado entre esta segunda-feira (6) e terça (7) , em Campo Grande.

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6 de novembro de 2023

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a Redação, Kamilla Ratier

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A Secretaria de Saúde do Estado (SES), em parceria com o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO/MS) e a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), realiza entre esta segunda-feira (6) e terça (7) a Semana de Prevenção ao Câncer Bucal, em Campo Grande.

A Semana de Prevenção ao Câncer Bucal tem o objetivo de promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral aos portadores de câncer bucal, apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol do controle da doença e difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer bucal.

Conforme a coordenadora de Saúde Bucal da SES, Giovana Soares Buzinaro, o evento visa estimular ações preventivas e campanhas educativas relacionadas ao câncer bucal, além de dar início ao processo de construção da linha de cuidado.

“Neste ano o evento apresenta como principal finalidade reunir os coordenadores de saúde bucal do Estado para discussão sobre os fluxos e procedimentos envolvidos no diagnóstico e tratamento do câncer bucal e agregar especialistas, gestão e assistência com o objetivo de construir a linha de cuidado do câncer bucal no Estado”, pontuou. 

A abertura da ação será no dia 6 de novembro, na sede do CRO/MS, com palestras relacionadas ao tema e no dia 7 de novembro acontece no Auditório do LAC na UFMS, o ‘Dia D de Prevenção ao Câncer de Boca’ que, além de palestras, contará com uma mesa redonda composta por cirurgiões-dentistas que atuam na atenção primária, especialistas, professores e gestores com o objetivo de debater sobre a situação atual e local do fluxo do diagnóstico do câncer de boca.

As inscrições podem ser feitas através do link: https://www.saude.ms.gov.br/dia-d-prevencao-cancer-bucal/

Serviço 

O CRO/MS está localizado a avenida Desembargador Leão Neto do Carmo, 1.812 – Jardim Veraneio.  Já o auditório do LAC está localizado na Cidade Universitária da UFMS, a avenida Costa e Silva – Pioneiros.

Câncer bucal

O câncer bucal, também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral, é um tumor maligno que afeta os lábios e as estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca – palato, língua – principalmente as bordas –  e a região embaixo da língua – assoalho da boca. É o quinto tumor mais frequente em homens no Brasil, sendo que a maioria dos casos são diagnosticados em estágios mais avançados.

Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o ano de 2023 a estimativa de incidência de câncer da cavidade oral no Brasil, por 100 mil habitantes, é de 10.900 casos da doença em homens e 4.200 em mulheres. Em Mato Grosso do Sul, a estimativa é de 180 novos casos, sendo 130 entre homens e 50 entre as mulheres, por 100 mil habitantes.

Entre os fatores de risco estão a exposição solar sem proteção, o uso de álcool, tabaco, excesso de gordura corporal, infecção pelo HPV, contato com herbicidas, produtos químicos e pesticidas. A Semana de Prevenção ao Câncer Bucal foi instituída pela Lei Estadual nº 4.042, de 08 de junho de 2011, e pela Lei Federal nº 13.230, de 28 de dezembro de 2015.

Sintomas

Os principais sintomas do câncer de boca são o aparecimento de feridas na boca que não apresentam dor e que não cicatrizam dentro de 15 dias. Entre ouros sintomas estão manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na mucosa bucal ou lábios e dificuldades para falar, mastigar ou engolir.

Prevenção

A higiene bucal é uma das principais formas de prevenir o câncer de boca, além disso, manter hábitos alimentares saudáveis com ingestão de frutas e legumes, evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco, evitar exposição solar sem proteção, estar atento a mudanças na coloração ou no aspecto da boca e acompanhamento odontológico periódico são essenciais para evitar a doença. 

Em caso de qualquer alteração como feridas, manchas ou inchaço na cavidade bucal, procure atendimento odontológico.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

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2 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.