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Saúde Mental

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Saúde mental começa com S de sono

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17 de outubro de 2025

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Alex Viana

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Psicólogo Clínico | CRP 14/07127-2 | @renanmaia.psi

Tenho percebido, no consultório e fora dele, que dormir bem tem se tornado quase um luxo. As pessoas dormem pouco, dormem mal e ainda se orgulham de “render com quatro horas de sono”. A rotina acelerada, o excesso de estímulos e a cultura da produtividade transformaram o descanso em algo secundário, como se fosse tempo perdido. Mas o sono, na verdade, é um dos maiores investimentos que podemos fazer em nossa saúde mental.
Que dormir é bom, todos nós sabemos. Mas será que realmente compreendemos a dimensão que o sono tem sobre nossa saúde, especialmente sobre nossa saúde mental?

Durante o sono, nosso organismo realiza uma verdadeira manutenção interna: regula hormônios, fortalece o sistema imunológico e processa memórias. No campo psicológico, o sono é essencial para o manejo das emoções e para a consolidação das experiências diárias. Quando dormimos, o cérebro realiza uma espécie de “limpeza emocional”, filtrando o que deve ser guardado e o que pode ser deixado para trás.

Não é à toa que, quando dormimos mal, tudo parece mais difícil: a paciência encurta, o humor oscila e a concentração se torna um desafio. O sono insuficiente está diretamente relacionado ao aumento da ansiedade, da irritabilidade e até de sintomas depressivos.

Mas há um grupo que vive uma realidade ainda mais desafiadora... as pessoas que trabalham em regime de plantão: profissionais de saúde, seguranças, motoristas, vigilantes, entre tantos outros. Para muitos deles, a privação do sono não é uma escolha, mas uma necessidade imposta pelo trabalho. Ao longo do tempo, essa privação pode afetar de forma significativa a saúde mental: há maior risco de depressão, prejuízo cognitivo e alterações emocionais importantes. O corpo até se adapta a dormir em horários alternativos, mas o cérebro não. O ritmo circadiano (nosso relógio biológico) continua tentando encontrar o dia no meio da noite e isso cobra um preço alto. 

Também é importante lembrar que não é apenas a falta de sono que preocupa, mas o seu excesso também. Dormir demais, especialmente de forma recorrente, pode ser um sintoma de sofrimento psíquico, como: depressão, Burnout, TOC, entre outros. Em alguns quadros clínicos, o sono se torna um refúgio, um modo inconsciente de escapar do sofrimento ou incomodo de situações e pensamentos. Por isso, tanto a privação quanto o excesso precisam ser observados com atenção e cuidado. O corpo fala e o sono é uma de suas linguagens mais claras.

Em cada fase da vida, o sono cumpre papéis fundamentais: na infância, ele estrutura o desenvolvimento cerebral; na adolescência, consolida aprendizagens e regula emoções; na vida adulta, ajuda a manter o foco e a estabilidade emocional; e na velhice, preserva a memória e a vitalidade.

No consultório, vejo com frequência o impacto da privação de sono. Pessoas que chegam exaustas, emocionalmente frágeis, ansiosas, e que muitas vezes buscam uma explicação complexa para algo que começa de forma simples: o corpo não tem mais tempo para se recompor. A mente cansada perde sua capacidade de regular as emoções, o raciocínio se torna confuso e a sensibilidade aumenta. Uma noite mal dormida não causa um transtorno mental, mas a privação crônica pode agravar ou até precipitar quadros de depressão, ansiedade, irritabilidade e crises de pânico. Negligenciar o sono é, em outras palavras, negligenciar a própria saúde mental.

Também é preciso atenção aos sinais de alerta: sonolência excessiva durante o dia, lapsos frequentes de memória, irritabilidade persistente, mudanças no apetite ou no peso e a sensação de não se recuperar após o sono. Quando aparecem, convém investigar: distúrbios do sono (apneia, insônia crônica, síndrome das pernas inquietas), transtornos do humor ou efeitos de medicações podem estar em jogo. Diagnosticar e tratar essas condições melhora não só a noite, mas a vida inteira.

Cuidar do sono é também um ato de autocuidado. Práticas simples podem fazer diferença: manter horários regulares, reduzir o uso de telas antes de dormir, evitar cafeína à noite e criar um ambiente silencioso e acolhedor. Para quem trabalha à noite, a criação de rituais de descanso durante o dia como escurecer o ambiente e evitar interrupções é essencial para garantir a recuperação do organismo.

Além disso, alguns casos podem precisar de assistência médica especializada, uso de medicações para auxiliar no sono (não precisa ter medo de remédio, contanto que acompanhe com um bom profissional) e em casos que os distúrbios do sono estejam ligados a fatores emocionais, o acompanhamento psicológico se torna uma ferramenta poderosa e fundamental.

Em um tempo em que todos parecem querer estar “sempre ligados”, talvez o maior gesto de resistência seja simplesmente desligar-se. Dormir bem não é preguiça, é consciência.

5 passos para um sono mais saudável

1. Estabeleça uma rotina regular:
Tente dormir e acordar nos mesmos horários, mesmo nos fins de semana. O cérebro funciona melhor com previsibilidade, o hábito cria um “relógio biológico” estável.

2. Desconecte-se das telas antes de dormir:
A luz azul dos dispositivos inibe a melatonina, hormônio do sono. Dê ao cérebro pelo menos 30 minutos de silêncio digital antes de deitar. Você também pode optar por trocar as telas pelos livros antes de dormir.

3. Crie um ambiente favorável:
Quarto escuro, silencioso e fresco. Evite associar o espaço do sono a outras atividades, como trabalho ou alimentação.

4. Cuide do corpo para cuidar da mente:
Exercícios físicos regulares ajudam a melhorar a qualidade do sono — mas evite treinar muito próximo da hora de deitar.

5. Reavalie sua relação com o descanso:
Dormir não é fraqueza, é necessidade fisiológica. Respeitar seus limites é um ato de inteligência emocional e também uma forma de amor-próprio.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.