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Saúde de MS debate estratégias para enfrentamento da hanseníase no Estado

Avaliação de todos os contatos intra domiciliares dos casos diagnosticados nos últimos 5 anos;

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6 de março de 2024

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(Álvaro Rezende)

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Com o objetivo de apresentar ações estratégicas para o enfrentamento da hanseníase em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e o Hospital São Julião realizou nesta terça-feira (5) o evento ‘Projeto de Aprimoramento para o Enfrentamento da Hanseníase no estado de Mato Grosso do Sul’, no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande.
Na oportunidade o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, aproveitou para reforçar a importância de debates acerca do tema. “Nós precisamos reforçar as nossas estratégias e o principal motivo desse evento é que possamos estar reunidos, debatendo estratégias. Que seja um evento profícuo”.
Para a gerente técnica de Tuberculose e Hanseníase da SES, Laryssa Almeida de Brito Ribeiro, o evento é de suma importância para o estado. “Temos como objetivo principal promover o convênio da SES, por meio do Programa Estadual de Hanseníase, junto ao Hospital de referência São Julião com o desenvolvimento de um plano de ação visando aprimorar o enfrentamento à hanseníase nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul para o fortalecimento das ações em todos os níveis de atenção”, explicou Laryssa.
"Esta parceria entre o Governo do Estado e o Hospital São Julião no combate e tratamento da hanseníase, demonstra a sensibilidade deste governo com uma comorbidade que ainda no Brasil está disseminada praticamente em todos os estados. Ainda somos o segundo país no mundo em casos da doença", disse o presidente do Hospital São Julião, Carlos Augusto Melke. O coordenador-geral de Doenças Transmissíveis na Atenção Primária do Ministério da Saúde, Cláudio Salgado, lembrou que no período da Pandemia da Covid-19 muitos pacientes deixaram de receber o diagnóstico para a hanseníase, então agora é o momento de resgatar esses pacientes.
“O que está começando agora aqui no Mato Grosso do Sul é importantíssimo para que a gente consiga fazer a reversão do quadro atual. É o momento de encontrar os pacientes acometidos pela hanseníase, porque as pessoas não pensam na hanseníase e se você não pensa na doença, você não vai fazer o diagnóstico”, explica Salgado.
Entre os objetivos do ‘Projeto de Aprimoramento para o Enfrentamento da Hanseníase no estado de Mato Grosso do Sul’ estão:
A capacitação dos agentes comunitários de saúde do estado para realizar a busca ativa de casos, baseado em inquéritos sobre sinais e sintomas da doença;
Avaliação de todos os contatos intra domiciliares dos casos diagnosticados nos últimos 5 anos;
Capacitação dos profissionais de saúde da atenção primária, médicos, enfermeiros e fisioterapeutas para o desenvolvimento qualificado das ações de controle da hanseníase: diagnóstico, tratamento, investigação dos contatos, prevenção e tratamento das incapacidades, manejo das reações hansênicas e ações para o enfrentamento do estigma e discriminação; e
A criação do NAHAN (Núcleo de Apoio para o Enfrentamento da Hanseníase) para elaborar e aplicar as atividades de apoio matricial às unidades de Atenção Primária à Saúde.

Saúde

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

  As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

4 de junho de 2026

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

 

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As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.

A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.

Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.

A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.

A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.

Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.