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Saúde confirma Coronavírus em dono de mercado, mas alerta que não há motivo para pânico

Na manhã desta terça-feira (30) a secretaria de Saúde de Coxim recebeu a confirmação de que o proprietário de um mercado, de 69 anos, está com Coronavírus (Covid-19), mas, alertou que não há motivo para a população entrar em pânico.

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30 de junho de 2020

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Sheila Forato - Edição MS

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Na manhã desta terça-feira (30) a secretaria de Saúde de Coxim recebeu a confirmação de que o proprietário de um mercado, de 69 anos, está com Coronavírus (Covid-19), mas, alertou que não há motivo para a população entrar em pânico.

Por telefone, o secretário de Saúde, Franciel Oliveira, explicou que a Prefeitura já tomou todas as medidas, isolando as pessoas que tiveram contato direto com o paciente, entre esses familiares e funcionários.

“Não é preciso pânico entre as pessoas que são clientes da empresa, até porque o mercado estava cumprindo as regras sanitárias, garantindo um ambiente seguro a quem entrava no local. Quem foi ao mercado seguindo os protocolos de segurança não tem motivos para se preocupar. Do mais, a orientação é a de sempre. Em caso de sintomas entre em contato com o Tele Covid através do 99936-5251”, alertou o secretário.

Franciel lembrou que o contágio acontece com o contato direto. Mas, o que é o contato direto? O Edição MS foi buscar essa resposta junto as autoridades sanitárias. Um dos exemplos é o aperto de mão. Agora você vai se perguntar, mas eu posso ser contagiado ao apertar a mão da pessoa infectada?

Para que o contágio aconteça é preciso que esse paciente tenha tido contado com a própria secreção, em seguida aperte sua mão e você a leve na boca, nariz ou olhos antes de higienizá-la. Então, se você toma todos os cuidados com a higiene das suas mãos dificilmente será contaminado pelo Coronavírus.

Outro exemplo de contato direto é estar a curta distância, sem ambos estarem protegidos com máscaras, e a pessoa infectada tossir ou espirrar, quando geralmente se expele secreções. Contudo, se todos estiverem protegidos, a chance de contágio é pequena, de 1,5%, conforme as autoridades sanitárias.

Existem outras possibilidades de contato direto. Sim, mas é difícil exemplificar todas, até porque tudo que envolve a doença ainda é estudado pela ciência. Os familiares, por exemplo, podem ter contato direto através do uso de utensílios como copo e talheres, entre outros. Por isso, é importante separar os objetos de quem está infectado.

A maioria das pessoas que entrou no mercado teve o chamado contato eventual com o proprietário e seus contatos diretos. Neste caso, as chances de contágio são pequenas. Cabe o alerta para os sinais que seu organismo possa dar. Sentiu tosse, febre ou dificuldades para respirar procure orientação do Tele Covid para investigação.

Fechamento do mercado

O secretário explicou que a Vigilância Sanitária já esteve na empresa, prestou todas as informações aos familiares e funcionários. Eles também fecharam o mercado, inicialmente por sete dias. Entretanto, a empresa pode ser reaberta antes, basta que os proprietários apresentem um plano de biossegurança para reabertura sem a utilização dos funcionários que precisam ficar em isolamento por serem considerados contatos diretos.

De acordo com Franciel, a necessidade de fechar a empresa segue um protocolo, pois os funcionários devem se manter isolados em suas casas por sete dias, período em que geralmente o organismo apresenta sintomas da infecção pelo Coronavírus. Vale lembrar que é entre o sétimo e décimo dia que o exame apresenta maior precisão no diagnóstico.

Estado de saúde

O estado de saúde do empresário é grave. Ele segue internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensiva) do Hospital Regional de Campo Grande. O Edição MS conversou com um dos filhos do paciente e ele informou que a situação não é boa, mas que familiares e amigos estão unidos em oração para que Deus o abençoe com a cura.

Não é exagero. Uma corrente de orações voltadas ao empresário tomou conta das redes sociais. Ele é um homem de muita fé, atuante na igreja católica e busca diariamente passar mensagens positivas nas redes sociais. No último vídeo gravado e postado dia 22 de junho, o empresário cita um trecho bíblico: São Mateus, capítulo sete, versículo do um ao cinco e começa:

“Não ter medo de declarar-se por Jesus diante dos homens. A recomendação hoje é para não julgar os outros. O olhar de Deus para conosco é amoroso e misericordioso. É assim que Ele nos olha...”, segue num vídeo de pouco mais de dois minutos.

Números em Coxim

O boletim epidemiológico da Prefeitura é divulgado diariamente as 17 horas. No último Coxim contabilizava 15 casos, somado ao citado na reportagem 16. As 18 horas o prefeito Aluizio São José, junto com o secretário, detalha a situação do município. Além do 16º outros casos já foram confirmados na principal cidade da região norte.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.