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Sarampo: infectologista alerta sobre vacinação em viagens para a Copa

Países-sede do Mundial respondem por 70% dos casos nas Américas

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9 de junho de 2026

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Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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O aumento do número de casos de sarampo registrado nos Estados Unidos, México e Canadá – que sediarão jogos da Copa do Mundo 2026 – acende o alerta para a necessidade de vacinação dos turistas brasileiros que viajarão para o Mundial. Juntos, os três países respondem por 70% dos casos nas Américas.

A observação foi feita nesta terça-feira (9) à Agência Brasil pela infectologista Natalie Del Vecchio, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz).

“O sarampo é uma doença altamente contagiosa”, disse. Isso significa que uma pessoa com o vírus consegue transmiti-lo para muitas outras simultaneamente. “E a gente tem visto a baixa cobertura vacinal nesses países e também no Brasil”, observou Natalie Del Vecchio.

Expansão

No ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para a expansão dos casos, quando o Canadá registrou 5.062 ocorrências, o que levou à perda da certificação de país livre da doença. Em 2026, foram confirmados 124 casos no território canadense.

O México elevou o número de sete casos, notificados em 2024, para 6.152 registros em 2025. Somente em janeiro deste ano, foram 1.190 casos, de acordo com informações preliminares. Nos Estados Unidos, por sua vez, ocorreram 2.144 casos em 2025 e 721 em janeiro de 2026.

Segundo a infectologista do IFF/Fiocruz, o perigo é maior para os brasileiros que viajam para esses países sem estarem com o esquema vacinal contra sarampo completo. A vacinação pode evitar a eventual reintrodução do vírus no Brasil.

Natalie lembrou que, em novembro de 2024, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a recertificação de país livre do sarampo. O documento foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à então ministra da Saúde, Nísia Trindade. Em 2016, o Brasil já havia alcançado essa posição de nação livre da circulação endêmica do sarampo mas, em 2018, as baixas coberturas vacinais permitiram a reintrodução do vírus no país.

Risco

“A baixa cobertura vacinal é um risco para o nosso país de reintrodução do vírus no Brasil”, afirmou a infectologista. Em 2025, foram notificados 38 casos no país, todos importados de nações vizinhas. Em janeiro de 2026, foram registrados dois casos de sarampo, de uma mulher de 22 anos. no Rio de Janeiro, e de um bebê de 6 meses, em São Paulo. Os dois não tinham registro de vacinação.

Natalie Del Vecchio recomenda que mesmo as pessoas que não vão viajar para os países-sede da Copa do Mundo devem procurar completar o calendário vacinal. Para aquelas acima de 1 ano de idade até 30 anos, são necessárias duas doses da vacina contra sarampo e, de 30 a 60 anos, uma dose.

“Se a pessoa já tem o calendário dela completo, não precisa tomar uma dose extra da vacina. Se o calendário não estiver completo, os viajantes que se destinam aos países-sede da Copa devem completar o esquema vacinal. Essas pessoas viajarão com tranquilidade, exatamente para não estarem adquirindo o vírus do sarampo, nem trazendo para o nosso país. Para, exatamente, evitar um novo surto e novos casos do sarampo no Brasil”, afirmou a infectologista.

Reforço

O Ministério da Saúde lançou campanha nacional orientando brasileiros que viajarão aos Estados Unidos, México e Canadá para a Copa do Mundo a reforçar a vacinação contra o sarampo. Para crianças de 6 a 11 meses, a recomendação é que tomem a dose zero pelo menos 15 dias antes da viagem. Na faixa de 12 meses a 29 anos, é necessário ter duas doses.

Os adultos de 30 a 59 anos devem ter recebido pelo menos uma dose ao longo da vida. Outra recomendação é que a aplicação da vacina Tríplice Viral (que também protege contra caxumba e rubéola) deve ocorrer pelo menos 15 dias antes da viagem. As doses estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Gravidade

O sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida e até causar a morte. As principais complicações variam de acordo com as fases da vida do paciente. Para crianças, pode causar pneumonia, infecções de ouvido, encefalite aguda (inflamação no encéfalo – parte do sistema nervoso dentro do crânio) e morte. Em adultos, causa pneumonia. E, em gestantes, pode resultar em parto prematuro e bebê com baixo peso.

Altamente contagiosa, a doença se espalha pela tosse, fala ou respiração. Uma pessoa infectada pode contaminar outras antes mesmo de saber que está doente. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse persistente, coriza, irritação nos olhos, e manchas vermelhas que começam no rosto e depois no corpo. Os sintomas costumam aparecer entre sete e 14 dias após o contato com o vírus.

Anvisa

Alerta da Anvisa: fórmula infantil é retirada do mercado por risco à saúde de bebês e crianças

Pais e responsáveis devem redobrar a atenção na hora de escolher produtos destinados à alimentação infantil. A Agência Nacional de Vigilância...

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9 de junho de 2026

Alerta da Anvisa: fórmula infantil é retirada do mercado por risco à saúde de bebês e crianças

 

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Pais e responsáveis devem redobrar a atenção na hora de escolher produtos destinados à alimentação infantil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de uma fórmula infantil comercializada no país após identificar irregularidades que podem colocar em risco a saúde de bebês e crianças pequenas.

A medida, anunciada pela agência reguladora, suspende a fabricação, venda, distribuição, propaganda e utilização da Fórmula Infantil 1ª e 2ª Infância comercializada sob a marca Essentia Pharma e produzida pela HKM Farmácia de Manipulação Ltda.

Segundo a Anvisa, o produto estava sendo oferecido ao consumidor sem a devida regularização sanitária exigida para esse tipo de alimento. Além disso, foram constatadas irregularidades nas informações apresentadas nos rótulos, que poderiam levar pais e responsáveis a acreditar que se tratava de uma fórmula devidamente autorizada pelos órgãos competentes.

A preocupação da agência vai além das questões burocráticas. De acordo com o órgão, não há comprovação de que o produto atenda aos critérios obrigatórios relacionados à segurança alimentar, qualidade, composição nutricional e valor nutricional exigidos pela legislação brasileira para fórmulas destinadas a lactentes e crianças na primeira infância.

A ausência dessas garantias pode representar riscos ao crescimento e ao desenvolvimento infantil, especialmente em uma fase da vida em que a alimentação desempenha papel fundamental para a saúde e a formação do organismo.

Com a determinação da Anvisa, a recomendação é que consumidores que possuam o produto suspendam imediatamente o uso e busquem orientação junto aos canais oficiais da empresa ou aos órgãos de vigilância sanitária.

Especialistas destacam que fórmulas infantis são produtos altamente regulados justamente por atenderem um público considerado vulnerável. Por isso, qualquer irregularidade relacionada à composição ou à autorização sanitária pode trazer consequências importantes para a saúde das crianças.

A decisão reforça o papel da Anvisa na fiscalização de produtos destinados à alimentação infantil, setor que exige rígidos controles de qualidade e segurança.

O caso serve de alerta para que pais e responsáveis verifiquem sempre a procedência dos produtos adquiridos, observem registros sanitários e busquem informações em canais oficiais antes de introduzir qualquer fórmula na alimentação de bebês e crianças.

A agência segue monitorando o mercado e orienta a população a denunciar produtos suspeitos ou que apresentem informações duvidosas sobre sua regularização.

Saúde

Governo interrompe aplicação de vacina contra dengue após investigação de casos graves de reações

O Ministério da Saúde determinou a suspensão temporária da aplicação da vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida...

Governo interrompe aplicação de vacina contra dengue após investigação de casos graves de reações

8 de junho de 2026

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O Ministério da Saúde determinou a suspensão temporária da aplicação da vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (8) e ocorre após a identificação de casos graves de saúde registrados em pessoas imunizadas, incluindo duas mortes que estão sendo investigadas pelas autoridades sanitárias.

A decisão foi tomada em conjunto com especialistas da vigilância sanitária e representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que acompanham a apuração dos casos. Segundo o governo federal, a interrupção tem caráter preventivo e permanecerá em vigor até que sejam concluídas as análises técnicas sobre os episódios notificados.

De acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, cerca de 500 mil pessoas receberam a vacina desde o início da campanha. Entre os imunizados, foram registradas 3.703 notificações de eventos considerados inesperados após a aplicação do imunizante. A maior parte dos relatos foi classificada como leve, mas 42 casos despertaram atenção especial por apresentarem sintomas mais graves.

Entre as ocorrências analisadas estão manifestações como dores abdominais intensas, vômitos persistentes, sangramentos e agravamento do estado clínico dos pacientes. Três pessoas desenvolveram quadros severos compatíveis com dengue grave. Uma delas conseguiu se recuperar após atendimento hospitalar intensivo, enquanto outras duas evoluíram para óbito.

As vítimas fatais são uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos. Até o momento, os especialistas não confirmaram se existe relação direta entre a vacinação e as mortes registradas.

Durante o anúncio, o Ministério da Saúde destacou que ainda não há evidências científicas suficientes para apontar a vacina como causa dos casos investigados. Mesmo assim, o Comitê Nacional de Farmacovigilância recomendou a interrupção temporária da aplicação como medida de precaução.

A vacina do Instituto Butantan representa um marco para a ciência brasileira por ser a primeira desenvolvida integralmente no país para prevenção da dengue e também a primeira do mundo administrada em dose única. O imunizante começou a ser utilizado neste ano, inicialmente em grupos prioritários, incluindo profissionais da saúde.

Com a suspensão, estados e municípios receberam orientação para interromper imediatamente novas aplicações e intensificar o monitoramento de pessoas vacinadas recentemente.

As autoridades de saúde recomendam atenção especial para quem recebeu a vacina nas últimas três semanas. Sintomas como febre, dores abdominais fortes, vômitos frequentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral devem motivar a busca imediata por atendimento médico.

Apesar da suspensão temporária, o governo federal reforçou que a decisão não representa uma conclusão sobre a segurança do imunizante. A expectativa é que as investigações esclareçam se os casos possuem relação com a vacina ou se foram provocados por outros fatores clínicos.