sábado, 25 de julho, 2026
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) de Coxim encerrou o mês de outubro de 2025 com 100 ocorrências atendidas, segundo dados divulgados pela coordenação do serviço. O balanço revela o perfil das chamadas recebidas e destaca o trabalho constante das equipes que atuam na linha de frente do atendimento pré-hospitalar de urgência no município.
De acordo com o levantamento, 74% dos atendimentos foram de natureza clínica, envolvendo principalmente pacientes adultos com quadros súbitos de mal-estar, crises hipertensivas, dificuldades respiratórias e outras emergências médicas. O dado reforça a importância da atuação do Samu na resposta rápida a situações que exigem avaliação e estabilização imediata antes da chegada ao hospital.
Além dos casos clínicos, o Samu de Coxim também registrou um atendimento obstétrico (1%) e dois pediátricos (2%), voltados a situações que exigiram suporte especializado. Os acidentes de trânsito representaram 4% das ocorrências, totalizando quatro chamados um número considerado estável, mas que ainda preocupa diante dos riscos diários no tráfego urbano e rodoviário da região.
O levantamento também indica que três ocorrências (3%) envolveram quedas da própria altura e uma (1%) foi decorrente de queda de local elevado, mostrando que o atendimento a traumas leves ainda compõe parte da rotina das equipes.
Outro dado importante do relatório mostra que sete chamadas (7%) foram canceladas antes da chegada da equipe, classificadas como QTA (Quando a Tarefa é Abortada) geralmente motivadas por resolução do caso no local ou engano no acionamento. Em três situações (3%), a vítima recusou atendimento, e em outras três (3%), o paciente foi removido por terceiros, antes da chegada da ambulância.
O Samu também registrou três ocorrências com óbito (3%), reforçando a gravidade de parte dos casos atendidos e a importância do serviço no suporte à vida.
Segundo a coordenação local, o número de 100 ocorrências no mês reflete o compromisso das equipes com a agilidade e a humanização do atendimento. Cada chamado mobiliza profissionais treinados para atuar em situações de alta complexidade, muitas vezes decisivas para a sobrevivência do paciente.
“O Samu é a porta de entrada do socorro emergencial. Nosso objetivo é chegar o mais rápido possível, estabilizar o paciente e garantir que ele receba o atendimento adequado no tempo certo”, destacou a coordenação.
O Samu 192 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, atendendo chamados por meio do número gratuito 192, que conecta diretamente o cidadão à Central de Regulação. A equipe local é composta por técnicos de enfermagem, enfermeiros e condutores socorristas, todos capacitados para prestar suporte vital e transporte seguro.
A atuação do serviço em Coxim reforça seu papel essencial dentro da rede pública de saúde, garantindo resposta rápida em situações que vão de desmaios e crises de dor a acidentes graves e urgências obstétricas.
Com cem ocorrências registradas apenas em outubro, o Samu de Coxim reafirma sua importância como elo vital entre a população e o sistema de saúde. Em uma cidade de porte médio e com grandes áreas de cobertura, o serviço se consolida como símbolo de agilidade, preparo e dedicação no cuidado à vida.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.