quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Saúde
O Hospital Geral Paulino Alves da Cunha, de Rio Verde de Mato Grosso-MS, retomou as realizações de cirurgias eletivas que estavam paralisadas há muito tempo.
14 de novembro de 2018
Victor Currales
O Hospital Geral Paulino Alves da Cunha, de Rio Verde de Mato Grosso-MS, retomou as realizações de cirurgias eletivas que estavam paralisadas há muito tempo. As primeiras duas cirurgias eletivas foram realizadas na segunda-feira (12/11). 01 cirurgia de hérnia e 01 cirurgia de retirada de vesícula (colecistectomia). Outras cirurgias já estão agendadas para os próximos dias. Na próxima segunda será realizada a retirada de um útero (histerectomia), e uma hérnia.
Maria José Gomes Monteiro, paciente que fez a colecistectomia (retirada da vesícula biliar) e Artidor Elias Adorna foram os primeiros pacientes a serem operados na volta das cirurgias eletivas em Rio Verde e falaram com nossa reportagem sobre a sensação de estarem sendo operados na própria cidade.
“Só tenho a agradecer a condição de poder estar operando aqui mesmo e aproveito também para parabenizar o acolhimento que tive, pela educação de todos desde a limpeza, a alimentação e especialmente o carinho e profissionalismo da equipe médica, agora é fé em Deus”, contou-nos o Sr. Artidor Elias Dorna, momentos antes de entrar para o Centro Cirúrgico.
A equipe Cirurgiã que participaram dessas cirurgias em Rio Verde foi formada pela Drª. Eva Wilma Guimarães, auxiliada pelo Dr. Said Yoshimura, pelo anestesista Dr. Leandro e os técnicos de enfermagem e instrumentadores Odenir Gomes Olartechea e Marina Alves Pereira.
Para o gerente de enfermagem Diogo Lopes, a equipe de colaboradores do HGPAC estavam ansiosos pelo retorno dessas cirurgias. Diogo Lopes que anteriormente havia realizado uma oficina de limpeza de superfícies para equipe da higienização e equipe de enfermagem, para melhoras a qualidade dos serviços e está programado uma outra oficina sobre curativos para toda a equipe.
Para voltar a realizar os procedimentos, o hospital vem recebendo uma série de melhorias tanto na estrutura física quanto na gestão de recursos humanos, recentemente o hospital recebeu um novo aparelho de RX Digital que é um dos mais modernos da região, além de aparelhos de ar condicionados em todos os quartos.
Equipe médica
Para a equipe médica a volta das cirurgias representa um trabalho importantíssimo para o Hospital, por ser uma instituição pública, pois todo o recurso investido vem sendo devolvido para a sociedade em forma de saúde.
“Falar em cirurgias eletivas agendadas no serviço público é investir hoje para deixar de fazer algo às pressas ou muitas vezes, mais caro e com mais riscos para o paciente amanhã, ou seja, quando operamos uma hérnia, ou uma vesícula eletiva hoje, deixamos de fazer esses procedimentos quando os pacientes estão com esses órgãos inflamados causando muitas dores”, afirmou a Drª Eva Vilma Guimarães.
Compromisso
A Secretaria Municipal de Saúde do município vem atuando de forma coordenada, articulada, negociando o planejamento, com acompanhamento, controle, avaliação e auditoria inerentes à gestão construindo uma nova realidade com condições essenciais para o alcance da resolutividade, qualidade e humanização das ações de Saúde no município.
O secretário Municipal Saúde, José Odorico Almeida, esteve no hospital para acompanhar o retorno dos trabalhos. “É mais uma importante ação de ampliar e consolidar a municipalização da Saúde da atual gestão, cuja atenção é uma prioridade nos investimentos para a área. Agora os procedimentos que antes precisavam ser encaminhados para outras localidades, poderão ser feitos aqui. É um grande avanço”, disse.
De acordo com informações, estarão sendo realizados no HGPAC, cirurgias de hérnia inguinal, hérnia umbilical, hérnia epigástrica, hérnia incisional, colecistectomia (retirada da vesícula), histerectomia; perineoplastia (cirurgia para correção da região genital da mulher) e oforectomia (retirada de um ou dois ovários).
As solicitações serão feitas pelas secretarias municipais de saúde do município para que dentro das disponibilidades e condições clínicas, os pacientes sejam encaminhados para o pré-operatório no hospital.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.