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Saúde
Com obras organizadas em hospitais de nove cidades do interior, o cronograma da regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul segue em execução pelo Governo do Estado mesmo diante da pandemia de Covid-19.
8 de junho de 2020
MS.Gov
Com obras organizadas em hospitais de nove cidades do interior, o cronograma da regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul segue em execução pelo Governo do Estado mesmo diante da pandemia de Covid-19. Sem perder o fôlego dos investimentos na reestruturação da rede hospitalar, o Estado segue aplicando dinheiro em obras de construção, reforma e ampliação de prédios hospitalares.
“Estamos melhorando as estruturas dos hospitais e equipando os polos regionais, com mais leitos e aparelhos para exames complexos, tudo para modernizar os serviços e ampliar o atendimento às pessoas. Com diálogo frequente com os prefeitos e lideranças de cada região, definimos a melhor política pública para a saúde de Mato Grosso do Sul”, destaca o governador Reinaldo Azambuja.
Novos hospitais regionais em Três Lagoas e Dourados vão ampliar o atendimento à saúde de 43 municípios que formam as duas macrorregiões. No Bolsão, a obra de construção do Hospital Regional de Três Lagoas está na fase final e deve ser concluída no próximo dia 28. O Governo estuda o modelo de gestão da unidade e planeja a aquisição de equipamentos. Em Dourados, a edificação do prédio está no início e tem previsão de conclusão no segundo semestre de 2021.
Em outras regiões, como Bodoquena, Caarapó, Corumbá, Jardim, Maracaju, Nova Andradina e Ponta Porã, reformas e ampliação de estruturas hospitalares vão modernizar ainda mais o oferta de serviços. Equipamentos para ressonância magnética, mamografia, ultrassom e endoscopia vão reforçar os procedimentos médicos em todas as regiões.
“Nossa tarefa, em parceria com os gestores municipais, é colocar a saúde cada vez mais próxima dos cidadãos. Seguindo a determinação do governador Reinaldo Azambuja, estamos caminhando na estruturação da rede hospitalar do Estado, viabilizando construções, reformas e ampliações, bem como a compra de equipamentos para que as unidades possam assumir, com competência, as atribuições de cada uma delas no processo de regionalização, em andamento”, explicou o secretário de saúde, Geraldo Resende.
Na semana passada, a Prefeitura de Bodoquena autorizou o início de obras no Hospital Municipal Francisco Sales. Com R$ 1 milhão de investimentos, serão reformados os setores de nutrição, recepção, laboratório, centro cirúrgico e Central de Material e Esterilização. Haverá ainda a ampliação no Pronto Atendimento Médico, no setor de nutrição e na lavanderia. A obra deve durar oito meses.
Em Caarapó, a obra de reforma e ampliação do Hospital Beneficente São Mateus terá investimento de R$ 2 milhões. Também na semana passada, extrato de contrato com a empresa selecionada para a obra foi publicado em diário oficial. Os investimentos vão possibilitar a construção de novas salas de emergência, observação masculina e feminina, sala pediátrica, sala para curativos, sala de gesso.
Na cidade de Corumbá, a estrutura do novo complexo de saúde pública recebe R$ 12 milhões de investimentos. Anexa ao centenário Hospital de Caridade, a construção do novo Pronto Socorro da Santa Casa contará com alas de triagem, emergência, ambulatório, receptivo e enfermaria, além do setor com 30 leitos. Os investimentos ampliam a estrutura do único hospital de uma região com 200 mil habitantes, incluindo Ladário.
Jardim também conta com recursos para o Hospital Marechal Rondon. A unidade encontra-se em obras de reforma e ampliação, também bancadas pelo Estado, com recursos de R$ 4,1 milhões, com uma das etapas já em fase final. Outros R$ 1 milhão serão aplicados na compra de equipamentos para o correto funcionamento da unidade.
Também na região Sudoeste, Maracaju vive a expectativa de ter ainda em 2020 uma maternidade nova e moderna para atendimento de mulheres e crianças recém-nascidas. Iniciada em novembro passado, a construção da clínica de especialidades médicas segue cronograma de obra, que prevê a conclusão do prédio no 2° semestre deste ano. Depois de pronta, a unidade hospitalar terá 525 m² de área construída, distribuídos entre salas de pré e pós-parto, enfermagem, pós-enfermagem e mamografia, além de consultórios ginecológicos.
Com investimentos municipais, estaduais e federais que ultrapassam R$ 7 milhões, o Hospital Regional “Francisco Dantas Maniçoba”, de Nova Andradina, está recebendo obras de modernização em toda sua estrutura, para atender a população local e dos municípios da região. Para tanto, está sendo construída uma UTI Neonatal, um Banco de Leite, Unidade de Cuidados Intermediários e Centro de Diagnóstico por Imagem, que permitirá à população acesso a exames de Raios-X, tomografia computadorizada e ultrassonografia.
Na região Sul-Fronteira, Ponta Porã será beneficiada com ampliação de enfermarias cirúrgicas no Hospital Regional Dr. José de Simone Netto – que representa mais de R$ 2 milhões em investimentos de recursos estaduais e federais. A unidade é gerida pelo Instituto Acqua, organização social que atua na área de saúde.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.