sábado, 25 de julho, 2026
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Réveillon é uma das comemorações mais esperadas do ano. Trata-se de um momento de celebração, mas muitas vezes a alegria da virada pode ser sucedida por mal-estar no dia seguinte, a famosa ressaca. Como lidar com isso? É possível prevenir ou minimizar os efeitos dela? Especialistas ouvidos por EU Atleta explicam como fazer.
O que causa ressaca?
O álcool ingerido é metabolizado principalmente no fígado e oxidado por duas enzimas principais, segundo explica o médico do esporte e endocrinologista Clayton Macedo, presidente do Departamento de Endocrinologia do Exercício da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).
O álcool é inicialmente transformado em acetaldeído pela ação da enzima álcool desidrogenase (ADH). Mesmo em pequena quantidade, o acetaldeído é tóxico ao organismo. Por isso, o corpo humano tenta se livrar dele o quanto antes.
Com consumo moderado de bebida alcoólica, o fígado dá conta, com a enzima aldeído desidrogenase (ALDH), de converter o acetaldeído em acetato - substância que não é prejudicial.
O problema está em quando o indivíduo bebe mais do que a capacidade do corpo humano de fazer tudo isso em tempo suficiente para impedir a intoxicação do organismo.
O resultado de horas de intoxicação por álcool é a ressaca - consequências da ação prolongada do acetaldeído e da desidratação provocada pela diurese excessiva.
Com isso, surgem sintomas comuns desta condição, como dor de cabeça, cansaço, náuseas, tontura e dificuldade de concentração. A ressaca pode ser agravada pela alimentação inadequada e por sono reparador insuficiente.
Conforme o endocrinologista, o tempo necessário para metabolizar o álcool depende da quantidade consumida, do peso corporal, do sexo e da genética, que pode ditar como as enzimas processam o acetaldeído.
Como evitar ou atenuar a ressaca no Réveillon?
O mais importante para evitar a ressaca no Réveillon é se alimentar bem antes, continuar comendo enquanto consome as bebidas alcoólicas e intercalar o álcool com doses de água, além de, obviamente, não exagerar na dose.
O porta-voz da SBEM e da Abeso explica que a água não exatamente previne a ressaca, porque a desidratação não é a principal causadora dos sintomas, mas é importante manter a hidratação sempre em alta.
É mais efetivo comer alimentos ricos em carboidratos, de modo a retardar a absorção do álcool e fornecer energia ao organismo.
O que comer?
Antes:
Prefira alimentos ricos em proteínas e carboidratos complexos, como peixes, frango, arroz integral, massas e legumes. Esses alimentos ajudam a manter o nível de glicose no sangue estável, evitando a queda brusca de energia durante a madrugada.
— É crucial ingerir alimentos antes do consumo de bebidas alcoólicas para justamente o álcool não agredir de forma exponencial o estômago. É indicado não deixar o álcool em contato direto com a parede do estômago — explica o nutricionista Lucas Daim.
Durante:
É essencial investir em alimentos que favoreçam a saúde intestinal e o fígado, que são os órgãos mais impactados pelo álcool, como frutas e vegetais, que ajudam a manter o intestino saudável e facilitam a digestão.
Além disso, deve-se consumir alimentos ricos em carboidratos. Assim, os efeitos da absorção do álcool são retardados e o corpo recebe injeções extras de energia.
Depois:
Vitaminas do complexo B são essenciais para o metabolismo do álcool e ajudam a reduzir os efeitos negativos no organismo. Alimentos como carnes magras, ovos, legumes e folhas verdes são ricos nesse complexo.
Já a vitamina C tem poder antioxidante e pode ajudar a reduzir a sensação de cansaço. Consuma frutas cítricas, morangos e pimentões.
O que beber?
Antes:
O álcool desidrata o corpo, sendo essencial compensar a perda de líquidos com antecedência. Por isso, inicie a festa já hidratado. Água e água de coco são bebidas simples e repõem os minerais e hidratam o corpo.
Durante:
Durante a comemoração, alterne as bebidas alcoólicas com água. Além disso, evite bebidas alcoólicas com alta concentração de congêneres (como whisky, rum, vodka e vinho tinto). Essas substâncias aumentam a intensidade da ressaca.
Além de água, as bebidas isotônicas podem ser uma boa pedida. Elas ajudam a repor os eletrólitos perdidos durante o consumo de álcool, prevenindo a desidratação e o cansaço excessivo.
Também é ideal evitar beber de forma contínua. Beber de forma mais espaçada dá tempo ao corpo para metabolizar o álcool, reduzindo os impactos da ressaca.
Depois:
O ideal é beber água e apostar em um suco de laranja ou limão para ajudar na reposição de vitaminas e minerais.
O chá de boldo também pode contribuir para uma boa preparação do fígado, pois o boldo tem ação desintoxicante e auxilia o corpo a digerir a toxina que o álcool carrega.
Cuide do sono
O sono é um dos maiores aliados do corpo na recuperação de qualquer efeito negativo. Depois da festa, procure descansar adequadamente. O descanso ajuda o organismo a eliminar as toxinas causadas pelo álcool e a repor a energia perdida.
Para aproveitar a festa de Réveillon e evitar a ressaca no dia seguinte, é essencial se preparar com escolhas alimentares e de hidratação adequadas. Beber com moderação, consumindo alimentos ricos em vitaminas e minerais e cuidando do sono são atitudes que podem transformar a experiência da virada em algo muito mais leve e prazeroso.
Fontes:
Clayton Macedo é médico do esporte, endocrinologista e presidente do Departamento de Endocrinologia do Exercício da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).
Lucas Fortunato Moreira Daim é nutricionista pela Universidade Celso Lisboa e especialista em nutrição na obstetrícia, pediatria e adolescência pela NutMed.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.