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Queimaduras em crianças aumentam nas férias e maioria dos casos ocorre em casa

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16 de dezembro de 2025

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CGNEWS

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Com a chegada das férias escolares e a presença das crianças em casa, aumenta-se o risco de acidentes domésticos envolvendo os pequenos, principalmente, casos de queimaduras. Segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras, sete em cada dez registros acontecem nos lares e a faixa etária mais atingida é a de 1 a 4 anos, em razão da curiosidade, da agilidade e da pouca noção de perigo.

Dados do DATASUS, compilados pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), mostram que 3.613 crianças de 1 a 4 anos foram internadas por queimaduras no Brasil entre janeiro e setembro de 2025. O Nordeste lidera os registros, com 1.109 casos, seguido pelo Sudeste (938), Sul (777), Centro-Oeste (527) e Norte (262).

No mesmo período, Mato Grosso do Sul contabilizou 57 internações de crianças nessa faixa etária, ocupando a 18ª posição no ranking nacional.

Cozinha - A maior parte das queimaduras, conforme o levantamento, ocorre por contato com líquidos quentes. Situações comuns, como cabos de panela virados para fora, xícaras quentes na mesa ou panelas recém-retiradas do fogo, são suficientes para provocar acidentes.

De acordo com a pediatra e membro da ONA, Mariana F. Falavina Grigoletto, os atendimentos seguem um padrão. "A criança puxa o cabo, tropeça no pano da mesa, esbarra no copo, mexe na cafeteira e tenta alcançar recipientes aquecidos. Todo cuidado é pouco com os pequenos", afirma.

Já as queimaduras por chama ou líquidos inflamáveis são menos frequentes, mas costumam ser mais graves. Entre as queimaduras químicas, a ingestão de soda cáustica é a principal causa em crianças. Pilhas e baterias também representam risco devido ao conteúdo corrosivo, segundo a pediatra.

Choques elétricos  - Choques elétricos aparecem entre os acidentes mais comuns na infância, geralmente provocados por tomadas sem proteção, fios desencapados e extensões improvisadas.

Sol - No verão, a exposição solar excessiva é outro fator de risco. Vermelhidão, dor e calor local são sinais de queimadura solar, mais frequentes entre 10h e 16h, período de maior radiação.

Primeiros socorros - Em caso de queimadura, a orientação é não usar gelo, clara de ovo, manteiga, pasta de dente, pomadas, óleo de cozinha ou receitas caseiras, pois esses produtos agravam a lesão e aumentam o risco de infecção.

A recomendação é resfriar a área com água corrente fria, nunca gelada, por 10 a 20 minutos. Antes do inchaço, devem ser retirados anéis, pulseiras e acessórios. Roupas grudadas na pele não devem ser removidas; se necessário, apenas a parte solta deve ser cortada. Em caso de bolhas, a orientação é não estourá-las.

É importante procurar atendimento de urgência se houver:

- Bolhas

- Febre, dor intensa ou pus

- Aumento de vermelhidão

- Queimaduras em rosto, mãos, pés e genitais

- Náuseas, sonolência ou desmaio.

Como prevenir:

- Evite segurar a criança no colo enquanto cozinha ou manuseie líquidos quentes.

- Mantenha fósforos, isqueiros e álcool fora do alcance das crianças.

- Vire os cabos das panelas para dentro.

- Priorize as bocas de trás do fogão.

- Evite que as crianças se aproximem de forno e fogão assim como ferro de passar roupa e chapinhas.

- Nunca deixe objetos ou líquidos quentes nas bordas das mesas

- Evite toalhas compridas que facilitem os puxões.

- Atenção ao micro-ondas: o aquecimento é irregular e pode gerar queimadura na boca.

- Guarde os produtos químicos em locais altos e trancados.

- Tampe tomadas e redobre a atenção com fios soltos e desencapados.

- Descarte pilhas e baterias adequadamente.

- Teste sempre a temperatura da água do banho, antes de colocar a criança.

- Aplique protetor solar, reaplicando a cada duas horas, após mergulho ou suor excessivo.

- Evite exposição solar entre 10h e 16h. Use roupa leve, chapéu, óculos e acessórios de proteção.

CGNEWS

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.