sábado, 25 de julho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Saúde

A+ A-

Queda de cabelo por canetas emagrecedoras: entenda causas e como tratar

Uso de medicamentos para emagrecimento rápido é associado à alopecia

Icone Calendário

12 de julho de 2025

Icone Autor

R7/PCS

Continue Lendo...

A popularização dos medicamentos Ozempic (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida) como aliados no emagrecimento rápido reacendeu debates sobre os efeitos colaterais desse tipo de tratamento e um deles chama a atenção dos especialistas: a queda de cabelo.

Segundo o dermatologista doutor Gustavo Novaes, embora a alopecia não esteja descrita como um efeito colateral clássico nas bulas, cresce o número de relatos clínicos relacionados ao uso dessas medicações.

Uma análise publicada no medRxiv, em fevereiro de 2025, avaliou dados do sistema de farmacovigilância da agência reguladora americana FDA (Food and Drug Administration) e encontrou centenas de relatos de queda de cabelo relacionados a esses medicamentos, com destaque para pacientes que perderam mais de 10% do peso corporal nos primeiros meses de uso.

O tipo de queda mais comum nesse contexto é o eflúvio telógeno agudo, um distúrbio que leva os fios a entrarem precocemente na fase de queda. “Nosso cabelo está constantemente se renovando.

A maioria dos fios está na fase de crescimento, mas uma parte está sempre na fase de repouso e queda. Quando o corpo passa por um estresse físico ou metabólico intenso, como uma perda de peso rápida, esse equilíbrio é afetado”, explica o dermato.

Esse estresse faz com que o organismo economize energia para funções mais essenciais, e os folículos capilares acabam sendo ‘desligados’, entrando em repouso. Como resultado, a queda se torna evidente semanas ou meses depois.

“A perda dos fios costuma começar entre dois e três meses após o início do uso do medicamento ou após uma redução significativa de peso corporal”, acrescenta o especialista.

Uma análise publicada no medRxiv, em fevereiro de 2025, avaliou dados do sistema de farmacovigilância da FDA (FAERS) e encontrou centenas de relatos de queda de cabelo relacionados a esses medicamentos, também com destaque para pacientes que perderam mais de 10% do peso corporal nos primeiros meses de uso.

Em outro estudo retrospectivo citado pelo doutor Novaes, a prevalência de eflúvio telógeno entre usuários de Mounjaro® chegou a 6%, especialmente entre aqueles que passaram por perdas de peso acentuadas em pouco tempo.

Além disso, um levantamento feito pela clínica canadense Donovan Medical, especializada em saúde capilar, também reforça a tendência: “A associação ainda carece de ensaios clínicos controlados, mas já há uma base significativa de casos clínicos que justificam atenção médica e acompanhamento”, pontua o blog especializado.

O dermatologista aponta os principais gatilhos para essa queda capilar:

Redução drástica de calorias;

Deficiências nutricionais: especialmente de ferro, zinco, proteínas e vitaminas do complexo B;

Estresse emocional: causado por dietas muito restritivas;

Alterações hormonais e metabólicas: ligadas ao emagrecimento rápido;

Diminuição do aporte de energia: para tecidos considerados não prioritários, como pele e cabelo.

Apesar do susto, a boa notícia é que esse tipo de queda costuma ser temporária. “Geralmente, o eflúvio telógeno é reversível. Os fios voltam a crescer à medida que o organismo se reequilibra e os nutrientes são restabelecidos”, afirma o doutor Novaes.

O ciclo de recuperação capilar, no entanto, é lento: primeiro os fios saem da fase de queda, depois entram na fase de crescimento e só então voltam a se tornar visíveis. Nos casos mais leves, a melhora começa a partir do terceiro mês. Em situações mais intensas, ou quando há outros fatores associados, o processo pode levar mais tempo.

A endoscopista e especialista em emagrecimento doutora Yeda Kuboki reforça: “Dietas restritivas, sem o suporte adequado, podem causar carências nutricionais graves. É fundamental garantir o consumo de proteínas, ferro, zinco e vitaminas, mesmo durante a perda de peso. O emagrecimento deve vir com saúde, não à custa de danos colaterais como a queda capilar.”

Durante o uso dessas medicações, manter uma alimentação equilibrada é fundamental para preservar a saúde dos cabelos. O acompanhamento com nutricionista e endocrinologista deve ser contínuo, e a avaliação médica com exames laboratoriais é essencial para monitorar os níveis de nutrientes críticos.

Uma orientação comum é ingerir pelo menos 1g de proteína por quilo de peso corporal por dia, ajudando na manutenção da massa magra e no suporte ao ciclo de crescimento dos fios. A suplementação pode ser indicada em casos de deficiência comprovada, sempre com prescrição adequada.

As canetas afetam a absorção de nutrientes?

Não diretamente. Segundo Yeda, essas medicações não interferem na digestão ou absorção intestinal dos nutrientes, mas reduzem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico, o que pode levar à ingestão insuficiente de alimentos. Comendo menos, o paciente corre o risco de não atingir a quantidade mínima necessária de proteínas, vitaminas e minerais — o que pode afetar o cabelo.

Suplementação pode ajudar?

Sim. A suplementação alimentar ou reposição de nutrientes, quando feita com base em exames e orientação profissional, pode prevenir ou até reverter a queda de cabelo associada à perda de peso. “Repor o que está em falta pode restaurar o ciclo normal de crescimento capilar, especialmente nos casos em que a alopecia está ligada à nutrição”, reforça o doutor Novaes.

Como prevenir e tratar a queda de cabelo durante o uso dessas medicações?

Os especialistas recomendam:

Acompanhamento com endocrinologista, nutricionista e dermatologista;

Correção de deficiências nutricionais, como ferro, zinco, proteínas e vitaminas;

Evitar automedicação ou suplementação sem orientação;

Conversar com o médico sobre a possibilidade de desacelerar a perda de peso, quando necessário;

Observar sinais do corpo, especialmente mudanças estéticas bruscas.

A queda de cabelo associada ao uso de canetas emagrecedoras é, geralmente, reversível e pode ser evitada com planejamento nutricional, exames regulares e orientação profissional. É um sinal de que o corpo está em desequilíbrio e precisa de atenção. Por isso, emagrecer com saúde significa mais do que números na balança — envolve cuidar do corpo todo, inclusive da saúde dos fios.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

Continue Lendo...

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

Continue Lendo...

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.