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Queda de cabelo por canetas emagrecedoras: entenda causas e como tratar

Uso de medicamentos para emagrecimento rápido é associado à alopecia

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12 de julho de 2025

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R7/PCS

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A popularização dos medicamentos Ozempic (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida) como aliados no emagrecimento rápido reacendeu debates sobre os efeitos colaterais desse tipo de tratamento e um deles chama a atenção dos especialistas: a queda de cabelo.

Segundo o dermatologista doutor Gustavo Novaes, embora a alopecia não esteja descrita como um efeito colateral clássico nas bulas, cresce o número de relatos clínicos relacionados ao uso dessas medicações.

Uma análise publicada no medRxiv, em fevereiro de 2025, avaliou dados do sistema de farmacovigilância da agência reguladora americana FDA (Food and Drug Administration) e encontrou centenas de relatos de queda de cabelo relacionados a esses medicamentos, com destaque para pacientes que perderam mais de 10% do peso corporal nos primeiros meses de uso.

O tipo de queda mais comum nesse contexto é o eflúvio telógeno agudo, um distúrbio que leva os fios a entrarem precocemente na fase de queda. “Nosso cabelo está constantemente se renovando.

A maioria dos fios está na fase de crescimento, mas uma parte está sempre na fase de repouso e queda. Quando o corpo passa por um estresse físico ou metabólico intenso, como uma perda de peso rápida, esse equilíbrio é afetado”, explica o dermato.

Esse estresse faz com que o organismo economize energia para funções mais essenciais, e os folículos capilares acabam sendo ‘desligados’, entrando em repouso. Como resultado, a queda se torna evidente semanas ou meses depois.

“A perda dos fios costuma começar entre dois e três meses após o início do uso do medicamento ou após uma redução significativa de peso corporal”, acrescenta o especialista.

Uma análise publicada no medRxiv, em fevereiro de 2025, avaliou dados do sistema de farmacovigilância da FDA (FAERS) e encontrou centenas de relatos de queda de cabelo relacionados a esses medicamentos, também com destaque para pacientes que perderam mais de 10% do peso corporal nos primeiros meses de uso.

Em outro estudo retrospectivo citado pelo doutor Novaes, a prevalência de eflúvio telógeno entre usuários de Mounjaro® chegou a 6%, especialmente entre aqueles que passaram por perdas de peso acentuadas em pouco tempo.

Além disso, um levantamento feito pela clínica canadense Donovan Medical, especializada em saúde capilar, também reforça a tendência: “A associação ainda carece de ensaios clínicos controlados, mas já há uma base significativa de casos clínicos que justificam atenção médica e acompanhamento”, pontua o blog especializado.

O dermatologista aponta os principais gatilhos para essa queda capilar:

Redução drástica de calorias;

Deficiências nutricionais: especialmente de ferro, zinco, proteínas e vitaminas do complexo B;

Estresse emocional: causado por dietas muito restritivas;

Alterações hormonais e metabólicas: ligadas ao emagrecimento rápido;

Diminuição do aporte de energia: para tecidos considerados não prioritários, como pele e cabelo.

Apesar do susto, a boa notícia é que esse tipo de queda costuma ser temporária. “Geralmente, o eflúvio telógeno é reversível. Os fios voltam a crescer à medida que o organismo se reequilibra e os nutrientes são restabelecidos”, afirma o doutor Novaes.

O ciclo de recuperação capilar, no entanto, é lento: primeiro os fios saem da fase de queda, depois entram na fase de crescimento e só então voltam a se tornar visíveis. Nos casos mais leves, a melhora começa a partir do terceiro mês. Em situações mais intensas, ou quando há outros fatores associados, o processo pode levar mais tempo.

A endoscopista e especialista em emagrecimento doutora Yeda Kuboki reforça: “Dietas restritivas, sem o suporte adequado, podem causar carências nutricionais graves. É fundamental garantir o consumo de proteínas, ferro, zinco e vitaminas, mesmo durante a perda de peso. O emagrecimento deve vir com saúde, não à custa de danos colaterais como a queda capilar.”

Durante o uso dessas medicações, manter uma alimentação equilibrada é fundamental para preservar a saúde dos cabelos. O acompanhamento com nutricionista e endocrinologista deve ser contínuo, e a avaliação médica com exames laboratoriais é essencial para monitorar os níveis de nutrientes críticos.

Uma orientação comum é ingerir pelo menos 1g de proteína por quilo de peso corporal por dia, ajudando na manutenção da massa magra e no suporte ao ciclo de crescimento dos fios. A suplementação pode ser indicada em casos de deficiência comprovada, sempre com prescrição adequada.

As canetas afetam a absorção de nutrientes?

Não diretamente. Segundo Yeda, essas medicações não interferem na digestão ou absorção intestinal dos nutrientes, mas reduzem o apetite e retardam o esvaziamento gástrico, o que pode levar à ingestão insuficiente de alimentos. Comendo menos, o paciente corre o risco de não atingir a quantidade mínima necessária de proteínas, vitaminas e minerais — o que pode afetar o cabelo.

Suplementação pode ajudar?

Sim. A suplementação alimentar ou reposição de nutrientes, quando feita com base em exames e orientação profissional, pode prevenir ou até reverter a queda de cabelo associada à perda de peso. “Repor o que está em falta pode restaurar o ciclo normal de crescimento capilar, especialmente nos casos em que a alopecia está ligada à nutrição”, reforça o doutor Novaes.

Como prevenir e tratar a queda de cabelo durante o uso dessas medicações?

Os especialistas recomendam:

Acompanhamento com endocrinologista, nutricionista e dermatologista;

Correção de deficiências nutricionais, como ferro, zinco, proteínas e vitaminas;

Evitar automedicação ou suplementação sem orientação;

Conversar com o médico sobre a possibilidade de desacelerar a perda de peso, quando necessário;

Observar sinais do corpo, especialmente mudanças estéticas bruscas.

A queda de cabelo associada ao uso de canetas emagrecedoras é, geralmente, reversível e pode ser evitada com planejamento nutricional, exames regulares e orientação profissional. É um sinal de que o corpo está em desequilíbrio e precisa de atenção. Por isso, emagrecer com saúde significa mais do que números na balança — envolve cuidar do corpo todo, inclusive da saúde dos fios.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.