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Saúde Mental

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Quando o trabalho adoece: o que precisamos entender sobre a síndrome de Burnout

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27 de junho de 2025

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Renan Maia

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Renan Maia Psicólogo Clínico | CRP 14/07127-2 | @renanmaia.psi
 

Você acorda cansado, mesmo depois de uma longa noite de sono. Começa a semana com angústia, a cabeça pesada e o coração disparado. As tarefas que antes faziam sentido hoje parecem uma prisão. Irritabilidade, insônia, dores no corpo, crises de choro, lapsos de memória, desânimo profundo. Não é preguiça. Nem falta de força. Pode ser Burnout.

A Síndrome de Burnout, também chamada de síndrome do esgotamento profissional, é um transtorno psíquico resultante de um estado crônico de estresse no ambiente de trabalho. Não é “só uma fase ruim”, muito menos “mimimi”. É um processo de desgaste profundo — físico, emocional e mental — causado, em geral, por condições de trabalho excessivamente exigentes, excludentes e pouco saudáveis.

A sintomatologia pode ser muito ampla e por isso, muitas vezes negligenciada: cansaço extremo (mesmo após o descanso); sensação constante de ineficiência ou fracasso; isolamento social ou irritação frequente com colegas; lapsos de memória ou dificuldade de concentração; crises de ansiedade (principalmente no trabalho ou ao pensar sobre ele). Essas são apenas algumas manifestações possíveis, mas muitos continuam, mesmo com os sinais de alerta, até que o corpo seja forçado a parar.

Essa síndrome ganhou visibilidade nos últimos anos porque os limites entre vida pessoal e profissional estão cada vez mais borrados. A cultura do “sempre produtivo”, do “dar conta de tudo” e da meritocracia exaustiva (onde toda a culpa recai no eu) cobra um preço alto. E ele é, muitas vezes, pago com a própria saúde.

O ambiente de trabalho é tão  importante para a saúde do trabalhador que diante dessa realidade, a nova redação da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), atualizada pelo Ministério do Trabalho, passa a reconhecer a importância de medidas de prevenção de riscos psicossociais nos ambientes de trabalho — o que inclui o adoecimento mental relacionado ao trabalho. A mudança não é apenas simbólica e é de extrema importância: começa-se, enfim, a reconhecer que o sofrimento psíquico precisa ser tratado com a mesma seriedade dos riscos físicos.

É importante reconhecer que o Burnout se relaciona com outros fatores no trabalho como: assédios (moral e sexual), lideranças tóxicas, falta de perspectiva ou oportunidades, metas irreais... Além Disso, como todo problema de saúde ele pode se agravar e/ou desencadear outros adoecimentos.

Por isso, refletir sobre o Burnout hoje é falar de saúde no trabalho. Colocar a esfera do trabalho como importante formadora da dignidade humana e consequentemente como forma de promover saúde e bem estar. É entender que produtividade sem cuidado não é conquista — é exploração. E que o ser humano não é máquina: precisa de pausa, de reconhecimento, de tempo e de saúde emocional.

 

Para quem se identifica com o Burnout — ou convive com alguém assim:

1. Reconheça os sinais
Exaustão, falta de ânimo para as tarefas ou trabalho, irritação constante e afastamento social não são “normais”, são sinais de alerta.

2. Busque ajuda profissional
Psicoterapia é fundamental para entender o processo de esgotamento e reconstruir um caminho de autocuidado e equilíbrio. Seja permanecendo (com mudanças), seja traçando uma transição profissional.

3. Repense suas rotinas
Para além do ambiente de trabalho, procure outras atividades que despertem interesse ou outros papéis sociais que sente mais prazer em desempenhar. Sua vida não se resume ao trabalho.

4. Converse com a empresa
A NR-1 reforça a responsabilidade institucional na promoção da saúde mental. Procure o setor de RH ou a chefia (há respaldo legal para isso), onde for possível, renegocie prazos, tarefas, posturas e estabeleça limites.

5. Apoie sem julgar
Frases como “tem gente pior” ou “todo mundo está cansado” invalidam a dor do outro. Acolha sem julgar. Mostrar caminhos de ajuda é diferente de forçar soluções. O respeito é parte da cura.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.