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Psiquiatra destaca importância da atividade física na luta contra a depressão

Conforme o especialista, os exercícios em família melhoram os laços, ajudam no diálogo e diminuem o estresse

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16 de setembro de 2022

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Elizeu Ribeiro - TopMídiaNews

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Com o mês de setembro ainda em vigor, junto a ele, uma campanha de extrema importância, já que é o mês de combate ao suicídio, temática que precisa ser discutida. Dentre todas as medidas que existem de prevenção, entre as farmacológicas e aquelas não médicas, existem as atividades físicas, que são essenciais para a luta contra a depressão.

Segundo o Dr. Marcos Estevão dos Santos Moura, psiquiatra da Unimed Campo Grande, a prática de atividades físicas tem vários benefícios, ajudando tanto no tratamento quanto na prevenção do desenvolvimento de depressão e ansiedade. Isso acontece porque durante os exercícios o organismo libera substâncias que desencadeiam outras produções de hormônios ligados ao humor, que dão sensação de prazer e bem-estar.

“As pessoas que fazem mais atividades têm menos gravidade e menos surgimento de quadros depressivos. O contrário também é verdadeiro. Pessoas que têm depressão, moderada a grave, geralmente são pessoas que não fazem nenhum tipo de exercício”, explica o médico.

O psiquiatra conta que dentre tantos benefícios, a prática de atividades físicas ainda diminui o foco nos pensamentos negativos que os deprimidos têm, pois libera substâncias que desencadeiam hormônios ligados ao humor, melhorando a qualidade de vida e diminuindo os sintomas depressivos.

.Isoladamente esse estilo de vida já ajuda, e muito, mas quando feita em família os benefícios são ainda maiores. “A atividade física é um tratamento, feita isoladamente já ajuda muito, em família os benefícios são maiores, pois melhoram os laços, tiram às pessoas de dentro de casa, local que existem os problemas do cotidiano, e alivia a mente para suavizar esses problemas”, diz Moura.
As atividades que podem ser feitas, de acordo com o Dr., são diversas, como:

•    Caminhada: permitem o diálogo

•    Pedaladas em ambiente seguro: diminui o estresse, dá senso de segurança e tem a preocupação uns com os outros

•    Dança: é excelente, pois melhora a vida dos casais e, consequentemente, dos filhos;

•    Exercícios com bola: melhoram a qualidade de vida entre pais e filhos.

Quem sabe muito bem disto é o Júlio César Ortiz de Araújo, fisioterapeuta hospitalar do Hospital Unimed CG, que “herdou” do pai, jogador de futebol, o gosto pelos exercícios e, com o tempo, seus filhos puxaram o mesmo gosto.

Desde muito cedo seus pequenos, Júlia, 11 anos, e Matheus, 8 anos, demonstravam o interesse nesta área. O pai conta que as crianças tinham o costume de pular no sofá e subir em móveis. “Ali vi que eram muito ativos, sem falar que me viam praticando atividades e buscando uma alimentação saudável. Logo já iniciaram a natação, depois a ginástica e, por fim, o crossfit, que fazem comigo”, recorda.

Sobre esse tempo, mais do que saudável, em família, Júlio conta que é essencial, não só pelo bom exemplo em cuidar da saúde, mas por ser extremamente importante para a relação familiar. “Nos dias de hoje, de internet e celular, ter esse momento com os filhos sem outras distrações é necessário. Atividade física ajuda muito nas relações pai e filho, pois abre caminhos para conversas, auxilia a enfrentar dificuldades e a ouvir o que eles têm a dizer de uma forma bem agradável”, finaliza o fisioterapeuta.

Saúde

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

  As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

4 de junho de 2026

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

 

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As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.

A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.

Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.

A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.

A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.

Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.