quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Técnicos do Setor de Endemias da Secretaria de Saúde de Coxim reuniram-se com o Ministério Público em busca de apoio jurídico para o ingresso dos Agentes de Saúde nas residências cujos proprietários colocarem restrições. Esta atitude é ilegal e passível de multas e ações administrativas. Praticamente todas as cidades do estado já resolveram esta questão e colocaram a Polícia Militar no apoio dos servidores. Em Coxim a situação é extremamente preocupante como no bairro Santa Maria que lidera o Índice de Infestação está em 5,8% com risco de epidemia. As notificações serão emitidas a quem impedir o ingresso em casas para verificação de focos.
LIRA FOI ATUALIZADO - Na última sexta-feira o secretário de Saúde de Coxim, Franciel Oliveira, divulgou o LIRA (Levantamento Rápido de Ìndice de Infestação) do Aedes Aegypti em todos os bairros do município (Ver Gráfico) com 1.494 imóveis visitados. Em pelo menos 33 casas foram encontrados focos do mosquito na área urbana da cidade, num índice de 2,20% de risco médio de epidemia no geral. Neste contexto o bairro Morada do Alto São Pedro com seis casos e Senhor Divino com quatro casos são os que apresentam situação mais complicada com quatro focos em 69 imóveis visitados.
LEGISLAÇÃO MUNICIPAL - A Procuradoria Geral do Município estuda modernizar a legislação municipal para ganhar agilidade nas questões que envolvem a saúde pública. Caso um proprietário não permita o acesso do Agente de Saúde ele vai ser autuado, mas a solução será burocrática. Em epidemias recentes no estado a Polícia Militar era acionada e garantia o trabalho dos servidores públicos. Em pontos da União a Justiça acatou o pedido do Ministério Público para a criação de liminares que permitem que os agentes de saúde entrem nos imóveis mesmo que os moradores recusem o acesso.
MAPEAMENTO DOS FOCOS - Tecnicamente - a partir da atualização da LIRA - é possível identificar os criadouros predominantes e a situação de infestação em Coxim. Isso permite o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas. No município as altas temperaturas predominam numa região com muita água, criando um ambiente propício para o mosquito. O ciclo do inseto em temperaturas amenas demora 30 dias, mas é reduzido para 12 dias em Coxim.
12 MIL IMÓVEIS VISITADOS - Nem tudo foi ruim neste levantamento porque alguns bairros que nos ciclos anteriores estavam com risco alto mudaram a classificação médio ou baixo, enquanto outros que estavam com a situação controlada aumentaram. O Santa Maria é o único com risco classificado como perigoso neste levantamento. O Setor de epidemiologia visitou quase 12 mil imóveis - dentre residências, terrenos baldios, comércios, entre outros - de janeiro a abril deste ano.
500 LITROS DE INSETICIDA - Desses imóveis, 264 continham focos de larvas do mosquito. No período foram eliminados mais de 18 mil possíveis depósitos de larvas. Quase 800 quarteirões receberam mais de 500 litros de inseticida pulverizados com o fumacê dentro do município. A maioria dos focos está dentro dos quintais das residências como vasos de plantas, vasilhames de animais de estimação, ralos e caixas d'água destampados, calhas entupidas, entre outros.
O laudo da causa morte do jovem Belchior da Silva Viçoco(19) ocorrido na semana passada foi confirmado, Dengue e pneumonia.
Denúncias de locais com focos ou suspeitos pelos fones 996467023 / 99962 3170.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.