quinta, 04 de junho, 2026

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 Com o objetivo de utilizar a arte como uma forma de terapia para ajudar na recuperação dos pacientes psiquiátricos, o Hospital Universitário de Dourados (HU-UFGD), filiada à Rede Ebserh, realizará, nos dias 21 e 28 de setembro uma oficina de pintura de vasos e plantio de mudas com pacientes internados na ala de psiquiatria. A ação integra o Projeto Arte & Saúde, ação voluntária da Liga de Psiquiatria do curso de medicina da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
Cerca de 45 pessoas estão envolvidas na iniciativa, que acontece todos os sábados no HU-UFGD e conta com o apoio da equipe de Terapia Ocupacional e da Gerência de Ensino e Pesquisa. No último sábado (31), a oficina realizada com os pacientes foi escultura com biscuit. “A arte é uma ponte para o mundo interno do paciente. Por meio dela, é possível resgatar memórias, vivências e experiências, contribuindo para o alívio do sofrimento psíquico e proporcionando ao paciente uma forma de reorganizar e estruturar a psique”, explicou a integrante do projeto e acadêmica do curso de Medicina do HU-UFGD, Thaylla Bianca de Almeida Vilela.
Música, pintura, jardinagem e artesanato são algumas das atividades que são realizadas periodicamente com os pacientes. Segundo Thaylla, o fazer artístico também promove a integração social, ajudando a tornar o ambiente mais acolhedor e humanizado. “A arte, quando feita em grupo, promove a reintegração social. Isso faz os pacientes sentirem que fazem parte de algo maior, trocando experiências sem precisar falar. Isso é bem importante em casos de depressão, onde a pessoa tende a se isolar”, enfatizou.


Oficina de miçangas
No dia 18 de agosto, o Projeto Arte & Saúde realizou uma oficina de miçangas com os pacientes da ala psiquiátrica. “Quando os pacientes confeccionam as pulseiras, eles têm à disposição uma variedade enorme de miçangas de diferentes cores e formatos e a escolha de cores e formas pode, pra gente, estar ligada a essa comunicação do inconsciente. Além disso, mexer com miçangas pequenas e colocá-las em uma sequência exige cuidado e foco, o que pode melhorar a coordenação motora”, explicou Thaylla.


Formação humanizada
O Gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFGD, o médico psiquiatra Thiago Pauluzi Justino, afirma que a promoção de atividades com arte e saúde na instituição também ajuda a inserir o tema humanização na formação do médico. “Buscamos utilizar a arte como metodologia pedagógica para formação de médicos humanos, com perfil crítico e reflexivo. Desenvolver empatia na relação médico paciente é um dos nossos focos, bem como propiciar uma visão holística do ser humano dentro da medicina, integrando os conhecimentos técnicos clínicos farmacológicos com a humanização ao atendimento do paciente”, afirmou.
Além do Projeto Arte & Saúde, o Serviço de Psiquiatria da instituição oferece outras terapias complementares à farmacológica. São dezenas de atividades artísticas e manuais, como pinturas, desenhos e oficina de leitura, dentre outras. “Ao interagir com os pacientes, os profissionais e acadêmicos de medicina conseguem desenvolver sensibilidade à doença mental em todas as suas esferas, podendo observar não só a resposta ao tratamento farmacológico, mas também visualizar a reabilitação psicossocial do paciente”, explicou.


Setembro amarelo
Setembro é o mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio no Brasil e a arteterapia tem potencial para atua na prevenção das doenças mentais como também do suicídio. “Há estudos que indicam que essa terapia pode aliviar sintomas depressivos, ansiosos, reduzir o nível do hormônio de estresse, o cortisol, bem como promover a reabilitação cognitiva com favorecimento de neuroplasticidade cerebral. A arte, por meio da música, pintura, dança e outras atividades afins, promove a catarse emocional, liberando emoções tóxicas e ruins reprimidas favorecendo a melhora da saúde mental e das doenças de fundo psicossomáticos”, afirmou Pauluzi.
 

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.