sábado, 25 de julho, 2026
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Como parte das estratégias para fortalecer a saúde mental de adolescentes em situação de vulnerabilidade, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), realiza no dia 25 de julho uma capacitação inédita em Primeiros Socorros Psicológicos (PSP) na Unidade Educacional de Internação (UNEI) Mitaí, em Ponta Porã.
A iniciativa pioneira tem como objetivo preparar os profissionais da unidade para atuar em situações de crise emocional, com foco na prevenção de casos de automutilação e suicídio. A capacitação também visa ampliar o cuidado humanizado no sistema socioeducativo, oferecendo suporte adequado aos adolescentes atendidos.
A formação será conduzida por psicólogos e médicos da Cruz Vermelha, com enfoque prático voltado à equipe multidisciplinar da unidade – que inclui educadores, assistentes sociais, monitores e seguranças. Durante o treinamento, os participantes aprenderão a reconhecer sinais de sofrimento mental, realizar escuta ativa e aplicar estratégias de acolhimento imediato a adolescentes em risco.
A programação inclui ainda visitas técnicas e atividades práticas para fortalecer a rede de apoio e garantir respostas eficazes a situações de estresse pós-traumático, ansiedade, depressão e outras crises emocionais.
Os participantes terão acesso a dinâmicas com simulações de situações reais de crise, além de discussão de casos concretos e estratégias de abordagem em grupo. O método busca promover o aprendizado coletivo e a troca de experiências entre os profissionais da unidade.
Os facilitadores são psicólogos especializados no atendimento de adolescentes em contexto de privação de liberdade e profissionais com experiência em Primeiros Socorros Psicológicos, o que garante a qualidade técnica e a aplicabilidade dos conteúdos.
Além do atendimento aos adolescentes, a capacitação também abordará o autocuidado dos profissionais. O módulo específico tratará de estratégias para prevenir o desgaste emocional, reduzir o risco de burnout e promover o bem-estar das equipes que atuam diretamente com os jovens em situação de vulnerabilidade.
“Aprimorar o conhecimento dos profissionais que atuam na UNEI é fundamental para que estejam mais preparados a reconhecer sinais de sofrimento psíquico e atuar com segurança diante de situações críticas. Essa capacitação fortalece a rede de proteção à vida, promove um atendimento mais humanizado e reafirma nosso compromisso com a saúde mental dos adolescentes”, destaca Claudinéia Firmino, enfermeira e responsável técnica pela Saúde do Adolescente na SES.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.