sábado, 25 de julho, 2026
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Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/Ebserh) realizou, pela primeira vez, a cirurgia de enxerto ósseo alveolar em um paciente com fissura labiopalatina. O procedimento foi viabilizado por meio da parceria entre o hospital e a ONG Smile Train, que apoia o tratamento dessa condição ao redor do mundo.
Sobre a Cirurgia e o Procedimento
A cirurgia de enxerto ósseo alveolar é uma das etapas essenciais no tratamento da fissura labiopalatina, uma condição congênita que requer acompanhamento médico desde o nascimento até a vida adulta. O Humap iniciou há seis meses as cirurgias de lábio e palato, realizadas aos 3 meses e 1 ano de idade, respectivamente. Agora, amplia esse atendimento com a introdução do enxerto ósseo alveolar, indicado para crianças entre 8 e 12 anos. Atualmente, essa cirurgia não era realizada de forma regular no estado do Mato Grosso do Sul pelo SUS, tornando o Humap o primeiro hospital a oferecer esse procedimento de forma contínua.
Como funciona o procedimento?
O enxerto ósseo alveolar consiste na reposição óssea na região da fissura quando ela atinge o alvéolo dentário. Esse procedimento proporciona benefícios tanto estéticos quanto funcionais, permitindo que a ortodontia mova os dentes para o local fissurado, promovendo melhor alinhamento e desenvolvimento da arcada dentária.
Importância da parceria
O estado do Mato Grosso do Sul historicamente não oferecia essa cirurgia de forma acessível pelo SUS, levando pacientes a se deslocarem para outros estados em busca de tratamento. A partir de 2024, o Humap, em parceria com a Smile Train, Funcraf e os governos estadual e municipal, está implementando um programa completo para a jornada de tratamento da fissura labiopalatina e outras malformações craniofaciais.
Outros procedimentos já realizados
A equipe de Cirurgia Crânio-Maxilofacial do hospital iniciou há oito meses um projeto de tratamento da fissura labiopalatina, começando pelas cirurgias de lábio e palato. Com a inclusão do enxerto ósseo alveolar, a estrutura de atendimento a esses pacientes se fortalece.
Impacto e Futuro
O objetivo é tornar esse tipo de cirurgia uma rotina no Humap, além de expandir para outros procedimentos reparadores de malformações faciais.
Principais desafios do tratamento
O tratamento da fissura labiopalatina exige acompanhamento contínuo, podendo envolver até 12 cirurgias ao longo da vida do paciente. A adesão a uma equipe multidisciplinar e a realização das cirurgias dentro do tempo ideal são fundamentais para o sucesso do tratamento.
Importância da cirurgia para a qualidade de vida
O principal objetivo desse programa é garantir a inserção social dos pacientes, permitindo que cresçam saudáveis, com fala e alimentação adequadas, evitando dificuldades emocionais e sociais decorrentes da fissura labiopalatina.
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação. (gov.br)
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.