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Saúde
Em audiência com o governador Reinaldo Azambuja, o prefeito de Coxim, Aluízio São José, pediu aumento da contrapartida do Governo do Estado na contratualização do Hospital Regional
24 de setembro de 2019
Assessoria - Governo do Estado
A comitiva foi atendida na quinta-feira (19.9) no Governo Presente – iniciativa que governador e secretários levam atendimento para o interior de Mato Grosso do Sul. / Edson Brandão
Em audiência com o governador Reinaldo Azambuja, o prefeito de Coxim, Aluízio São José, pediu aumento da contrapartida do Governo do Estado na contratualização do Hospital Regional, para ampliar ainda mais os atendimentos, além de investimentos em outras áreas como esporte, lazer, cultura e infraestrutura. A comitiva foi atendida na quinta-feira (19.9) no Governo Presente – iniciativa que governador e secretários levam atendimento para o interior de Mato Grosso do Sul.
“Nós trouxemos para essa edição do Governo Presente alguns pleitos importantes ao Governo do Estado. São pleitos estratégicos. O principal, na área de saúde, é o aumento da contratualização do Hospital Regional. Nós entendemos que o hospital precisa ampliar ainda mais a sua capacidade de atendimento e nós precisamos dessa parceria com o Estado. Avançamos muito desde a Caravana da Saúde e agora o nosso maior compromisso é dar sustentação a esses investimentos. O custeio tem se mostrado muito apertado ante o aumento da demanda. Esse foi o pleito principal e, eu diria, o pleito que uniu oposição e situação”, afirmou o prefeito Aluízio São José.
Um marco para todo o Estado, a Caravana da Saúde teve sua primeira edição realizada justamente em Coxim, onde foram realizados mais de 10 mil procedimentos entre consultas, exames e cirurgias. A passagem da Caravana deixou como legado a implantação do setor de hemodiálise no Hospital Regional Doutor Álvaro Fontoura Silva, com 18 equipamentos novos, colocando fim ao drama de pacientes que viajavam ao menos duas vezes por semana para outros municípios em busca de tratamento.
Aluízio São José disse ainda que o governador anunciou investimentos em pavimentação e drenagem, fruto de emendas parlamentares e contrapartida do Governo do Estado. Ele declarou também que a reunião foi importante para levar as demandas municipais e que o projeto é estratégico para otimizar o trabalho e atender às necessidades da população.
Desde 2015, Coxim recebeu R$ 104 milhões de investimentos e repasses em saúde, educação e segurança pública. Na área da infraestrutura os recursos destinados proporcionaram a execução de obras de cascalhamento, drenagem e pavimentação asfáltica para diversas regiões da cidade, além da ampliação e melhoria do sistema de abastecimento de água e esgoto.
Na habitação, foram 155 moradias entregues. Já o MS Mais Seguro permitiu a entrega de 23 viaturas, sendo 12 de quatro rodas e 11 duas rodas e um jet sky para o município. Além da reforma do Instituto Médico Legal (IML) e do Presídio de Coxim, os investimentos permitiram também a implantação do Núcleo Regional de Inteligência da Polícia Civil.
Participaram da audiência com o governador, além do prefeito, os deputados Beto Pereira (federal) e Felipe Orro (estadual), os secretários estaduais Sérgio de Paula (Articulação Política), Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica), Jaime Verruck (Semagro), Maria Cecília Amendola da Motta (Educação), Geraldo Resende (Saúde); os secretários-adjuntos Flávio Cesar (Segov), C. Barbosa (Sejusp) e Luis Roberto (Seinfra) e o diretor-presidente da Sanesul, Walter Carneiro Junior.
Também compareceram o vice-prefeito Edvaldo Bezerra, presidente da Câmara Municipal, Vladmir da Silva Ferreira, e os vereadores Vilmar Vendrúscolo, Adelson Januncio de Lima, Marcos Ferreira Vaz, Dinalva Mourão, Edmir Candido Pereira, Mecias Souza Alves, Abilio Junior Vaneli, Lucimeire da AAVC, Kelé, Odes da Silva, Careca e Sinval Batista. Participaram ainda os secretários Franciel Oliveira (Saúde) e Carlos Henrique (Desenvolvimento Sustentável) e o procurador-geral Flávio Garcia.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.