sábado, 25 de julho, 2026
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O peão Flávio Ricardo do Espírito Santo, de 28 anos, que foi atacado por uma onça-pintada no Pantanal, está na Santa Casa de Campo Grande e está fora de perigo. A informação é da família do peão, que pede para que as autoridades olhem para o Pantanal, com medo de que a onça volte a atacar.
O caso aconteceu no Pantanal do Paiaguás, a mais de 200 quilômetros da região urbana de Corumbá. Flávio precisou ser transportado para Campo Grande, no helicóptero do Exército, com apoio do Corpo de Bombeiros. Ao jornal, Flávio destacou que está bem. "Graças a Deus estou bem. Estou na Santa Casa ainda", contou.
Em um áudio que circula em um grupo de mensagens, a sogra de Flávio, Luzia Pires da Silva, residente no Bracinho, uma das colônias do Taquari, solicita apoio. "Hoje pode ter sido a minha família, mas amanhã pode ser a família de outras pessoas", diz ela. Em outro trecho do áudio, ela pede para que as autoridades tomem uma atitude em respeito à onça que atacou Flávio.
"Ela come, mata criação. A gente não tem mais criação para se alimentar e ela vai comer nós, comer as crianças. Vamos fazer alguma ação na Câmara, cobrar da autoridade, para nos ajudar", diz dona Luzia.
A PMA (Polícia Militar Ambiental), informou, em nota, que não foi acionada para atender o caso e não tem informações sobre a situação da onça.
Caso - Flávio Ricardo estava retornando à sede da fazenda por volta das 17h, acompanhado de outro peão, os dois a cavalo. Quando os dois passaram perto de uma carcaça de animal, a onça-pintada atacou o rapaz.
O Corpo de Bombeiros atuou nos primeiros socorros da vítima ainda na noite de sábado. Conforme a corporação, o local onde o rapaz foi atacado fica a 45 quilômetros da Base Avançada de Lourdes, onde há uma guarnição de bombeiros militares que atuam no combate a incêndios florestais.
Deste modo, os militares se deslocaram até a fazenda e deram o primeiro apoio na ocorrência. O homem apresentava cortes profundos na região da cabeça e da perna esquerda e, apesar disso, estava com os sinais vitais estáveis. O Exército fez o transporte do peão, com apoio de um médico e de um enfermeiro do Corpo de Bombeiros. A vítima chegou à Capital por volta da meia-noite, onde segue internada.
Segundo a esposa da vítima, Flávio está bem, mas está sozinho em Campo Grande. Ela continua no Pantanal.
CGNEWS
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.