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Saúde
Os resultados dessas análises serão mensalmente encaminhados pelos prestadores de serviço de abastecimento de água à Agems e divulgados nas faturas de água de cada consumidor.
11 de janeiro de 2024
(Bruna Aquino, Comunicação Agems)
A união entre saneamento básico e saúde pública em Mato Grosso do Sul é evidenciada por uma iniciativa conjunta da Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos) e da SES (Secretaria de Estado de Saúde). Juntas, essas entidades estão comprometidas em monitorar e regular a qualidade da água, além de desenvolver projetos futuros voltados para o bem-estar da população.
Nesta quarta-feira (27), o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis junto com a Diretoria de Saneamento da agência de regulação e o secretário de saúde, Maurício Simões com equipe técnica da Vigilância em Saúde, assinaram uma norma que define o padrão sobre o Índice de Qualidade da Água (IQA) no Estado, uma medida fundamental para garantir a qualidade dos recursos hídricos.
“Essa iniciativa reflete o comprometimento do governo estadual com a promoção da saúde pública e a preservação do meio ambiente, utilizando a regulação e a vigilância como ferramentas para garantir a qualidade da água fornecida à população. A Agems é parceira nesse projeto e está à disposição para levar qualidade de vida e água potável as pessoas”, destaca o diretor-presidente Carlos Alberto.
Secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, destaca a importância da parceria e o start desse padrão para Mato Grosso do Sul.
"A água é um ativo valioso no mundo de hoje e será cada vez mais no mundo de amanhã. Preservar e garantir a qualidade desse recurso é não apenas uma responsabilidade ambiental, mas uma necessidade vital para assegurar a saúde e o bem-estar das gerações presentes e futuras", afirma o secretário.
Entenda
A metodologia adotada pelo IQA envolve a avaliação de dados sobre as características da água potável coletada em pontos estratégicos de coleta de água para abastecimento. A análise abrange parâmetros físico-químicos, microbiológicos e organolépticos (capacidade dos sentidos humanos), estabelecendo valores de referência adaptados à realidade do estado sul-mato-grossense que é rico em recursos hídricos.
Os resultados dessas análises serão mensalmente encaminhados pelos prestadores de serviço de abastecimento de água à Agems e divulgados nas faturas de água de cada consumidor.
“Essa transparência permite ação mais eficiente da Vigilância em Saúde e da Agems, que podem adotar medidas para assegurar uma melhor qualidade da água fornecida aos mais de 2 milhões de habitantes do estado”, pontua a diretora de saneamento da autarquia, Iara Marchioretto.
"Nós queremos agradecer o apoio que recebemos da Agems, vemos essa parceria como algo muito bom e que certamente trará resultados excelentes para toda a sociedade. E essa só é uma das metas que teremos para 2024, pois certamente, faremos outras ações importantes em conjunto com a Agems", ressalta o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica da SES, Karyston Adriel Machado da Costa.
A aplicação da metodologia de cálculo do IQA entrou em vigor já em 1º de janeiro de 2024, definindo um marco significativo na gestão e preservação dos patrimônios hídricos sul-mato-grossenses.
Saúde
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...
4 de junho de 2026
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.
A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.
Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.
A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.
A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.
Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.