quinta, 04 de junho, 2026
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A vacina contra o HPV, ou papiloma vírus humano, é dada em forma de injeção e previne não só o HPV, mas também o câncer do colo do útero. Esta vacina pode ser tomada no posto de saúde e clínicas particulares, mas também é oferecida pelo SUS nos postos de saúde e em campanhas de vacinação nas escolas.
A vacina oferecida pelo SUS é a quadrivalente, que protege contra os 4 tipos de vírus HPV mais comuns no Brasil. Após a toma da vacina o corpo produz os anticorpos necessários para combater o vírus e assim, caso a pessoa seja infectada, ela não desenvolve a doença, ficando protegida.
Quem deve tomarA vacina contra o HPV tem eficácia comprovada durante 8 a 9 anos, e pode ser tomada das seguintes formas:
1. Pelo SUSA vacina está disponível gratuitamente nos postos de saúde, em 2 a 3 doses, para:
Meninos e meninas dos 9 a 14 anos;
Homens e mulheres de 9 a 26 anos vivendo com HIV ou AIDS, pacientes que receberam transplante de órgãos, de medula óssea e pessoas em tratamento contra o câncer.
A vacina pode ser tomada, também, por meninos e meninas que já não são virgens, mas a sua eficácia pode estar diminuída, pois já podem ter estado em contato com o vírus.
2. No particularA vacina também pode ser tomada por pessoas com idades superiores, entretanto, são apenas disponibilizadas em clínicas de vacinação particulares. Ela está indicada para:
Meninas e mulheres entre 9 e 45 anos de idade, se for a vacina quadrivalente, ou qualquer idade acima dos 9 anos, se for a vacina bivalente;
Meninos e homens entre 9 e 26 anos de idade, com a vacina quadrivalente.
A vacina pode ser tomada mesmo por pessoas que fazem tratamento ou já tiveram infecção pelo HPV, pois ela pode proteger contra outros tipos de vírus HPV, e prevenir a formação de novas verrugas genitais e risco de câncer.
Preço da vacina contra o HPVO preço da vacina bivalente contra o HPV é de, aproximadamente, R$ 200 por dose e o da tetravalente é de, aproximadamente, R$ 300 por dose, quando tomadas no particular.
Tipos de vacinas e dosesExistem 2 vacinas diferentes contra o HPV: a vacina quadrivalente e a vacina bivalente.
Vacina quadrivalente
Indicada para mulheres entre os 9 e 45 anos, e homens entre os 9 e os 26 anos de idade; Protege contra os vírus 6, 11, 16 e 18; Protege contra as verrugas genitais, o câncer do colo do útero na mulher e o câncer do pênis ou do ânus no caso do homem; Fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, sendo chamada comercialmente de Gardasil; É a vacina oferecida pelo SUS para as meninos e meninas entre os 9 e os 14 anos. Doses: São feitas 3 doses, no esquema 0-2-6 meses, sendo que a segunda dose é feita após 2 meses e a terceira dose é feita após 6 meses da primeira dose. Em crianças, o efeito de proteção já pode ser obtido com apenas 2 doses, por isso algumas campanhas de vacinação podem disponibilizar apenas 2 doses.
Vacina bivalente
Indicada a partir dos 9 anos e sem limite de idade;
Protegendo apenas contra os vírus 16 e 18, que são os maiores causadores do câncer do colo do útero;
Protege contra o câncer do colo do útero, não protegendo contra as verrugas genitais;
Fabricada pelo laboratório GSK, sendo comercialmente vendida como Cervarix;
Quando tomada até aos 14 anos são feitas 2 doses da vacina, com intervalo de 6 meses entre si.
Doses: Também são feitas 3 doses, no esquema 0-1-6 meses.
Quem não pode tomarA vacina do HPV não deve ser administrada em caso de:
Gravidez, mas a vacina pode ser tomada logo após o nascimento do bebê, sob orientação do obstetra;
Quando se tem algum tipo de alergia aos componentes da vacina;
Em caso de febre ou doença aguda;
Em caso de doenças como trombocitopenia - redução do número de plaquetas; problemas de coagulação sanguínea.
A vacinação pode ajudar a prevenir a infeção pelo HPV e o câncer de colo do útero, mas não é indicada para tratar a doença. Por isso, também é importante usar o preservativo em todos os contatos íntimos e, além disso, a mulher deve consultar o ginecologista pelo menos 1 vez por ano e realizar exames ginecológicos como o Papanicolau.
Campanha de vacinação nas escolasA vacina contra o HPV faz parte do calendário de vacinação, sendo gratuita no SUS para meninas e meninos entre 9 e 14 anos de idade. Em 2016 o SUS passou a vacinar também os meninos de 9 a 14 anos, pois inicialmente, era disponível apenas para aqueles com 12 a 13 anos de idade.
Os meninos e as meninas nesta faixa etária devem tomar 2 doses da vacina, sendo que a 1ª dose está disponível em escolas públicas e privadas ou em postos de saúde da rede pública. A 2ª dose deve ser tomada em uma unidade de saúde 6 meses após a primeira ou numa segunda temporada de vacinação promovida pelo SUS.
Efeitos colaterais da vacinaA vacina contra o HPV pode ter como efeitos colaterais: dor, vermelhidão ou inchaço no local da picada, que podem ser diminuídos com a colocação de uma pedrinha de gelo, protegido com um pano, no local. Além disso, a vacina contra o HPV pode provocar dor de cabeça e febre superior a 38ºC, que pode ser controlada com um antitérmico como o Paracetamol, por exemplo. Caso o indivíduo desconfie da origem da febre, deve entrar em contato com o médico.
Algumas meninas relataram alteração da sensibilidade das pernas e dificuldade para caminhar, entretanto, os estudos não confirmam que esta reação seja provocada pela vacina sendo mais provável que se trate de reações emocionais, ansiedade ou superlotação, por exemplo, como uso da vacina. Não foram confirmados por estudos científicos outras alterações relacionados a esta vacina.
Por que é preferível vacinar meninos e meninas até os 15 anos?Os artigos científicos apontam que a vacina contra HPV é mais eficaz quando aplicada em quem ainda não iniciou a vida sexual, e por isso o SUS só aplica a vacina para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, no entanto todos podem tomar a vacina em clínicas particulares.
Precisa fazer exames antes de tomar a vacina?Não é preciso realizar nenhum exame para verificar se há infecção pelo vírus HPV antes de tomar a vacina, mas deve-se informar caso não seja virgem porque a vacina não tem a mesma eficácia em pessoas que já tiveram contato íntimo.
Quem toma a vacina não precisa usar camisinha?Mesmo quem tomou as duas doses da vacina deve usar sempre a camisinha em todo contato íntimo porque esta vacina não protege de outras doenças como a AIDS e sífilis, por exemplo.
A vacina contra o HPV é segura?A vacina administrada pelo SUS é segura e tem poucos efeitos colaterais porque ela já foi administrada a muitas pessoas, de diversos países e ainda não existem estudos científicos que comprovem efeitos secundários graves relacionados ao seu uso.
No entanto, há caso relatados de pessoas que podem ficar nervosas e ansiosas durante a vacinação, podendo desmaiar, mas este fato não está diretamente relacionado à vacina aplicada, estando relacionado ao sistema emocional.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.