sábado, 25 de julho, 2026
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Após sentir fortes dores de cabeça e no ouvido, uma mulher de Campo Grande, que preferiu não se identificar, descobriu que o problema estava no dente implantado recentmente. A dentista, que cobrou R$ 250 pelo procedimento, teria comprado o material na rede de vendas on-line Shopee. Esse caso foi relatado por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.
O caso aconteceu em clínica do Bairro Carandá Bosque, na última quarta-feira (23). Durante a madrugada, a paciente começou a sentir dores intensas e, na manhã de ontem quinta-feira (24), procurou outro profissional. Segundo ela, o novo atendimento revelou que o dente implantado seria de origem duvidosa.
"Procurei uma dentista hoje de manhã só para ela dar uma olhada, porque eu estava com muita dor de cabeça e de ouvido. Ela olhou e falou que realmente era um dente que não é nem provisório. 'Ela comprou pela internet e colocou aí’. Não existe isso. Ela cortou o dente, lixou, colou e ainda deixou tudo aberto e exposto", relatou.
A mulher procurou um advogado para relatar o ocorrido. Além do uso do suposto dente comprado pela internet, ela afirma que a profissional deixou o dente aberto, o que acredita ter agravado a dor. Segundo a paciente, foram cobrados R$ 500 ao todo, R$ 250 por um pino de fibra e R$ 250 por uma coroa provisória, que ela afirma não ter recebido.
Ela conta que procurou atendimento após quebrar duas facetas laterais e o dente da frente, que deveria receber um implante. Após relatar o caso ao advogado, a dentista entrou em contato com a paciente, mas, até o momento, não houve solução.
A mulher revela que chegou a comprar um dente pela internet, mas desistiu de usar o produto. Ao comparar com o material que foi implantado, afirma que se trata do mesmo item, possivelmente adquirido em uma plataforma de compras online.
A reportagem conversou com o dentista Marco Polo Siebra, que analisou as imagens enviadas pela paciente e afirma que o problema está mais na execução do procedimento do que no material utilizado.
“Dentes pré-fabricados são comumente usados na confecção de dentaduras e, em alguns casos de emergência, podem ser desgastados para reconstruir a parte perdida de um dente”, explica. No entanto, para o especialista, houve falha na técnica da dentista.
Marco também alerta sobre os riscos do uso de produtos adquiridos pela internet. “Tudo o que é vendido como solução rápida pode ser duvidoso, pois, muitas vezes, não respeita a biologia e fisiologia necessárias para restaurar a saúde bucal. Materiais aprovados pela Anvisa são os mais seguros, pois seguem critérios compatíveis com a estrutura do dente.”
Na internet, a venda de dentes artificiais é comum em sites como a Shopee, com valores que variam de acordo com o modelo, alguns chegam a custar cerca de R$ 15. Contudo, o uso de materiais não aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pode trazer prejuízos irreversíveis à saúde do paciente.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.