quinta, 04 de junho, 2026
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A sinusite é uma inflamação dos seios nasais que gera sintomas como dor de cabeça, corrimento nasal e sensação de peso no rosto, especialmente na testa e nas maçãs do rosto, pois é nestes locais que se localizam os seios nasais, tal como mostra a figura 1.
Geralmente, a sinusite é provocada pelo vírus Influenza e, por isso, é muito comum durante crises de gripe, mas também pode surgir devido ao desenvolvimento de bactérias nas secreções nasais, que ficam presas no interior dos seios nasais, como acontece após alergias.
A sinusite tem cura e o seu tratamento deve ser orientado por um clínico geral ou otorrinolaringologista, incluindo normalmente o uso de sprays nasais, analgésicos, corticoides orais ou antibióticos, por exemplo.
Como identificar os sintomas de sinusite
Os principais sintomas da sinusite são o surgimento de secreção nasal espessa e amarelada, acompanhada de sensação de peso ou pressão no rosto. No entanto, outros sintomas que também podem aparecer incluem:
Dor de cabeça, que pode se espalhar para os olhos e nariz;
Dor de garganta;
Dificuldade para respirar pelo nariz;
Perda do olfato e gosto;
Mau hálito;
Tosse que piora à noite.
Além disso, também pode surgir febre acima de 38ºC e tonturas, especialmente nos casos de sinusite bacteriana, sendo que nestes casos também é comum que as secreções nasais passem de amarelo para uma coloração esverdeada.
Os sintomas de sinusite podem ser difíceis de distinguir dos sintomas de alergia e, por isso, quando a alergia dura mais de 7 dias deve ser avaliada por um clínico geral ou otorrinolaringologista, paraciar o tratamento adequado.
Quais os principais tipos de sinusiteA sinusite pode ser dividida em vários tipos, dependendo dos seios nasais afetados, da duração dos sintomas e do tipo de causa. Assim, quando a sinusite afeta apenas os seios nasais de um do lado do rosto, é conhecida como sinusite unilateral, enquanto que quando afeta seios dos dois lados é conhecida como sinusite bilateral.
Já quando se fala da duração dos sintomas, a sinusite é conhecida como sinusite aguda quando dura menos de 4 semanas, sendo principalmente provocada por vírus, e sinusite crônica quando dura mais de 4 semanas, sendo produzida por bactérias.
Da mesma forma, quando se avalia a sinusite pelas suas causas, ela pode ser conhecida como sinusite viral, se for provocada por vírus, por sinusite bacteriana, se for causada por bactérias, ou por sinusite alérgica, se for causada por uma alergia.
Como diagnosticar a sinusiteO diagnóstico da sinusite deve ser feito por um otorrinolaringologista e, normalmente, é feito apenas com a observação dos sintomas e palpação dos seios nasais para avaliar se existe sensibilidade nessa região. Porém, o médico também pode pedir outros exames como:
Endoscopia nasal: é introduzido um pequeno tubinho pelo nariz para observar o interior dos seios nasais, podendo identificar se existem outras causas, como pólipos nasais que possam estar provocando sinusite;
Tomografia computadorizada: avaliam a presença de uma inflamação profunda que pode não ser identificada com a endoscopia nasal e também permitem observar a anatomia dos seios nasais;
Colheita de secreções nasais: o médico recolhe uma pequena amostra das secreções nasais para enviar para o laboratório e avaliar a presença de micro-organismos como bactérias ou vírus;
Teste de alergia: os testes de alergia servem para identificar uma causa alérgica, quando o médico não consegue encontrar vírus ou bactérias no exame de colheita de secreções, por exemplo.
Embora fosse muito utilizado, o exame de raio X já não é pedido muitas vezes pelos médico, pois a tomografia computadorizada apresenta maior precisão para confirmar o diagnóstico.
Quais os remédios para tratar a sinusite
O tratamento para sinusite geralmente é feito com o uso de remédios como:
Spays nasais: ajudam a aliviar a sensação de nariz entupido;
Remédios antigripais: ajudam a aliviar a sensação de pressão no rosto e a dor de cabeça, por exemplo;
Antibióticos orais: são usados apenas em casos de sinusite bacteriana para eliminar as bactérias.
Para complementar o tratamento, existem alguns remédios caseiros para sinusite como a lavagem nasal com água e sal ou soro fisiológico, ou inalações a vapor para ajudar a reduzir os sintomas, por exemplo.
Cuidados que ajudam a recuperar mais rápidoAlém dos remédios indicados, deve-se ainda ter alguns cuidados que ajudam os sintomas de sinusite a desaparecer mais rapidamente, como lavar o nariz com soro fisiológico 2 a 3 vezes por dia, evitar ficar muito tempo em locais fechados, ficar longe de fumaça ou poeira e beber entre 1,2 a 2 litros de água por dia.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.