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O Grito Silencioso da Saúde Mental: Pesquisa divulgada mostra que a população brasileira

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12 de março de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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A mente grita, mas ninguém ouve. O corpo está presente, mas a alma se afasta, cansada de lutar uma guerra invisível. Quantas vezes um sorriso escondeu uma tempestade? Quantas noites foram atravessadas pelo peso de pensamentos que insistem em não se calar?

Vivemos em um mundo onde a dor emocional ainda é tratada como fraqueza, onde se exige resiliência sem oferecer acolhimento. “Seja forte”, dizem. Mas e quando a força se esgota? Quando levantar da cama parece uma batalha? Quando respirar parece um esforço sobre-humano?

A depressão não é frescura. A ansiedade não é exagero. O suicídio não é covardia. São gritos sufocados por uma sociedade que ainda enxerga a saúde mental como um tabu. O sofrimento não tem rosto, não tem classe social, não tem idade. Ele se esconde nos detalhes: no olhar distante, na resposta curta, no silêncio prolongado.

Precisamos falar. Precisamos escutar. Precisamos estar dispostos a enxergar o que não é dito. A dor invisível é tão real quanto qualquer ferida física e merece ser tratada com o mesmo respeito, urgência e compaixão.

Se você sente que está se afogando, peça ajuda. Se alguém ao seu redor parece estar se perdendo, estenda a mão. Às vezes, um gesto pode ser a diferença entre a escuridão e a esperança, uma conversa de poucos minutos pode fazer a diferença entre a vida e a morte, precisamos ter um olhar de empatia para os que estão ao nosso lado, em tempos atuais em que o egoísmo tem tomado conta de a humanidade olhar para o próximo continua sendo o melhor remédio contra esses males.

Em uma pesquisa divulgada hoje (10) pelo Ministério da Previdência Social mostra que no último ano transtornos mentais tornaram milhares de pessoas incapacitadas de exercer suas funções profissionais e vidas pessoais, em comparação com ano anterior as 472.328 licenças médicas concedidas representam um aumento de 68% em 2024.

Diante da pesquisa divulgada procuramos o Psicólogo Renan Maia, responsável por atendimentos na rede pública de Coxim como o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) para tentarmos entender um pouco o que se passa com as pessoas que passam por esses transtornos citados na pesquisa, que começa nos dizendo que:

“A depressão, por exemplo, que é uma das doenças que chamam mais atenção quando a gente fala sobre adoecimento mental e é a doença mais incapacitante para o trabalho hoje no mundo, ainda assim muitas pessoas não conhecem sobre a depressão não entendem como ela age. É importante que a gente eduque a população para entender, muitas vezes fala-se sobre a incapacidade no trabalho como se fosse uma escolha do individuo, porém não entende como a depressão afeta a maneira de pensar do indivíduo, a maneira de se comportar, a forma como interpreta certas informações e a forma como o humor vai se manifestar. Então entender isso é importante para que a gente comece a se conscientizar e consiga lidar com a pessoa de uma forma mais humana e mais acolhedora. Conseguir compreender um pouco mais como ela age, possibilita ter mais empatia, ter um contato que vá ajudar essa pessoa, sejam familiares, amigos, colegas de trabalho... ao invés de ter um contato que pode muitas vezes potencializar os sintomas da doença e adoecer ainda mais esse indivíduo.

Como se percebe na pesquisa, o aumento nos afastamentos principalmente devido os quadros de ansiedade e depressão. Recentemente a gente também tem percebido um afastamento maior devido Burnout que é o esgotamento no trabalho. É importante isso servir como um alerta para que a gente comece a repensar e a gente começa a desenvolver ambientes de trabalho que sejam mais saudáveis, mais acolhedores e que realmente possam promover um espaço onde o trabalhador possa se tornar produtivo, se sentindo importante agente social e não explorado e/ou assediado.

A pandemia deixou sequelas, passado o momento inicial de temor e aquele estado de alerta, fica agora o tempo da gente lidar com as consequências disso, do isolamento, do afastamento do luto, das mudanças repentinas que ocorreram nesse curto espaço de tempo.

Não podemos mais tratar a saúde mental como um assunto secundário, na verdade a saúde mental tem que vir com uma grande pauta, como o grande assunto a ser explorado e abordado. Seja no serviço público ou empresas privadas, seja no seio familiar, seja pela grande mídia... É importante que esse debate venha à tona e que a gente possa modificar a forma como a gente olha para a saúde mental. É importante que a gente valorize os profissionais que ali atuam porque até então a saúde mental é o “patinho feio” que ninguém quer ver, ninguém quer tratar... Então precisamos mudar esses preconceitos e para modificar isso a gente precisa tratar com a naturalidade e a seriedade que exige.

Buscar ajuda não é fraqueza, é coragem. E se alguém ao seu redor estiver lutando, não julgue. Não tente consertar com frases prontas. Apenas esteja lá. Ouça. Apoie. Porque, às vezes, um simples “eu estou aqui” pode ser a mão estendida que salva alguém. A dor não precisa ser enfrentada sozinha. A depressão não define quem você é. E acredite: há esperança. Sempre há, e caso alguém precise de ajuda e esteja se sentindo assim, procure um profissional de sua confiança. Além disso, o CAPS de Coxim, atendemos de segunda-feira à sexta-feira, para entrar em contato o telefone é (67) 3291-4052 e o endereço é Rua Afonso da Costa Campos, bairro Senhor Divino, não sinta vergonha, estamos ali para acolher todos que precisem, finaliza Dr Renan”.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.