quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
A mente grita, mas ninguém ouve. O corpo está presente, mas a alma se afasta, cansada de lutar uma guerra invisível. Quantas vezes um sorriso escondeu uma tempestade? Quantas noites foram atravessadas pelo peso de pensamentos que insistem em não se calar?
Vivemos em um mundo onde a dor emocional ainda é tratada como fraqueza, onde se exige resiliência sem oferecer acolhimento. “Seja forte”, dizem. Mas e quando a força se esgota? Quando levantar da cama parece uma batalha? Quando respirar parece um esforço sobre-humano?
A depressão não é frescura. A ansiedade não é exagero. O suicídio não é covardia. São gritos sufocados por uma sociedade que ainda enxerga a saúde mental como um tabu. O sofrimento não tem rosto, não tem classe social, não tem idade. Ele se esconde nos detalhes: no olhar distante, na resposta curta, no silêncio prolongado.
Precisamos falar. Precisamos escutar. Precisamos estar dispostos a enxergar o que não é dito. A dor invisível é tão real quanto qualquer ferida física e merece ser tratada com o mesmo respeito, urgência e compaixão.
Se você sente que está se afogando, peça ajuda. Se alguém ao seu redor parece estar se perdendo, estenda a mão. Às vezes, um gesto pode ser a diferença entre a escuridão e a esperança, uma conversa de poucos minutos pode fazer a diferença entre a vida e a morte, precisamos ter um olhar de empatia para os que estão ao nosso lado, em tempos atuais em que o egoísmo tem tomado conta de a humanidade olhar para o próximo continua sendo o melhor remédio contra esses males.
Em uma pesquisa divulgada hoje (10) pelo Ministério da Previdência Social mostra que no último ano transtornos mentais tornaram milhares de pessoas incapacitadas de exercer suas funções profissionais e vidas pessoais, em comparação com ano anterior as 472.328 licenças médicas concedidas representam um aumento de 68% em 2024.
Diante da pesquisa divulgada procuramos o Psicólogo Renan Maia, responsável por atendimentos na rede pública de Coxim como o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) para tentarmos entender um pouco o que se passa com as pessoas que passam por esses transtornos citados na pesquisa, que começa nos dizendo que:
“A depressão, por exemplo, que é uma das doenças que chamam mais atenção quando a gente fala sobre adoecimento mental e é a doença mais incapacitante para o trabalho hoje no mundo, ainda assim muitas pessoas não conhecem sobre a depressão não entendem como ela age. É importante que a gente eduque a população para entender, muitas vezes fala-se sobre a incapacidade no trabalho como se fosse uma escolha do individuo, porém não entende como a depressão afeta a maneira de pensar do indivíduo, a maneira de se comportar, a forma como interpreta certas informações e a forma como o humor vai se manifestar. Então entender isso é importante para que a gente comece a se conscientizar e consiga lidar com a pessoa de uma forma mais humana e mais acolhedora. Conseguir compreender um pouco mais como ela age, possibilita ter mais empatia, ter um contato que vá ajudar essa pessoa, sejam familiares, amigos, colegas de trabalho... ao invés de ter um contato que pode muitas vezes potencializar os sintomas da doença e adoecer ainda mais esse indivíduo.
Como se percebe na pesquisa, o aumento nos afastamentos principalmente devido os quadros de ansiedade e depressão. Recentemente a gente também tem percebido um afastamento maior devido Burnout que é o esgotamento no trabalho. É importante isso servir como um alerta para que a gente comece a repensar e a gente começa a desenvolver ambientes de trabalho que sejam mais saudáveis, mais acolhedores e que realmente possam promover um espaço onde o trabalhador possa se tornar produtivo, se sentindo importante agente social e não explorado e/ou assediado.
A pandemia deixou sequelas, passado o momento inicial de temor e aquele estado de alerta, fica agora o tempo da gente lidar com as consequências disso, do isolamento, do afastamento do luto, das mudanças repentinas que ocorreram nesse curto espaço de tempo.
Não podemos mais tratar a saúde mental como um assunto secundário, na verdade a saúde mental tem que vir com uma grande pauta, como o grande assunto a ser explorado e abordado. Seja no serviço público ou empresas privadas, seja no seio familiar, seja pela grande mídia... É importante que esse debate venha à tona e que a gente possa modificar a forma como a gente olha para a saúde mental. É importante que a gente valorize os profissionais que ali atuam porque até então a saúde mental é o “patinho feio” que ninguém quer ver, ninguém quer tratar... Então precisamos mudar esses preconceitos e para modificar isso a gente precisa tratar com a naturalidade e a seriedade que exige.
Buscar ajuda não é fraqueza, é coragem. E se alguém ao seu redor estiver lutando, não julgue. Não tente consertar com frases prontas. Apenas esteja lá. Ouça. Apoie. Porque, às vezes, um simples “eu estou aqui” pode ser a mão estendida que salva alguém. A dor não precisa ser enfrentada sozinha. A depressão não define quem você é. E acredite: há esperança. Sempre há, e caso alguém precise de ajuda e esteja se sentindo assim, procure um profissional de sua confiança. Além disso, o CAPS de Coxim, atendemos de segunda-feira à sexta-feira, para entrar em contato o telefone é (67) 3291-4052 e o endereço é Rua Afonso da Costa Campos, bairro Senhor Divino, não sinta vergonha, estamos ali para acolher todos que precisem, finaliza Dr Renan”.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.