quinta, 04 de junho, 2026
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Apesar do aumento exponencial de casos do novo coronavírus, com 2.253 testes positivos, o número de pessoas curadas de Covid-19 em Mato Grosso do Sul voltou a crescer. Mais de 50% – 1.163 – dos contaminados já não apresentam mais sintomas. Outros 1.020 pacientes, com sintomas leves da doença ou mesmo sem sintomas, estão em isolamento domiciliar. Os internados, em leitos clínicos e de unidade de terapia intensiva, somam 50 (um é de Mato Grosso).
Os registros de curados aumentaram 137 de sábado para domingo, saltando de 1.026 para 1.163. Os números são da Secretaria Estadual de Saúde (SES). As ocorrências de cura haviam entrado em queda há 15 dias, quando os episódios de novas contaminações ficaram em ritmo acelerado. Neste domingo, a SES iniciou a contagem de mais uma semana epidemiológica da pandemia. A 22ª semana fechou no sábado, com 714 novos registros de Covid-19, contra 560 do período anterior.
Ontem, com mais 121 exames positivos para o vírus, 28 pacientes encontravam-se em tratamento em hospitais públicos e 22 em privados. São 21 óbitos até então. A Capital tem 388 positivos.
DOURADOS
Dourados é o epicentro de Covid-19 no Estado. Neste domingo, a cidade teve mais 78 confirmações e inicia a semana com 571 episódios, número que deve mudar no próximo boletim, a ser divulgado às 10h de hoje. Municípios que fazem parte da grande Dourados também preocupam, como Fátima do Sul, que tem 153 positivos para o vírus.
Dourados tem ainda 738 casos para serem fechados no sistema estadual de acompanhamento da pandemia, o que pode significar um crescimento mais expressivo nos próximos dias.
A cidade é a localidade de MS com o maior número de casos e a sétima em relação à incidência por 100 mil habitantes. Entretanto, municípios pequenos como Douradina (com 69 registros), o segundo em incidência de casos, também foram afetados.
“Vemos com preocupação esse aumento exponencial que está acontecendo e se mantendo há mais de 15 dias, isso mostra uma taxa de reprodução altíssima em Mato Grosso do Sul, nós estamos muito preocupados, porque, apesar do nosso apelo diário, nós estamos tendo uma adesão ao isolamento social muito ruim em Mato Grosso do Sul”, reclamou o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.
O secretário ressaltou que esse aumento de casos também tem resultado em aumento nas internações. Das 50 pessoas que ocupam leito clínico ou de UTI em Mato Grosso do Sul, 29 são de Dourados.
“Nós estamos vendo que quase 60% dos casos de internação, tanto em leitos públicos como em leitos privados, estão na região de Dourados, que mais uma vez mostra relação muito próxima com o aumento de casos e internações. Se mantivermos esse aumento muito grande, daqui a pouco, o número de leitos, tanto clínicos como de UTIs, na região deverá ser ocupado, e a taxa de ocupação poderá estar próxima daquelas que verificamos em alguns estados brasileiros, ou seja, com colapso da nossa rede de saúde”, alertou Geraldo Resende.
Terenos também “entra no mapa”
O município de Terenos registrou seu primeiro caso do novo coronavírus, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) neste domingo. A cidade tem apenas 21.806 habitantes. Entretanto, as atenções do governo do Estado ainda está voltada para a região de Dourados, pela grande quantidade de confirmações. Dos 79 municípios do Estado, 52 (66%) têm casos confirmados de Covid-19.
Saúde
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...
4 de junho de 2026
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.
A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.
Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.
A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.
A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.
Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.