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Nova variante da Covid entra no radar e MS lida com baixa vacinação

Mais transmissível, linhagem do Sars-CoV-2 batizada de "XEC" chega em território nacional, enquanto Estados já observam hospitalizações subirem pela falta de reforço nas faixas mais vulneráveis

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14 de outubro de 2024

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Redação/EC / DIARIOX

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Enquanto observa uma alta no número de hospitalizações e óbitos por Covid-19, Mato Grosso do Sul "olha" para o lado e vê que outros Estados - como São Paulo e alguns do eixo Sul/Sudeste - já lidam com uma nova variante "mais transmissível" do vírus que tem se espalhado pelo mundo. 

Ainda em 24 de setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a "XEC" (como foi batizada) como uma "variante sob monitoramento" e, como bem explica em nota a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esse é um procedimento adoto nos seguintes casos: 

"Quando uma linhagem apresenta mutações no genoma que são suspeitas de afetar o comportamento do vírus e observam-se os primeiros sinais de 'vantagem de crescimento' em relação a outras variantes em circulação". Como esclarece a Fundação, entre os meses de junho e julho deste ano a variante passou a chamar a atenção, quando notado um aumento nas detecções que eram feitas em território alemão, se espalhando por diversos continentes:

- Américas
- Ásia
- Europa e 
- Oceania. 

Mais de 2,4 mil sequências genéticas foram depositadas desde então na chamada plataforma Gisaid, que serve para compartilhamento rápido de dados genômicos para pesquisadores de todo o mundo. 

Nova variante

Identificada até então pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), em: São Paulo; Santa Catarina e Rio de Janeiro, a linhagem do vírus Sars-CoV-2 pode ser mais transmissível que as demais. 

Porém, como frisa a virologista Paola Resende, pesquisadora do Laboratório do IOC, ainda será necessário estudar o comportamento dessa linhagem em território nacional. 

Entre agosto e setembro, durante três semanas, a capital fluminense foi alvo de uma estratégia de vigilância, para ampliar o sequenciamento de genomas desse vírus. 

Quando um teste dava positivo em determinada unidade básica de saúde, a amostra de "swab" nasal era enviada ao laboratório, confirmando informações como a predominância da JN.1 desde o fim de 2023, além de detectar em território nacional a XEC. 


Em análise, foi identificado que a recombinação genética de duas cepas em circulação, foi que gerou a XEC, uma vez que o indivíduo conseguiu ser infectado por duas linhagens diferentes "ao mesmo tempo". 

A Fiocruz aponta que, pela mistura dos genomas de dois patógenos durante a replicação viral que acontece nesse caso, o genoma da XEC tem trechos de KS.1.1 e KP.3.3. 

Através dessas mutações ela garante essas "vantagens", que contribuem para aumento da sua disseminação. 

Situação local

Ao Correio do Estado, o médico infectologista e pesquisador da Fiocruz, Dr. Julio Croda, afirma que essa cepa parece, sim, ser mais transmissível e é identificada no Brasil em um momento em que Mato Grosso do Sul e outros Estados vivem uma alta de hospitalizações por Covid-19. 

"A cobertura de dose de Covid-19 no público com maior risco para hospitalização e óbito está baixa em todos os estados. O idoso tem que tomar 2 doses por ano", lembra o infectologista. 

No começo de outubro os boletins epidemiológicos de Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde (SES) já alertavam esse aumento de mortes por Covid, sendo 30 pessoas vítimadas pelo vírus no intervalo de pouco mais de um mês, cerca de cinco semanas. 

Entre 19 de setembro e 03 de outubro, 12 mortes tinham sido registradas e 10 não tinham completado o esquema vacinal, sendo que uma das vítimas sequer tinha tomado alguma dose de vacina contra Covid-19. 

"O grupo de maior risco são idosos e imunossuprimidos. A gente tem uma circulação importante do vírus, mas quando a gente não tem uma dose de reforço nos grupos especiais nos últimos seis meses, você tem um risco maior de hospitalização em óbitos, e esse é o caso", complementa o Dr. Julio Croda. 

Há em Mato Grosso do Sul, segundo o médico, uma subnotificação que acontece também em todo o território nacional, já que não há testagem em massa ou nem mesmo diante de sintomas respiratórios. 

"A única maneira de a gente monitorar os casos de Covid são a hospitalização, que a gente monitora através do infogripe e os óbitos que está presente no nosso boletim do governo estadual, da Secretaria de Saúde... só as coisas graves, casos leves a gente não monitora, mas se está tendo muita hospitalização é porque está tendo muita circulação, principalmente em pessoas que são mais frágeis, têm maior risco de hospitalização e óbito". 

Por fim, o Dr. Julio Croda esclarece que, apesar de já estar de certa forma "apegado" no dialeto em relação à Covid, não existe mais esse conceito de "dose de reforço" ou número de doses (3ª; 4ª, etc.). Isso porque, o idoso nesse caso tem que ter anualmente duas doses de vacina contra Covid-19.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.