sábado, 25 de julho, 2026
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Uma mudança significativa na abordagem da saúde cardiovascular acaba de ser oficializada no Brasil. Pela primeira vez, a pressão arterial de 12 por 8, antes considerada o "padrão ouro" da normalidade passa a ser enquadrada como pré-hipertensão. A nova classificação, parte de uma diretriz conjunta de sociedades médicas brasileiras, representa uma virada de chave na forma como se pensa prevenção e controle da pressão arterial no país.
Tradicionalmente encarada como ideal, a pressão de 120/80 mmHg agora será vista com mais cautela. A nova faixa de pré-hipertensão inclui leituras entre 120 a 139 mmHg (sistólica) e/ou 80 a 89 mmHg (diastólica). Na prática, significa que milhões de brasileiros que antes estavam “na média” passarão a ser monitorados de perto.
Por telefone o Dr Fernando Fontoura de Coxim nos disse o seguinte: “O objetivo é identificar precocemente indivíduos com risco cardiovascular elevado, antes mesmo da instalação da hipertensão crônica. Mudanças no estilo de vida como alimentação equilibrada, redução do sal, prática de exercícios e controle do estresse passam a ser recomendadas já nessa fase intermediária. Outro ponto de impacto é a nova meta de controle da pressão arterial em pacientes hipertensos. O valor-alvo, que antes era de 140/90 mmHg, foi reduzido para abaixo de 130/80 mmHg. A mudança vale para todos os pacientes independentemente da idade, sexo ou comorbidades. Essa decisão reflete uma tendência internacional de endurecer critérios com base em evidências recentes que apontam para benefícios clínicos em manter níveis pressóricos mais baixos. A expectativa é que a medida contribua para reduzir eventos graves como infartos, AVCs e lesões renais ao longo do tempo. A nova diretriz não se limita a classificar números. Ela também incorpora um sistema de escore que estima o risco cardiovascular do paciente nos próximos 10 anos. Fatores como tabagismo, histórico familiar, colesterol, diabetes e sedentarismo serão levados em consideração, permitindo um plano de cuidado mais individualizado, finaliza Dr Fernando”
Além disso, a publicação traz capítulos inéditos voltados para contextos específicos como o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e as particularidades da saúde cardiovascular da mulher tradicionalmente negligenciada em diretrizes anteriores.
Na prática, a mudança exige adaptação tanto de profissionais de saúde quanto da população. Médicos deverão estar atentos a pacientes que antes passavam despercebidos em triagens e consultas de rotina. Já a população terá o desafio de compreender que “estar dentro da média” nem sempre significa estar saudável.
Apesar do novo enquadramento, os especialistas deixam claro: a reclassificação não significa que todos com pressão 12x8 precisarão de medicamentos. O tratamento continuará sendo individualizado, mas com vigilância e intervenções mais precoces.
Com a nova diretriz, o Brasil se alinha a movimentos internacionais que vêm redefinindo os limites da saúde cardiovascular. Mais do que mudar números, a proposta é ampliar a consciência coletiva de que cuidar do coração começa muito antes do diagnóstico formal de hipertensão.
Essa atualização deve provocar transformações importantes na educação em saúde, no acompanhamento clínico e até mesmo nas políticas públicas de prevenção.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.