quarta, 03 de junho, 2026
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A Prefeitura de Campo Grande definiu domingo (15) em reunião de emergência os procedimentos a serem adotados para a prevenção do coronavírus (Covid-19) no município. Entre eles, estão a suspensão das aulas a partir do dia 18 de março quarta-feira (18) e a aglomeração em eventos artísticos e culturais.
Um decreto embasado nas diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) será publicado nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial.
Entre as determinações previstas no decreto está a suspensão das aulas em toda a Rede Municipal de Educação, o que incluí escolas de ensino fundamental e infantil. A medida deve entrar em vigor somente a partir do dia 18 de março com prazo de vigência de 15 dias, podendo ser prorrogada caso haja determinação das autoridades em saúde do município.
Os eventos de massa (grandes eventos) – governamentais, esportivos, artísticos, culturais, políticos, científicos, comerciais e religiosos e outros com concentração acima de 100 pessoas também devem ser suspensos ou adiados. A exceção é para eventos que possam ocorrer sem a presença de público, como campeonato de futebol, mas estes só poderão ser realizados com portões fechados impreterivelmente, sob pena de penalidade cível e criminal.
O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, destaca que as medidas são necessárias para evitar a disseminação da doença, mas ele reforça que o município está preparado e todas as medidas necessárias já foram estabelecidas.
“Não há motivo para pânico. Campo Grande possuí uma estrutura de saúde robusta, com dez unidades de urgência e 71 unidades básicas de saúde, que está preparada para enfrentar essa doença. Além disso, estamos reforçando a disponibilização de leitos junto a rede hospitalar conveniada para conseguir atender o eventual aumento de casos graves. Estamos agindo antecipadamente a fim de resguardar a saúde de nossa população, portanto tais medidas são necessárias”, disse.
Na última semana houve anúncio da disponibilização de mais de 100 leitos de retaguarda para casos de dengue e Covid-19 junto ao Hospital do Pênfigo e o Hospital Regional Rosa Pedrossian, através de uma parceria com o Governo do Estado. Outras alternativas estão sendo estudadas para ampliar a disponibilização de leitos, caso haja necessidade.
Outros detalhes sobre o decreto devem ser anunciados amanhã a partir da publicação no Diário Oficial do Município.
Recomendação sobre atendimento
Uma das recomendações é para que os pacientes que estiverem apresentando sintomas respiratórios procurem preferencialmente uma unidade básica e de saúde da família, ao invés de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), para evitar ficar exposto a outras doenças.
O secretário reforça que estas unidades estão aptas a atender os pacientes, inclusive para fazer um primeiro diagnostico da doença.
“É importante reforçar que neste momento, a orientação é para que o paciente só procure a unidade de saúde se realmente tiverem apresentado um quadro moderado, não havendo necessidade de buscar esse atendimento caso não haja esses sintomas mais definidos”, pondera.
Ele destaca ainda que quem tiver com sintomas respiratórios deve evitar sair de casa, utilizar ônibus, ir para a escola e até mesmo trabalhar até que os sintomas diminuam.
“Essa recomendação é voltada principalmente para a população acima de 60 anos que está mais suscetível a doença, por eventualmente já apresentar um outro quadro de debilidade, como problema cardiáco, hipertensão, entre outros fatores. Por isso os idosos devem evitar locais com aglomeração de pessoas e preferencialmente ficar em casa”, disse.
Materiais e insumos
Na segunda-feira está prevista uma reunião com representantes do Ministério Público Estadual (MPE) para discutir a situação dos materiais e insumos da rede municipal de saúde. Uma das preocupações é de que os materiais comecem a faltar, diante da alta demanda e contingenciamento feito pela indústria.
O município, inclusive, enfrenta uma dificuldade para obtenção de máscaras, diante do pedido de realinhamento de preço feito pela empresa responsável por fornecer o material. Até então, uma caixa com 50 pares de luvas máscaras era adquirida por R$3,99 e atualmente a empresa quer receber R$126 pelo mesmo produto.
Casos confirmados
No sábado (14) foram confirmados os dois primeiros casos de coronavírus no município de Campo Grande. O primeiro caso é de um homem de 31 anos que esteve a trabalho em Londres, na Inglaterra, entre os dia 04 e 09 de março.
O paciente procurou atendimento na UPA Coronel Antonino onde foi feita a coleta do material no dia 12 de março, com resultado positivo no dia 14 de março.
Foram realizadas orientações sobre as medidas de isolamento domiciliar ao paciente e recomendação, caso necessário, de busca por atendimento médico.
O segundo caso é de uma mulher de 23 anos que possui histórico de contato recente com paciente com caso confirmado de Covid-19. A contaminação teria ocorrido durante viagem ao Rio de Janeiro (RJ) durante os dias 06 e 08 de março. Até o momento a paciente não apresenta nenhum sintoma da doença.
Medidas de prevenção
Desde o mês passado a Sesau vem intensificando as medidas de prevenção e contenção da doença, através da implementação de um Plano de Contigência Municipal do Covid-19 e definição de protocolos e notas técnicas com orientações para os profissionais.
Foi instituído ainda um serviço de teleinfectologia onde, inicialmente, os profissionais médicos da rede poderão tirar dúvidas com especialistas (infectologistas) sobre casos suspeitos de coronavírus, dengue, entre outras doenças infecto-parasitárias, auxiliando assim na melhoria e qualificando o atendimento prestado à população.
Principais recomendações para evitar a doença.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.