quinta, 04 de junho, 2026
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Vanessa Recalde Belisário, de 32, morreu de Covid-19 na manhã desta quinta-feira (25), no Hospital da Vida, em Dourados. Ela é a 61ª vítima do coronavírus em Mato grosso do Sul, 16ª na maior cidade do interior do estado.
Embora tenha confirmação da SES (Secretaria Estadual de Saude), a morte ainda não faz parte das estatísticas oficiais de MS.
A reportagem do Jornal Midiamax apurou que as circunstâncias de contaminação da paciente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades sanitárias, uma vez que ela foi internada no Hospital da Vida no dia 25 de maio, em decorrência de um acidente de transito, quando bateu a motocicleta que conduzia.
Já no hospital, Vanessa passou a apresentar os sintomas do coronavírus. O primeiro exame deu negativo, mas em seguida, uma nova testagem deu positivo e ela acabou internada no dia 14 de junho na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Reclamações sobre gestão
Na semana passada o Jornal Midiamax publicou matéria sobre denúncias de má gestão da unidade hospitalar, com relatos de servidores infectados pela doença e também de situação de risco de contaminações.
A reportagem também apurou na ocasião, que uma dessas pacientes, que estava internada na área amarela em decorrência de um acidente de trânsito, não tinha o coronavírus e acabou pegando de um caso que havia sido diagnosticado com a doença.
Com a cruzamento das informações sobre o óbito desta quinta-feira (25) e ouvindo novamente a fonte, a vítima é o mesmo caso relatado na matéria.
Há também denúncias que um outro paciente, que também sofreu acidente, acabou sendo colocado em uma área vermelha em que um enfermeiro que trabalha no setor testou positivo para a covid-19 e está em isolamento.
Na unidade hospitalar também há denúncias de que os servidores, principalmente enfermeiros e técnicos, estão trabalhando com EPIs (Equipamento de Segurança Individual). As máscaras, por exemplo, além de qualidade inferior, não são recomendadas para o tipo de função que desempenham.
“Eles não querem que ninguém abra a boca, mas verdade é o hospital está correndo risco de contaminação geral. É uma situação que chega a ser revoltante”, disse uma dessas fontes. Além disso, há denúncias de pacientes que chegam com um tipo de diagnóstico e acabam sendo contaminadas pelo coronavírus dentro do próprio hospital.
Na época a secretária municipal de Saúde de Dourados, Berenice Machado de Souza foi procurada pela reportagem para falar a respeito das denúncias e dos procedimentos que serão adotados em relação ao Hospital da Vida, mas não não se manifestou.
Outros óbitos
Nesta quinta-feira já haviam sido foram confirmados outros dois óbitos pela doença antes. A 59ª vítima era um homem, de 66 anos, morador de Dourados. Diagnóstico positivo para coronavírus través de teste rápido e estava internado no Hospital Evangélico, vindo a falecer na noite de 24 de junho.
Já a 60ª vítima trata-se de uma idosa de 73 anos, residente de Fátima do Sul, que faleceu em Dourados. Segundo a SES, a idosa tinha Doença Renal Crônica, diabetes e hipertensão. Ela foi internada em 15 de junho, no Hospital da SIAS, em Fátima do Sul, mas precisou ser transferida no último dia 20 para Dourados. Ela faleceu também na noite do dia 24, na UTI do Hospital da Vida.
Distribuição das mortes por coronavírus das cidades de MS:
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.