quinta, 04 de junho, 2026
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Nas últimas 24 horas, sete notificações para o novo coronavírus (COVID-19) foram registradas em Mato Grosso do Sul, sendo uma em Ponta Porã e seis em Campo Grande. A informação foi divulgada ontem (27) em nota publicada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde).
Conforme a nota, os casos foram considerados suspeitos de acordo com a classificação do Ministério da Saúde, que já havia confirmado um caso em São Paulo nesta semana. Dos 7 casos, dois foram descartados porque deram negativo em exame inicial para influenza e outros cinco estão sendo analisados por laboratório paulista.
“A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul também investiga outros quatro casos de pacientes em Campo Grande que se enquadram na definição de suspeita de coronavírus. As amostras deram resultado negativo no Lacen e foram encaminhadas para o laboratório em São Paulo para análise”, disse a secretaria. O quinto caso ainda em investigação é o do jovem que mora em Ponta Porã e teve primeiro exame negativo para influenza.
Novos exames serão realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo e devem demorar até uma semanada para ficarem prontos. Ainda conforme a nota da SES, dois pacientes que estavam com a suspeita passaram por exames, mas os primeiros testes deram como positivo para Influenza A, descartando, inicialmente, infecção pelo coronavírus.
Em boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde de quinta-feira (27), após a informação publicada pela SES, já constavam dois casos suspeitos em investigação no Mato Grosso do Sul. Conforme equipe de monitoramento do ministério, os parâmetros para casos serem considerados suspeitos englobam uma série de fatores. Ao todo, no Brasil, há 213 notificações em análise e 132 casos suspeitos até esta tarde.
Primeiro teste negativo
Internado no Hospital Regional de Ponta Porã desde segunda-feira (24), o jovem de 24 anos que apresentava sintomas do CoVid 19, o novo Coronavírus, teve seu 1° exame comprobatório negativo para Influenza e outros vírus. As amostras foram encaminhadas para o Instituto Adolf Lutz, em São Paulo, para teste final. O rapaz, morador de Ponta Porã, havia viajado para a Ásia, onde a doença está em surto desde o começo do ano.
Na quarta-feira (26), a SES disse em coletiva de imprensa que o rapaz informou que viajou para a Tailândia no dia 10 de fevereiro, onde fez escala na Alemanha. Na volta, no dia 24, também fez uma conexão no país europeu. Em solo brasileiro, o rapaz desembarcou em São Paulo e foi recebido por familiares. No retorno para MS, ele não especificou se parou em alguma cidade.
Na segunda-feira (24) o jovem começou a apresentar sintomas de gripe, como coriza, febre e dor de garganta. Os mesmos sintomas do CoVid 19, o novo Coronavírus. O rapaz passou por exames e as amostras foram encaminhadas para o Lacen (Laboratório Central) em Campo Grande.
Confira a nota da SES na íntegra:
“A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) informa que nas últimas 24 horas registrou sete notificações de casos suspeitos novo coronavírus (COVID-19) em Mato Grosso do Sul, sendo uma em Ponta Porã e seis em campo Grande.
Os casos foram considerados suspeitos de acordo com a classificação do Ministério da Saúde.
Na quinta-feira (27.2) saiu o resultado do exame feito pelo Lacen do paciente de 24 anos, com possível caso suspeito para o novo coronavírus em Ponta Porã. Os exames deram negativo para oito tipos de vírus respiratórios pesquisados pelo Lacen. Foi enviada amostra para Instituto Adolfo Lutz (IAL) em São Paulo para serem pesquisados outros tipos de vírus respiratórios. O resultado deve sair na próxima semana.
A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul também investiga outros quatro casos de pacientes em campo Grande que se enquadram na definição de suspeita de coronavírus. As amostras deram resultado negativo no Lacen e foram encaminhadas para o laboratório em São Paulo para analise.
Dois pacientes foram identificados pelo Lacen como influenza A e foram descartados como suspeitos.
Desde janeiro, a SES tem tomado diversas medidas de prevenção e monitoramento do novo coronavírus. Foi criado o Centro de Operações de Emergência (COE/MS) com o objetivo de auxiliar na definição de diretrizes estaduais para vigilância, prevenção e controle, bem como o acompanhamento e avaliação das ações desenvolvidas pelo Governo do Estado.
Também foi elaborada nota técnica sobre as ações a serem adotadas em caso de surgimento de pessoas com os sintomas da doença e de como proceder com a coleta de amostras para exames. A nota já foi enviada aos profissionais de saúde dos 79 municípios e também a todos os serviços de saúde públicos e privados.
A SES também realizou reuniões nos municípios de Corumbá e Ponta Porã para prestar cooperação técnica na construção do fluxo de vigilância e atendimento de possíveis casos suspeitos na região de fronteira”.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.