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Saúde
O Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ abriu propostas aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, para adesão a dois tipos de novos procedimentos cirúrgicos eletivos
27 de novembro de 2023
Rodson Lima, SES
O Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ abriu propostas aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, para adesão a dois tipos de novos procedimentos cirúrgicos eletivos: para atendimento à pacientes com fissura labiopalatina e procedimento para aplicação de espuma em varizes. A Resolução publicada no Diário Oficial do Estado apresenta o valor disponível de R$ 3.207.600,00 de recursos federais com previsão de execução do projeto entre os meses de novembro de 2023 a abril de 2024.
O atendimento a pacientes com fissura labiopalatina se torna uma novidade no Estado, considerando que quem precisa deste serviço, antes era encaminhado de forma ambulatorial de Campo Grande (MS) à cidade de Bauru, interior do Estado de São Paulo, para a realização de cirurgia. O que dentro do projeto ‘MS Saúde’ não será mais preciso com a realização do procedimento na Capital.
Para a superintendente de Gestão Estratégica e coordenadora do Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ da SES-MS, Maria Angélica Benetasso. “Dentro do levantamento prévio realizado para a execução desta especialidade, nós identificamos 294 pacientes fissurados que estão prontos para serem operados no Estado”.
O tratamento completo para esta anomalia de acometimento craniofacial é multidisciplinar onde requer equipe de profissionais especializados nas áreas de enfermagem, fonoaudiologia, odontopediatria, ortodontia, otorrinolaringologia, pediatria, neuropediatria, psicologia e serviço social, sendo o tratamento oferecido para todas as faixas etárias visando à integração, reabilitação e inserção na vida social e comunitária. A iniciativa tem o apoio da Funcraf (Fundação para o Estudo das Deformidades Craniofaciais).
“Nós estamos muito felizes com esta notícia. É muito importante para os familiares e para a Funcraf esta ação uma vez que estávamos enfrentando dificuldades para a realização destas cirurgias. Hoje, nós temos uma grande demanda de pacientes que estão no aguardo destas cirurgias no Estado. E temos certeza que com a publicação desta resolução, muitas mães ficarão felizes com a inclusão destas cirurgias no projeto da Secretaria de Estado de Saúde. É o Estado olhando para nossa demanda e ajudando tanto a quem necessita destas cirurgias”, diz Anna Claudia Jorge Amaral, responsável técnica pelo Departamento de Fissura Labiopalatina da Funcraf, em Campo Grande.
“Os recursos estão disponibilizados pela União e organizado para a execução das cirurgias. Mas antes precisamos que os municípios assim como os estabelecimentos de saúde façam a adesão ao projeto do ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’”, ressalta Maria Angélica.
Adesão
A resolução destaca que a adesão juntamente com a proposta contendo a estimativa com a quantidade de procedimentos a serem executados/mês deverão ser encaminhadas à SES/MS pelo email: [email protected] para aprovação. O período para que os municípios e os estabelecimentos de saúde contratualizados/contratados pelo SUS têm para aderir a nova proposta será de cinco dias úteis, a contar da data desta publicação realizada em Diário Oficial.
Assim, dentro da nova proposta da especialidade de cirurgia das vias áreas superiores, da face, da cabeça e do pescoço estão inclusas 59 tipos de procedimentos, sendo labioplastia em paciente com anomalia crânio e bucomamaxilofacial, septoplastia em paciente com anomalia crânio e bucomaxilofacial, reconstrução total de lábio em paciente com anomalia crânio e bucomaxilofacial, dentre outros.
Já para a cirurgia do aparelho circulatório, com o procedimento de aplicação de espuma em varizes, estão dois tipos de procedimento sendo o tratamento esclerosante não estético de varizes dos membros inferiores (unilateral) e tratamento esclerosante não estético de varizes dos membros inferiores (bilateral).
“Os recursos para estes novos procedimentos estão disponibilizados pela união e organizado para a execução das cirurgias. Mas antes, precisamos que os municípios assim como os estabelecimentos de saúde façam a adesão ao projeto do ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’, diz a superintendente de Gestão Estratégica e coordenadora do Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ da SES-MS, Maria Angélica Benetasso.
MS Saúde
O projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’ ocorre em 33 municípios que já iniciaram procedimentos para reduzir filas no Estado. Diversos procedimentos cirúrgicos foram realizados nas especialidades de cirurgia geral, oftalmológica, vascular, ortopédica, otorrinolaringologia, urológica e ginecológica.
Para o Ano I do projeto MS Saúde, 38 estabelecimentos de saúde de 33 municípios fizeram a adesão ao programa para a realização de cirurgias eletivas. E mais 34 estabelecimentos de saúde de 19 municípios fizeram a adesão para a realização de exames de diagnóstico. Com recurso federal, há 22 estabelecimentos de saúde de 20 municípios que estão credenciados para a realização de cirurgias eletivas na especialidade de oftalmologia.
O projeto prevê que prefeituras e estabelecimentos de saúde estabeleçam convênios que vão garantir a realização de 15 mil cirurgias eletivas em diversas especialidades.
Também estão previstas a realização de 42,5 mil exames diagnósticos como ressonância magnética com contraste, ressonância magnética (sedação), tomografia computadorizada, endoscopia, densitometria, colonoscopia, holter 24 horas, cintilografia, entre outros.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.