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Expedição cirúrgiga

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Médicos da USP avaliam pacientes para Expedição Cirúrgica em Coxim

No total serão mais de 100 cirurgias que vão praticamente zerar a fila de espera por procedimentos cirúrgicos das especialidades ginecológica e gastrointestinais do Hospital Regional Álvaro Fontoura.

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3 de maio de 2018

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Fabio Pellegrini

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Equipe de médicos-professores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), integrantes da segunda edição da Expedição Cirúrgica, esteve no fim de semana em Coxim avaliando pacientes que foram pré-selecionados pela rede municipal de Saúde.  Os professores e estudantes da maior faculdade de Medicina da América Latina foram recebidos no sábado (28) pelo secretário municipal de Saúde, Franciel Oliveira e equipe, na Policlínica Lourdes Fontoura.  Foram realizados exames, consultas e triagem com aproximadamente 400 pacientes de vários municípios da região Norte de MS e principalmente de Coxim.   A parceria entre maior faculdade de Medicina da América Latina e a Prefeitura de Coxim vai praticamente zerar a fila de espera por procedimentos cirúrgicos das especialidades ginecológica e gastrointestinais do Hospital Regional Álvaro Fontoura. No total foram 176 indicações cirúrgicas.   Médicos elogiam  presteza da equipe da Prefeitura  A médica Livia Myung, membro da Expedição, fala da presteza que a equipe da Secretaria Municipal de Saúde tem oferecido: “Encontramos uma equipe super organizada, de extrema eficiência na seleção de pacientes para as cirurgias. Estamos muito satisfeitos pois temos bastante pacientes para as cirurgias que devem ocorrer na primeira semana de julho. Agradecemos ao prefeito, ao secretária de Saúde e a toda equipe do Hospital Regional”.  “Chegaremos no dia 30 de junho e iniciaremos a preparação do centro cirúrgico, da equipe de enfermagem e colaboradores. Começaremos as cirurgias no domingo, teremos quatro dias de cirurgias que vão iniciar às quatro da madrugada ate as onze da noite, ininterruptamente. E na sequência faremos todos os acompanhamentos pós-operatórios, para que todos os pacientes possam ir para casa com segurança”, esclarece a médica.   Serão cerca de 60 pessoas entre médicos, representantes de empresas que estão doando materiais que serão utilizados nas cirurgias. Os procedimentos cirúrgicos das especialidades gastro-intestinal e ginecológica são minimamente invasivas, com pequenos cortes, realizadas com equipamentos de última geração. Dessa forma, a recuperação dos pacientes é mais segura e rápida. São cirurgias de alto custo mas que não terão custo para a população, tampouco para a prefeitura de Coxim.  “De todas as cidades que estivemos do Brasil, Coxim é a cidade que mais nos ofereceu condições para que isso ocorra. Recebemos apoio incondicional da cidade, das autoridades, o Hospital Regional é extremamente equipado com as condições de segurança necessária para os pacientes e para os médicos trabalharem. Estamos muito satisfeitos com essa parceria e esperamos poder voltar mais vezes.  

Pacientes elogiam atendimento  Vilcinete Gomes, estava acompanhando a mãe dela, que vai fazer cirurgias de hérnia e vesícula, elogiou o atendimento: “Desde a pré-consulta, passamos pelo médico, fizemos exames de eletro, de ultrassom, conversamos com o anestesista e retornamos ao médico. Foi excelente”.  Outro paciente, Fabio Ferreira, falou sobre o atendimento: “Desde o encaminhamento do posto de saúde para os médicos que vão me atender aqui foi muito bom,  o acompanhamento, o tratamento, os exames, já estou sendo encaminhado para a cirurgia. Minha avaliação é ótima”.  

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.