sábado, 25 de julho, 2026
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O Profissão Repórter da última terça-feira (18) abordou o uso crescente de medicamentos para disfunção erétil. Disponíveis nas farmácias sem a necessidade de apresentação de receita, os medicamentos que contêm a substância tadalafila estão entre os mais vendidos do país. Foram mais de 43 milhões de unidades comercializadas em 2023.
“Chama a atenção tanto dos homens, quanto das mulheres. Falam: ‘ah, esse aí que é o famoso’? A maior parte procura por ereção e na academia eles usam como dilatador”, conta Robson Rizzo, funcionário de farmácia.
À reportagem, um frequentador de academia revelou que utiliza o medicamento para melhorar desempenho tanto sexual quanto físico.
“Uso 5 mg por dia. Às vezes, paro por um ou dois meses, faço o desmame e volto. O desempenho nos treinos melhora bastante”, afirma.
Prescrição médica para exercícios?
A reportagem conversou com médicos que prescrevem tadalafila para a prática de exercícios.
“Eu prescrevo tanto para homem quanto para mulher. O que se sabe é que o próprio uso da medicação vai relaxar seu musculo liso e vai aumentar a dilatação. Mas tem que fazer exame médico, tem que ser prescrito pelo médico antes de fazer qualquer tipo de introdução do medicamento“, diz o médico Ahmad Saleh.
O Conselho Regional de Medicina, no entanto, alerta para os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos.
“Se houver documentação que ele prescreve só para fazer exercícios, esse colega está incorrendo em falha ética, o que é passível de punição e não está seguindo nenhum protocolo, nenhuma norma de boas práticas médicas que demonstre que ele está fazendo o melhor pelo paciente dele”, afirma Joaquim Francisco de Almeida, coordenador da Câmara Técnica de Urologia do CREM.
Febre entre os jovens
Em bares de São Paulo, a reportagem conheceu jovens na faixa dos 20 anos que saem de casa com os comprimidos de medicamentos para disfunção erétil na carteira.
"Nunca sabe quando vai precisar, sempre tem que andar prevenido, né? Às vezes, tem umas batalhas difíceis para encarar. Eu sinto o coração meio acelerado às vezes, quando eu tomo. Para as mulheres, eu nem falo nada, não pode nem saber, agora, para os caras, na resenha, todo mundo já toma, já é normal hoje em dia", relata um jovem de 23 anos.
"Tenho 25, novão, mas a diversão está aqui, um golezinho no uísque e já era", relata outro.
Médicos alertam para os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos.
"O paciente de qualquer idade, jovem, adulto ou mesmo um senhor de idade, que não tem nenhum tipo de disfunção erétil, a droga é absolutamente contraindicada", explica Joaquim Francisco de Almeida, coordenador da Câmara Técnica de Urologia do CREM.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.