sábado, 25 de julho, 2026
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Mato Grosso do Sul está entre os estados brasileiros com os melhores índices de aleitamento materno exclusivo do país. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) de 2026 apontam que 64% das crianças menores de seis meses no Estado recebem exclusivamente leite materno, percentual acima da média nacional, de 57%.
O resultado coloca Mato Grosso do Sul com o 3º melhor desempenho do Brasil e reforça os avanços das políticas públicas voltadas à primeira infância, além do fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS), com ações permanentes de incentivo à amamentação, acompanhamento das gestantes e qualificação das equipes de saúde.
De acordo com a referência técnica em Aleitamento Materno e gerente da Rede de Bancos de Leite Humano da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Liliane Dias Tenório Rodrigues, o desempenho é resultado de um trabalho contínuo realizado em parceria com os municípios.
“Esse percentual demonstra o compromisso das equipes de saúde com o cuidado materno-infantil e o fortalecimento das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Mato Grosso do Sul vem consolidando uma rede de cuidado que começa no pré-natal e segue nos primeiros anos de vida da criança”, destacou Liliane.
Entre as estratégias adotadas no Estado estão a ampliação das ações da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, capacitações para profissionais da saúde e o fortalecimento do acompanhamento às mães durante o pré-natal e o pós-parto.
As unidades de saúde desempenham papel fundamental nesse processo, orientando sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e apoiando as famílias diante das dificuldades que podem surgir durante a amamentação.
Além dos benefícios nutricionais, o leite materno contribui para o fortalecimento da imunidade, prevenção de doenças e desenvolvimento saudável das crianças.
Durante o mês de conscientização sobre a doação de leite humano, a SES também reforça a importância das doadoras para o atendimento de recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados em unidades neonatais.
A Rede de Bancos de Leite Humano do Estado atua na coleta, processamento e distribuição do leite doado, garantindo suporte essencial para bebês que necessitam desse cuidado especializado.
“A doação de leite humano é um gesto de solidariedade que faz diferença na recuperação e no desenvolvimento de muitos recém-nascidos. Cada doação pode ajudar a salvar vidas”, ressaltou Liliane.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.