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Mato Grosso do Sul registra dois novos casos de HIV por dia

Em 2016, foram 682 casos de infecção e de pessoas que desenvolveram a doença

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27 de novembro de 2017

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Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul registra aproximadamente dois novos casos de Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids, sigla em inglês). por dia. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que em 2016 - dados deste ano ainda não estão disponíveis - foram 682 novos casos de infecção (436 adultos e oito crianças) e de pessoas que desenvolveram a doença (246 e 49 crianças). 

Novo levantamento do Ministério da Saúde indica que, desde 2012, o número de pessoas diagnosticadas com a doença aumentou 18% e o acesso ao tratamento 15% no Brasil. Também se observou redução da circulação do vírus no sangue dos tratados, indicando sucesso dos medicamentos ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Aumento no diagnóstico entre as pessoas que vivem com HIV e no número de pessoas em tratamento são os destaques do Relatório de Monitoramento Clínico do HIV lançado na quinta-feira (23) pelo Ministério da Saúde. O documento demonstra o avanço no alcance de metas no período de 2012 a 2016. De acordo com o documento, estima-se que em 2016, aproximadamente 830 mil pessoas vivem com HIV no País, dessas 694 mil (84%) diagnosticadas; 655 mil (79%) vinculadas a algum serviço de saúde; e 563 mil (68%) retidas nos serviços.

A proporção de pessoas vivendo com HIV diagnosticadas (1ª meta) aumentou em 18%, passando de 71% em 2012, para 84% em 2016. Ainda com relação aos resultados das metas no país, houve um aumento de 15% na proporção de PVHIV diagnosticadas que estavam em tratamento (de 62% em 2012 para 72% em 2016). Nos primeiros seis meses de 2017, o relatório aponta que quase 35 mil pessoas iniciaram terapia antirretroviral (TARV). Na terceira meta, das pessoas em tratamento antirretroviral, há pelo menos seis meses em 2016, 91% atingiram supressão viral. Essa proporção é 6% acima da observada em 2012 (85%) e aponta que o país ultrapassou a meta estabelecida.

Lançado pelo segundo ano seguido, o documento Relatório de Monitoramento Clínico do HIV, reúne e analisa as informações dos principais indicadores de monitoramento clínico, atualizados até 30 de junho de 2017. O relatório avalia as metas 90-90-90: 90% das pessoas vivendo com HIV (PVHIV) diagnosticadas; 90% das PVHIV diagnosticadas em terapia antirretroviral (Tarv); e 90% das PVHIV diagnosticadas em TARV (terapia antirretroviral - com supressão viral, até o ano de 2020) para o Brasil, entre 2012 e 2016. As metas foram instituídas, em 2014, pelo Programa das Nações Unidas para Aids (UNAIDS).

Outro dado do relatório aponta que, de todos os indivíduos infectados pelo HIV, observa-se cobertura antirretroviral de 60% e supressão viral de 54% (com carga viral abaixo de 1.000 cópias/mL). Isso é excelente porque quanto menor a carga viral, menor a possibilidade de transmissão do vírus e indica sucesso no tratamento da pessoa vivendo com HIV.

O Brasil foi o primeiro país da América Latina a incorporar, a partir de janeiro de 2017, o medicamento Dolutegravir que é considerado atualmente o melhor medicamento para tratamento do HIV. Dados mais atuais, até 31 de outubro 2017, revelam que 68 mil PVHIV já estão em uso de Dolutegravir no país.

Desafio

A maior vulnerabilidade entre os jovens fica evidente nos resultados apresentados no Relatório. Na análise das metas 90-90-90 estimou-se que apenas 56% das PVHIV de 18 a 24 anos diagnosticadas estavam em TARV, e desses, menos da metade apresentavam supressão viral (Carga Viral menor que 200 cópias/mL).

O financiamento de toda a terapia antirretroviral distribuída pelo SUS no Brasil, garantida sua sustentabilidade por lei, é feito com recursos exclusivamente nacionais. Em 2017 foi investido R$ 1,1 bilhão para aquisição de 37 apresentações 

Saúde

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

  As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

4 de junho de 2026

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

 

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As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.

A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.

Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.

A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.

A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.

Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.