quinta, 04 de junho, 2026
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Até o momento, em 2025, Mato Grosso do Sul (MS) contabilizou 73 mortes devido à influenza, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). O número, que preocupa as autoridades sanitárias, reflete o impacto contínuo da doença na população, especialmente entre grupos vulneráveis como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades.
Este ano, a circulação do vírus influenza tem sido mais intensa do que o esperado, com surtos registrados em diversas regiões do estado. A campanha de vacinação, que ocorre anualmente, tem como objetivo reduzir os casos graves e mortes, mas a adesão à imunização ainda não alcançou os índices ideais em algumas áreas, o que pode ter contribuído para o aumento no número de óbitos.
A estação mais fria do ano, que geralmente ocorre entre os meses de maio e agosto, é o período crítico da doença, quando os casos de influenza costumam aumentar. Contudo, a presença de novos subtipos virais, ainda em monitoramento, também pode ter gerado uma maior carga sobre o sistema de saúde, especialmente nas unidades de atendimento de urgência e emergência.
A influenza é uma infecção respiratória aguda que pode causar complicações graves, como pneumonia viral ou bacteriana, insuficiência respiratória e agravamento de condições preexistentes, como doenças cardíacas e respiratórias. Em 2025, a maioria das mortes no estado foi registrada entre pessoas que faziam parte dos grupos de risco, que incluem:
Idosos com 60 anos ou mais.
Crianças menores de 5 anos.
Gestantes.
Pessoas com doenças crônicas como diabetes, hipertensão, doenças pulmonares e cardíacas.
Para mitigar os impactos da doença, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul reforçou as campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação contra a influenza, além de orientar a população sobre os cuidados básicos, como higiene das mãos e uso de máscaras em ambientes fechados, especialmente durante surtos. A vacinação segue sendo a principal medida preventiva, mas o governo também intensificou as ações de monitoramento epidemiológico e de tratamento precoce nos hospitais e unidades de saúde.
O sistema de saúde de MS tem se esforçado para responder ao aumento de casos, com leitos de terapia intensiva (UTI) dedicados a pacientes com formas graves da doença. Contudo, o aumento no número de casos tem colocado uma pressão extra sobre os hospitais de Coxim e unidades de saúde.
A SES destaca que a colaboração da população é essencial para controlar a disseminação da doença, destacando a importância de procurar atendimento médico imediatamente em caso de sintomas graves, como falta de ar, dor no peito e febre persistente.
Com a chegada do inverno, os especialistas temem um aumento ainda maior no número de casos e mortes por influenza no estado. As autoridades de saúde de MS continuam monitorando de perto a evolução da doença e alertam sobre a importância de manter as medidas preventivas, além de garantir que as vacinas estejam acessíveis para todos os grupos de risco.
O registro de 73 mortes por influenza em Mato Grosso do Sul até agora em 2025 serve como um alerta para a necessidade de reforçar as campanhas de prevenção e vacinação, além de garantir a agilidade no diagnóstico e tratamento dos casos graves. A colaboração entre autoridades de saúde e a população será fundamental para reduzir o impacto da doença e salvar vidas, especialmente em um período de desafios no controle de surtos.
Portanto, o momento é de atenção e cuidados diários, Mato Grosso do Sul está em alerta e Coxim também, caso apresente algum sintoma procure imediatamente uma unidade de saúde ou hospital.
Saúde
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...
4 de junho de 2026
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.
A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.
Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.
A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.
A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.
Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.