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Mato Grosso do Sul Registra 73 Mortes por Influenza em 2025

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5 de maio de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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Até o momento, em 2025, Mato Grosso do Sul (MS) contabilizou 73 mortes devido à influenza, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). O número, que preocupa as autoridades sanitárias, reflete o impacto contínuo da doença na população, especialmente entre grupos vulneráveis como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades.

Este ano, a circulação do vírus influenza tem sido mais intensa do que o esperado, com surtos registrados em diversas regiões do estado. A campanha de vacinação, que ocorre anualmente, tem como objetivo reduzir os casos graves e mortes, mas a adesão à imunização ainda não alcançou os índices ideais em algumas áreas, o que pode ter contribuído para o aumento no número de óbitos.

A estação mais fria do ano, que geralmente ocorre entre os meses de maio e agosto, é o período crítico da doença, quando os casos de influenza costumam aumentar. Contudo, a presença de novos subtipos virais, ainda em monitoramento, também pode ter gerado uma maior carga sobre o sistema de saúde, especialmente nas unidades de atendimento de urgência e emergência.

A influenza é uma infecção respiratória aguda que pode causar complicações graves, como pneumonia viral ou bacteriana, insuficiência respiratória e agravamento de condições preexistentes, como doenças cardíacas e respiratórias. Em 2025, a maioria das mortes no estado foi registrada entre pessoas que faziam parte dos grupos de risco, que incluem:

Idosos com 60 anos ou mais.

Crianças menores de 5 anos.

Gestantes.

Pessoas com doenças crônicas como diabetes, hipertensão, doenças pulmonares e cardíacas.

Para mitigar os impactos da doença, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul reforçou as campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação contra a influenza, além de orientar a população sobre os cuidados básicos, como higiene das mãos e uso de máscaras em ambientes fechados, especialmente durante surtos. A vacinação segue sendo a principal medida preventiva, mas o governo também intensificou as ações de monitoramento epidemiológico e de tratamento precoce nos hospitais e unidades de saúde.

O sistema de saúde de MS tem se esforçado para responder ao aumento de casos, com leitos de terapia intensiva (UTI) dedicados a pacientes com formas graves da doença. Contudo, o aumento no número de casos tem colocado uma pressão extra sobre os hospitais de Coxim e unidades de saúde.

A SES destaca que a colaboração da população é essencial para controlar a disseminação da doença, destacando a importância de procurar atendimento médico imediatamente em caso de sintomas graves, como falta de ar, dor no peito e febre persistente.

Com a chegada do inverno, os especialistas temem um aumento ainda maior no número de casos e mortes por influenza no estado. As autoridades de saúde de MS continuam monitorando de perto a evolução da doença e alertam sobre a importância de manter as medidas preventivas, além de garantir que as vacinas estejam acessíveis para todos os grupos de risco.

O registro de 73 mortes por influenza em Mato Grosso do Sul até agora em 2025 serve como um alerta para a necessidade de reforçar as campanhas de prevenção e vacinação, além de garantir a agilidade no diagnóstico e tratamento dos casos graves. A colaboração entre autoridades de saúde e a população será fundamental para reduzir o impacto da doença e salvar vidas, especialmente em um período de desafios no controle de surtos.

Portanto, o momento é de atenção e cuidados diários, Mato Grosso do Sul está em alerta e Coxim também, caso apresente algum sintoma procure imediatamente uma unidade de saúde ou hospital.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.