quinta, 04 de junho, 2026
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O Governo do Estado recebe neste sábado (8.5) um novo lote de vacina a contra Covid-19 enviado pelo Ministério da Saúde. As vacinas chegam às 10h no Aeroporto Internacional de Campo Grande.
O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, destaca que as doses recebidas serão distribuídas para que os municípios possam realizar a aplicação da segunda dose do imunizante naquelas pessoas que estão aguardando para completar o esquema vacinal.
“Aguardamos com muita expectativa essa nova remessa da coronavac. O atraso na importação do insumo para fabricação da coronavac ocasionou na falta de vacinas para aplicar a segunda dose. Com a retomada dos envios, vamos conseguir imunizar a nossa população”, disse.
O 19º lote é composto por 13.300 doses da vacina da Coronavac. A remessa faz parte do carregamento de 1 milhão de doses entregue pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde nesta quinta-feira (6.5).
Com a chegada do novo carregamento de Coronavac, Mato Grosso do Sul soma 979.380 doses recebidas do imunizante. As doses que chegarão neste sábado serão exclusivamente para aplicação da segunda dose.
A previsão é que na segunda-feira (10.5), Mato Grosso do Sul receba mais um carregamento com 14.040 doses da vacina da Pfizer, que serão enviadas aos 79 municípios.
A orientação do Ministério da Saúde é que a população deve tomar a segunda dose da vacina covid-19 mesmo que a aplicação ocorra fora do prazo recomendado, para se completar o esquema vacinal para assegurar a proteção adequada contra a COVID-19.
A Secretaria de Estado de Saúde tem orientado os municípios a aplicar as doses mediantes as determinações do ministério da Saúde. Desde a 8ª remessa, o ministério da Saúde determinou que fosse utilizado a reserva de doses para D2 para aplicar a D1, uma vez que havia previsão do envio regular e crescente de doses da Coronavac e Oxford. Com a redução da produção da vacina coronavac, ocorreu a redução das remessas aos Estados.
Mato Grosso do Sul recebeu o primeiro lote com 158,7 mil doses da vacina Coronavac em 18 de janeiro. O segundo lote chegou ao Estado em 24 de janeiro com 22 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford. O terceiro lote chegou ao Estado em 25 de janeiro com 10,2 mil doses da vacina Coronavac produzida no Brasil. O quarto lote chegou em 07 de fevereiro com 32 mil doses vacina Coronavac produzida pelo Instituto Butantan.
O quinto lote chegou em 24 de fevereiro com 35.700 doses, sendo 22.500 dose da AstraZeneca/Oxford e 13.200 doses da Coronavac. O sexto lote chegou em 04 de março com 27,8 mil doses da vacina Coronavac. O sétimo lote chegou em 09 de março com 30.600 doses de Coronavac. O oitavo lote chegou em 17 de março com 54.600 doses da Coronavac. O nono lote chegou em 20 de março com 48.650 doses, sendo 47.400 da Coronavac e mais 1.250 AstraZeneca/Oxford.
O décimo lote chegou em 26 de março com 46,7 mil doses, composto por 38.800 doses da vacina Coronavac e 7.900 doses da vacina AstraZeneca. O 11º lote com 109,5 mil doses chegou em 01 de abril, composto por 101.000 doses da vacina Coronavac e 8.500 doses da vacina AstraZeneca. O 12º lote 53,6 mil doses chegou em 08 de abril, composto por 24.600 doses da vacina Coronavac e 29.000 doses da vacina AstraZeneca.
O 13º lote chegou no dia 15 de abril, com 77,9 mil doses da vacina contra Covid-19 sendo 31,4 mil doses da vacina Coronavac e 46,5 mil doses da vacina AstraZeneca. O 14º lote chegou em 22 de abril com 45,5 mil doses, sendo 35,5 mil da AstraZeneca/Oxford e mais 10 mil doses da Coronavac. O 15º lote chegou em 29 de abril com 66.950 doses, sendo 1.200 doses da vacina Coronavac e 65.750 doses da vacina AstraZeneca. O 16º lote chegou em 01 de maio com 5.600 doses da vacina Coronavac. O 17º lote chegou no dia 2 de maio, composto por 7.020 doses da vacina da Pfizer e 82.500 doses da vacina AstraZeneca. O 18º lote foi enviado em 06 de maio com 50.500 doses da vacina Astrazeneca.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.