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Saúde
A tecnologia utiliza os próprios mosquitos para espalhar o biolarvicida em criadouros de difícil acesso, aumentando a eficácia do controle vetorial e reduzindo a incidência da dengue.
17 de março de 2025
do idest
A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), em parceria com a Fiocruz e o Ministério da Saúde, dará início a um projeto-piloto inovador para controle do Aedes aegypti no município de Três Lagoas. A iniciativa prevê a instalação de estações disseminadoras de biolarvicida, tecnologia que utiliza os próprios mosquitos para espalhar o biolarvicida em criadouros de difícil acesso.
De acordo com Mauro Lúcio Rosário, coordenador estadual de controle de vetores, a estação disseminadora consiste em um pote transparente com tecido preto impregnado com o biolarvicida. Quando o mosquito pousa no recipiente, ele entra em contato com o produto e transporta as partículas para outros locais de reprodução do vetor. Dessa forma, reservatórios que não são identificados em visitas domiciliares também recebem o biolarvicida, eliminando as fases imaturas do inseto.

Reunião técnica para discutir a instalação de estações disseminadoras. Foto: Divulgação SES
"O mosquito tem a capacidade de levar o biolarvicida para recipientes em um raio de 150 a 300 metros. Isso potencializa o combate à dengue, pois conseguimos atingir criadouros que muitas vezes estão fora do alcance dos agentes de saúde", explicou Rosário. A proposta é que o projeto complemente as estratégias já existentes de controle vetorial, reforçando a importância da eliminação de criadouros.
O funcionamento da estação disseminadora segue um ciclo natural do Aedes aegypti. A fêmea do mosquito, ao buscar locais para depositar ovos, entra em contato com o larvicida e o transporta para outros recipientes. Como uma única fêmea pode colocar ovos em mais de 20 locais dentro de um raio de 300 metros, a tecnologia aumenta significativamente a cobertura do produto, tornando o controle mais eficaz.
Com o início das operações em Três Lagoas, a expectativa é de que, caso os resultados sejam positivos, o projeto seja expandido para outros municípios do estado. "Temos certeza de que essa será uma ferramenta essencial para melhorar o controle do mosquito e reduzir a incidência da dengue em Mato Grosso do Sul", adianta o coordenador.
“A implementação das estações disseminadoras de biolarvicida representa um avanço importante no combate à dengue. Essa tecnologia inovadora permite que o próprio mosquito espalhe o larvicida, atingindo criadouros de difícil acesso e ampliando significativamente a cobertura do controle vetorial. Espera-se uma experiência positiva, pois potencializa as ações já existentes no estado de Mato Grosso do Sul, pioneiro em muitas estratégias de combate as Arboviroses, reduzindo a população do Aedes aegypti de forma eficiente e sustentável", explica a enfermeira Especialista em Serviços de Saúde e técnica da Gerência de Doenças Endêmicas da Vigilância Epidemiológica Estadual da SES, Bianca Modafari Godoy.
"Além disso, ao eliminar as fases imaturas do mosquito, contribuímos para a diminuição da transmissão da doença. Destaca-se ainda experiência positivas da implementação nas cidades de Belo Horizonte e Recife, bem como pesquisas publicadas na Revista de Saúde Pública corroboram para a mesma efetividade. Com resultados promissores, essa estratégia tem grande potencial para ser expandida e beneficiar ainda mais municípios”, finaliza.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.