sábado, 25 de julho, 2026
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A promessa de emagrecimento rápido, impulsionada por redes sociais e pela busca do corpo ideal, voltou a acender um sinal vermelho no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição total da fabricação, importação, venda, divulgação e uso das chamadas “canetas do Paraguai”, que vinham sendo comercializadas de forma ilegal como solução milagrosa para perda de peso, essa febre das canetas e injeções milagrosas também chegaram em Coxim como em todo país.
Entre os produtos barrados estão as canetas à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além da retatrutida, de todas as marcas. Nenhum deles possui registro no órgão regulador brasileiro, o que significa que não há qualquer garantia de segurança, eficácia ou qualidade.
Apesar de amplamente divulgadas na internet, essas canetas nunca foram autorizadas para uso no país. Ainda assim, eram anunciadas como alternativas “mais potentes” às medicações legalizadas, muitas vezes sem prescrição médica, orientação profissional ou controle de procedência.
O resultado dessa combinação é perigoso: reações adversas graves, complicações metabólicas, problemas cardiovasculares e quadros clínicos severos já foram associados ao uso indiscriminado desses produtos. Em investigações em andamento e relatos de autoridades sanitárias, há registros de mortes após o uso dessas substâncias ilegais, o que reforça o nível de risco envolvido.
Outro ponto de preocupação é a retatrutida, substância que sequer está disponível oficialmente no mercado mundial. Ainda em fase experimental, ela não passou por todas as etapas necessárias para comprovar segurança em larga escala.
Isso significa que qualquer produto vendido com essa alegação não passa de uma aposta arriscada, sem controle de dosagem, composição ou efeitos colaterais. Na prática, o consumidor não sabe o que está aplicando no próprio corpo.
O crescimento dessas vendas ilegais escancara um problema maior: a banalização do uso de medicamentos potentes em nome da estética. Influenciadores, vendedores informais e perfis anônimos transformaram substâncias de alto risco em mercadoria comum, ignorando consequências que podem ser irreversíveis.
A decisão da Anvisa vale para qualquer pessoa física ou jurídica que produza, comercialize, divulgue ou utilize esses produtos, reforçando que a prática é ilegal e pode gerar punições severas.
O alerta é claro: nenhum resultado estético justifica colocar a saúde e a vida em risco. O emagrecimento seguro passa por acompanhamento médico, tratamentos regulamentados e informação responsável.
Diante de relatos de mortes, efeitos graves e da total falta de controle sanitário, a pergunta que fica é direta e necessária: a vaidade vale o preço da vida? Na dúvida procure um profissional e faça um acompanhamento responsável e sem riscos, sua vida vale muito, cuide-se!!!!!
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.