quinta, 04 de junho, 2026
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Das 5.937 mortes em decorrência da covid-19 em Mato Grosso do Sul, 17,4% dos pacientes (1.035) não tinham nenhuma comorbidade. É o que mostra os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), em boletim divulgado na quinta-feira (06). O levantamento define o perfil dos óbitos em função da doença no Estado.
Das mortes, os pacientes com uma comorbidade representam 32,3% (1.918), seguido por aqueles que relataram duas (comorbidades) com 28,8%, tendo já na sequência as pessoas que relataram não ter nenhuma doença, mas acabaram vítimas fatais do vírus, sendo inclusive um dos alertas das autoridades sobre a necessidade de adotar as medidas de prevenção.
Depois neste cenário aparecem as mortes com três comorbidades (15,5%), aqueles que apresentavam quatro doenças (5,1%), pacientes com cinco (0,8%) e até seis comorbidades (0,1%).
Já em relação ao perfil das mortes por comorbidade, as doenças cardiovasculares continuam sendo as mais preponderantes, com 45,3% (2.887) dos casos, seguida por diabetes (34,2%) e hipertensão arterial sistêmica (31%).
Em sequência aparece a obesidade (16,6%), doenças respiratórias crônicas (11,1%), renais crônicos (8%), imunodeficiência/imunodepressão (7,1%), tendo em sequência doença neurológica crônica (6,6%), doença hepática crônica (1,4%) e síndrome de down (0,2%).

Óbitos
As mortes por covid no Estado tiveram números recordes em abril, com 1.376 óbitos, superando março que até então era o mês com mais casos fatais (1.082). Neste começo de maio já foram registradas 117 mortes, sendo 40 apenas nas últimas 24 horas.
Os óbitos em função da covid começaram em março de 2020 com uma ocorrência, depois subiu em abril, com 8 casos, e continuou nesta ascensão ao longo do ano, com 11 em maio, 71 em junho e 321 (mortes) em julho. Já em agosto foram 489 (óbitos), caindo em setembro para 430. Já em outubro registrou 283 (mortes) e novembro chegou a 181, mas voltou a subir em dezembro (589).
Neste ano, em janeiro, foram 569 mortes no mês, caindo para 409 em fevereiro. Entretanto com a chegada das novas variantes do vírus ao Estado os números tiveram um crescimento exponencial, com 1.082 mortes em março, já que a doença se tornou mais contagiosa, com quadros mais graves.

Distribuição de vacinas em MS (Foto: Edemir Rodrigues)
Medidas
Além dos investimentos em hospitais, equipamentos e abertura de novos leitos, o governo do Estado tomou várias medidas para conter e combater a proliferação do vírus. Para isto foram realizadas campanhas de prevenção e decretos com restrições, seguindo as avaliações do programa Prosseguir.
Em outra frente, o governo estadual foi destaque nacional na distribuição célere das doses de vacinas assim chegavam ao Estado, com envio dos imunizantes aos 79 municípios em menos de 24 horas, para que cada prefeitura já iniciasse a vacinação.
Este trabalho ágil e efetivo levou Mato Grosso do Sul por semanas a liderar a vacinação no País, levando em conta o percentual da população vacinada. Atualmente o Estado já imunizou 20,42% da população com a primeira dose, estando na segunda posição no ranking nacional.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.