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´Junho Violeta´ conscientiza população sobre prevenção do Ceratocone

O Banco de Olhos da Santa Casa é o responsável no Mato Grosso do Sul pela captação, processamento, conservação e liberação do tecido ocular humano para realização do transplante de córneas.

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28 de junho de 2023

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(Kamilla Ratier, SES)

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O Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e CET/MS (Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul), aproveita a campanha ‘Junho Violeta’, criada para a prevenção do Ceratocone – doença oftalmológica –, para lembrar a população da importância da doação de um tecido essencial para a visão: a córnea.
A córnea é uma camada fina e transparente que cobre toda a frente do globo ocular. É totalmente transparente para que a luz, as imagens possam entrar e chegar no fundo do olho, onde ela é processada e mandada para o cérebro. Comparando o olho a um relógio, a córnea é como se fosse o vidro do relógio.
Conforme o diretor do Banco de Olhos da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, Marcos Rogério Mistro Piccinin, existe várias doenças que podem comprometer a córnea. “Algumas doenças podem deixar a córnea às vezes opaca, às vezes deformada e nessas situações pode ser necessário um transplante de córnea, trocar essa córnea, trocar essa camada do olho para que a pessoa volte a enxergar”, explica Piccinin.
A parte mais importante de todo esse caminho é a família do ente falecido se conscientizar de que ela pode doar a córnea e fazer com que pessoas que não estão enxergando, pessoas que estão vivendo de forma precária pela falta da visão, voltem a ter visão. Então o primeiro passo é a doação. 
O Banco de Olhos da Santa Casa é o responsável no Mato Grosso do Sul pela captação, processamento, conservação e liberação do tecido ocular humano para realização do transplante de córneas. Assim que a família doa as córneas, o banco de olhos é o responsável por todo o processo. Uma equipe médica especializada avalia o tecido ocular doado e são realizados exames de sorologia para verificar se o mesmo não possui qualquer infecção que possa ser transmitida através da córnea para o receptor, para a pessoa que vai receber a córnea. 
“Atualmente estamos em uma situação não confortável, está demorando de um a dois anos para conseguirmos uma córnea para fazer o transplante. Então é fundamental que as pessoas se conscientizem da necessidade de doarem as córneas dos pacientes, dos seus entes queridos que se foram, só dessa forma, através da doação que vamos conseguir novamente zerar a fila, não deixar paciente sofrendo por um, dois anos para conseguir uma córnea e dar uma qualidade de vida melhor a essas pessoas que estão passando tantas necessidades por não conseguir enxergar”, alerta o médico.
E foi em virtude das doações já realizadas que a gerente de Cadastro e Lotação da SES, Josiane Pereira Lima, teve a oportunidade de ter sua qualidade de vida renovada após três transplantes de córneas. Josiane tem Ceratocone, doença oftalmológica causada por fatores genéticos e ambientais que comprometem a estrutura da córnea. 
Para o diretor do Banco de Olhos, é fundamental que se fale mais sobre transplante, sobre doação. “Como tudo na vida, só conseguimos nos envolver, só consegue, neste caso, fazer as doações se estivermos informados a respeito, se estivermos cientes a respeito da importância do transplante de córnea, da importância de se fazer a doação, do número de pessoas que estão aguardando um transplante, da situação tão ruim que é ficar na situação de aguardar um órgão, um tecido ocular. É de suma importância falarmos o tempo todo sobre doações, sobre a importância de sermos caridosos nesse sentido de doar os órgãos, de doar os tecidos dos nossos entes que vieram a óbito para as pessoas que estão necessitadas”, garante Marcos.
 

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.