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Saúde

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Junho Lilás: SES realiza capacitação junto a municípios sobre o teste do pezinho

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7 de junho de 2021

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Rodson Lima, SES

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realiza capacitação para profissionais de saúde para todos municípios do Estado sobre o teste do pezinho entre os dias 7 a 11 de junho. A ação faz parte da Campanha Junho Lilás, em alusão ao Dia Nacional do Teste do Pezinho, que destaca a importância da realização deste exame do 3º ao 5º dia de vida do recém-nascido e que é comemorado no dia 6 de junho  

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, faz um alerta sobre a importância de a família levar o recém-nascido para fazer o teste do pezinho nas Unidades de Saúde caso não tenha feito o exame no hospital ou maternidade após as 48 horas de vida do bebê.

“O teste do pezinho é uma ação preventiva que proporciona o diagnóstico de várias doenças congênitas ao recém-nascido quando realizada no período preconizado do 3º ao 5º dia de vida. Ele tem por objetivo diagnosticar e tratar precocemente doenças que podem causar deficiência intelectual, entre outros danos à saúde do bebê, se não forem tratadas desde os seus primeiros dias de vida, pontua”.

Assim, a capacitação destinada a profissionais de saúde das unidades de saúde e da rede hospitalar que estão de alguma forma envolvidos na Triagem Neonatal Biológica visa reforçar a importância de se falar sobre o Teste do Pezinho ainda durante as consultas do pré-Natal e após o nascimento do bebê, ainda que na maternidade ou hospital. 

“É preciso que as gestantes conheçam e saibam sobre o quanto o Teste do Pezinho é importante para os seus bebês e também sobre as consequências quando não for realizado após as 48 horas e o 5º dia de vida do recém-nascido. Além da importância de a criança ter sido amamentada antes da coleta”, esclarece a responsável técnica da Triagem Neonatal no Estado de Mato Grosso do Sul, enfermeira Vera Regina Dalla Vechia Biolchi Oliveira.

A Triagem Neonatal Biológica ou Teste do Pezinho que é realizada pelo SUS detecta sete patologias: a Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Hiperplasia Adrenal Congênita, Fibrose Cística, Toxoplasmose Congênita, Hemoglobinopatias e Deficiência da Biotinidase. Esse diagnóstico possibilita o tratamento precoce e diminuição e/ou eliminação das sequelas que possam vir de cada uma dessas doenças.

A Secretaria de Estado de Saúde emitiu alerta aos municípios para a baixa cobertura do Teste do Pezinho entre 3° e o 5° dia de vida do recém-nascido, período preconizado pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). Dados do Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos (IPED/APAE) de Campo Grande, habilitado pelo Ministério da Saúde como serviço de referência em Triagem Neonatal no Estado, apontam que apenas 30% dos pais ou responsáveis levaram seus filhos para fazer o exame no período preconizado, índice bem abaixo do recomendado, cuja o ideal é que seja de 100%.

Como forma de conscientização, a Campanha Junho Lilás traz neste mês um texto sobre a importância de ser feita a coleta do 3º ao 5º dia dos recém-nascido nos hollerits dos servidores do Estado, bem como nos consórcios de água e energia. Importantes pontos turísticos de Campo Grande também estarão iluminados na cor lilás em alusão à campanha.

Capacitação

A capacitação inicia no dia 7 de junho, às 14 horas, pela plataforma do Telessaúde com o nome ‘Teste do Pezinho – Triagem Neonatal Biológica’. A abertura será realizada pela  responsável técnica da Triagem Neonatal no Estado de Mato Grosso do Sul, enfermeira Vera Regina Dalla Vechia Biolchi Oliveira.

O evento online terá como palestrante a analista de laboratório, Marcela Zuza de Almeida; assistente social Priscilla Fernandes Fagundes; encarregado de TI Alexandre Benes Nunes de Souza. Todos do IPED/APAE.

Devem participar: coordenadores da Atenção Primária, responsável pela Triagem Neonatal Biológica dos municípios e dos Polos Base Indígenas, profissionais que realizam a coleta, ESF - enfermeiro, médicos e técnicos de enfermagem. Profissionais dos Hospitais e Maternidades assim como

profissionais dos Pontos de Atenção que venham a fazer a coleta nos períodos em que as Unidades Básicas de Saúde estiverem fechadas. Para participar clique no link: https://telessaude.saude.ms.gov.br/forms/participe.

Cronograma

07/06 – Ocorre a capacitação para profissionais das microrregiões de Ponta Porã e Naviraí.

08/06 – Ocorre a capacitação para profissionais das microrregiões de Dourados e Ponta Porã.

09/06 – Ocorre a capacitação para profissionais das microrregiões de Três Lagoas, Corumbá e Jardim.

10/06 – Ocorre a capacitação para profissionais das microrregiões de Nova Andradina, Coxim e Paranaíba.

11/06 – Ocorre a capacitação para profissionais da microrregião de Campo Grande.

Rodson Lima, SES

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.