quinta, 04 de junho, 2026
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Uma série de pesquisas, publicadas na revista científica Nature, refutaram estudos anteriores e chegaram à conclusão de que não há um tempo de vida máximo estabelecido para os seres humanos. Anteriormente, os pesquisadores acreditavam que as pessoas poderiam viver até os 115 anos de idade. Agora, os críticos levantaram a hipótese de que esse limite não existe ou que, pelo menos, ele ainda não foi comprovado.
Controvérsias
Em outubro passado, uma equipe de geneticistas liderada por Jan Vijg, da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, nos Estados Unidos, publicou no mesmo periódico um estudo mundial sobre o tempo de vida máximo, ou seja, qual a idade máxima que os humanos podem atingir. Eles analisaram diferentes tendências de idade máxima reportada a cada ano em quatro países, França, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, entre 1968 e 2006.
De acordo com o levantamento, o tempo de vida máximo aumentou até 1994, mas se estabilizou nos anos seguintes. Com isso, os pesquisadores concluíram que a idade máxima do ser humano seria de 115 anos, visto que esse número não aumentou desde meados de 1990.
Eles também utilizaram um modelo matemático para prever a maior idade possível de ser atingida, que resultou em 125 anos. No entanto, a probabilidade seria menor que um caso a cada 10.000 por ano. Na época, o estudo foi recebido com muitas críticas pelos especialistas no assunto. Alguns pontos levantados foram a falha na interpretação dos dados e a falta de menções aos avanços da medicina, ainda por vir, que podem influenciar a longevidade.
Novas hipóteses
Agora, foi a vez de os críticos desse estudo explicarem seus argumentos na mais recente edição da Nature. Os pesquisadores Bryan Hughes e Siegfried Hekimi, ambos da Universidade McGill, no Canadá, apontaram erros na análise estatística anterior. Segundo eles, as conclusões poderiam variar conforme a fórmula matemática utilizada. Ou seja, não é possível prever a idade máxima do ser humano e, na verdade, ela pode ser ilimitada.
Levando em consideração os dados das pessoas com mais de 100 anos, a própria expectativa de vida pode aumentar, mesmo até 2300, data utilizado no estudo original. Eles ainda trouxeram dados estatísticos da expectativa de vida no Canadá para validar a teoria. Em 1920, um canadense esperava viver até os 60 anos. Já em 1980, essa expectativa mudou para 82 anos. Sendo assim, o tempo máximo de vida do ser humano, em geral, também pode variar.
Outros exemplos utilizados foram casos como o da italiana Emma Morano, que faleceu em abril deste ano aos 117 anos, e o da francesa Jeanne Calment, que morreu em 1997, aos 122 anos.
Métodos errados
Outros críticos também tiveram a chance de refutar os dados apresentados em outubro pela equipe de Vijg. James Vaupel, demógrafo do Centro Max Planck Odense, na Dinamarca, disse que os pesquisadores utilizaram dados desatualizados do banco de dados do Grupo de Pesquisa em Gerontologia. Além disso, o padrão utilizado pelos pesquisadores foi o de idade máxima de morte em um ano e não o de idade máxima já alcançada em cada país. “Em muitos anos, a pessoa viva mais antiga do mundo era mais velha do que a pessoa mais velha que morreu naquele ano”, explicou James ao site Live Science.
Já para Maarten Rozing, professor no Centro de Envelhecimento Saudável da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, a explicação e análise estatística dos pesquisadores não condizem com os dados reais. “A idade máxima está simplesmente aumentando ao longo do tempo e o que vemos como um declínio é um achado falso baseado em inspeção visual e estatísticas que não deveriam ser usadas dessa maneira”, disse ao site especializado The Scientist.
Limite de vida
Procurada, a equipe responsável pelo estudo original simplesmente discordou das críticas. “Às vezes, porque elas foram baseados em um mal-entendido, às vezes porque elas estavam claramente erradas e às vezes porque discordamos dos argumentos”, disse Vijg ao Live Science.
No entanto, de acordo com os críticos, as novas análises não querem dizer que somos imortais. O tempo máximo de vida humana deve, sim, existir, mas não é seguro afirmá-lo ainda. “Só estamos dizendo que o limite de vida pode ser de 115 anos, não que ele é”, explicou Hekimi ao site da Exame.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.