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Hospitais de MS têm até terça-feira para aderir à nova política estadual de financiamento

Hospitais locais, de apoio e regionais de Mato Grosso do Sul podem aderir ao Programa Estadual de Hospitalização (Pehosp), política que reorganiza a rede e altera os critérios de financiamento.

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29 de setembro de 2025

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do idest

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O Governo de Mato Grosso do Sul estabeleceu até terça-feira (30) o prazo para que hospitais locais, de apoio e regionais formalizem a adesão ao Programa Estadual de Hospitalização (Pehosp). A medida busca reorganizar a rede hospitalar e implementar novos critérios de financiamento para os anos de 2025 e 2026.

Novo modelo de repasse e reorganização da rede

A Pehosp propõe uma combinação de repasse fixo, destinado à manutenção de serviços essenciais como pronto atendimento 24 horas, partos, cirurgias e UTIs, com um repasse variável calculado a partir da produção registrada nos sistemas do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é garantir estabilidade financeira para as unidades hospitalares e incentivar desempenho e eficiência.

O programa também integra os hospitais aos fluxos das Redes de Atenção à Saúde (RAS), permitindo que cada unidade atue segundo seu nível de complexidade. Com isso, hospitais locais absorverão demandas de menor complexidade, aliviando as unidades de referência, que se dedicarão aos casos mais complexos.

Investimentos e regionalização

A iniciativa está alinhada à transformação de hospitais regionais, como o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) em Campo Grande, que passa por uma Parceria Público-Privada (PPP) com investimentos estimados em quase R$ 1 bilhão. Entre as mudanças previstas estão a ampliação do número de leitos, modernização das estruturas físicas e adoção de práticas sustentáveis.

O processo de regionalização inclui também o Hospital Regional de Três Lagoas e o Hospital Regional de Dourados, que terá sua Policlínica Cone Sul em operação a partir da próxima semana. Essas unidades são consideradas estratégicas na nova arquitetura da saúde estadual.

Construção e critérios da política

A elaboração da Pehosp envolveu análise de dados registrados nos sistemas do SUS, volume de internações e capacidade de expansão de leitos cadastrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). O desenho da política foi alinhado às Redes de Atenção Prioritárias e passou por validação técnica e política, com participação de gestores estaduais, municipais, dirigentes hospitalares, prefeitos, Assembleia Legislativa, Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e Conselho Estadual de Saúde.

Para aderir, os hospitais precisam operar de forma ininterrupta, contar com equipes qualificadas, ter prontuário eletrônico implantado ou com plano de execução em até dois anos, adotar protocolos de segurança do paciente, integrar-se ao sistema estadual de regulação e manter o mapa de leitos atualizado.

Procedimento de adesão e financiamento

A adesão dos hospitais estaduais deve ser formalizada por meio de formulário específico enviado ao e-mail [email protected]. Hospitais sob gestão municipal precisam aderir em conjunto com suas respectivas secretarias municipais de saúde.

O orçamento anual da Pehosp é de R$ 198,5 milhões, provenientes do Tesouro Estadual, com repasses mensais aos Fundos Municipais de Saúde através do Fundo Especial de Saúde. Os recursos são destinados à manutenção e expansão dos serviços hospitalares, conforme os critérios estabelecidos pelo programa.

Impactos esperados

Entre os objetivos da política estão a redução das filas de espera para cirurgias e internações, diminuição de deslocamentos de pacientes e fortalecimento da rede de contrarreferência, permitindo que pacientes possam concluir tratamentos em unidades próximas de suas residências.

O prazo para adesão se encerra em 30 de setembro de 2025, e a expectativa é de que até 62 hospitais possam integrar o novo modelo de regionalização hospitalar no estado.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.