sábado, 25 de julho, 2026
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No cardápio, ele chegou a comer quatro quilos de queijo por dia. O resultado? O colesterol chegou a níveis altíssimos e ele ‘vazou’ gordura pelas mãos. Especialistas alertam que dietas como essa são um risco à vida, com risco de doenças cardíacas e AVC.
O caso foi publicado no "Journal of the American Medical Association" (Jama), um dos mais renomados do mundo. O paciente tem 40 anos e é morador da Flórida, nos Estados Unidos. Ele procurou atendimento com caroços amarelos nas mãos, pés e cotovelos.
Os médicos então perceberam que ele tinha xantelasma, que é uma condição que se caracteriza por um acúmulo de gordura e colesterol na pele. Ou seja, ele estava ‘vazando’ colesterol e gordura pelas extremidades.
Ao tentarem entender como a situação tinha chegado a essas condições, descobriram que o paciente estava seguindo uma rigorosa dieta carnívora há oito meses.
Seus hábitos alimentares incluíam alta ingestão de gorduras, incluindo cerca de quatro quilos de queijo, tabletes inteiros de manteiga e gordura adicional incorporada em seus hambúrgueres diariamente.
Na entrevista, ele disse aos médicos que a dieta tinha feito com que ele perdesse peso, se sentisse mais disposto e dado maior clareza mental, mas não foi toda essa saúde que os médicos encontraram em seus exames: ele tinha os níveis de colesterol até cinco vezes mais altos do que o recomendado.
“Este caso destaca o impacto dos padrões alimentares nos níveis de lipídios e a importância do controle da hipercolesterolemia para prevenir complicações”, escreveram os especialistas no artigo.
O médico cardiologista Roberto Kalil explica que não há como ter saúde com uma ingestão tão alta de gordura e alerta que isso pode aumentar o colesterol, que está ligado às maiores causas de morte no mundo. “Ele chegou a um quadro de infiltração de gordura nas mãos, isso significa que a quantidade era excessiva que chegou a um ponto limite. Não existe dieta da moda que vença a ciência, esse caso é um alerta às pessoas”, explica.
O colesterol é uma gordura que todos nós temos no corpo, quando em níveis altos, ele pode agredir as artérias – que são vasos que transportam sangue do coração para os diferentes tecidos.Ele faz com que se formem placas de gordura que obstruem e agridem as paredes desses ‘caminhos’ levando a problemas como AVC e infarto.
O cardiologista explica que é preciso cuidado com os índices altos de colesterol. “São milhares de mortes causadas por doenças relacionadas ao colesterol alto, no país infarto e AVC são as principais causas de morte, por exemplo. As pessoas não podem negligenciar”, explica Kalil.
Segundo dados do Ministério da Saúde, 40% da população brasileira tem índices altos e não só em adultos. Uma pesquisa recente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que uma em cada quatro crianças e adolescentes está com colesterol alto, no Brasil.
O médico explica que há um fator genético em alguns casos, mas a principal causa é a dieta, principalmente a ingestão de alimentos com alto teor de gordura, como ultraprocessados.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.